Cap. 15 Última lembrança
- BORA GENTE, RÁPIDO! – Gritei pela milionésima vez antes de sair de casa rumo ao hospital.
- Calma, tu não tá prestes a parir. – Jane disse juntando as sobrancelhas e eu ri.
- Ah, eu quero alertar o senhor de que, agora que você e a (seunome) estão oficialmente namorando, só falta os anéis...
- Mimi! – Jane o interrompeu.
- Me deixa continuar, por favor? Obrigado. Então, vocês devem saber o risco que correm com a vida se...
- Ah, já tá bom né pessoal. – Cody disse interrompendo Michael mais uma vez.
- MAS SERÁ QUE UMA PESSOA NÃO PODE TERMINAR O RAIO DE UMA FRASE? – Ele gritou enquanto ia em direção à porta batendo o pé.
- Pera aí, cadê o Tom? – Alli perguntou e todos se deram conta de que haviam esquecido que Tom existia. O que aconteceu foi o seguinte: quando fui expulso do quarto (quando o horário de visita acabou) dei a boa notícia para todos, e dali partimos para praia. Depois disso voltamos todos para casa e nenhum de nós se lembrou de Tom.
- Acho que se ele quisesse ir visitar a (seunome) ele estaria aqui. – Brad opinou e Jones concordou com ele.
- Mas pode ter ocorrido algo com ele. – Savannah o defendeu.
- Gente, é só ligar pra ele! Dã! – Michael disse pegando o celular no bolso do casaco. Nos entreolhamos envergonhados já que aquilo era muito óbvio, e na verdade, ninguém tinha pensado nisso.
- Sua primeira grande ideia do dia. Parabéns! – Fui irônico e todos riram.
- Do dia? Do ano! – Jane me corrigiu fazendo que todos rissem mais um pouco.
- HÁ-HÁ, QUE GRAÇA JANEZINHA! – Ele gesticulou. – O bom é que ninguém teve a ideia, então podem parando de rir da minha cara. - Ele disse e propositalmente todos pararam de rir e ficaram sérios se entreolhando. – Sintam o meu poder, mas cuidado pra não se machucar com ele. – Ele soltou essa pérola e todos ao mesmo tempo tacaram almofadas naquela coisa chamada Michael. – PEEEEERA CACETE! TÁ CHAMANDO! – Ele gritou depois de ser atacado por nós. Ele foi para a cozinha, onde havia menos barulho, enquanto nós conversávamos sobre nossos últimos dias de férias. – Ele disse que está na praia, e não vai visitar hoje. – Michael disse chegando à sala. Aquilo era muito estranho, pois Tom era sempre tão atencioso, principalmente em coisas relacionadas com a (seunome).
- Então é melhor irmos logo. – Brad disse depois de um breve silêncio.
----------------------
- TÃO VENDO QUE HORAS SÃO? VOCÊS DEMORAM MUITO PRA SAIR DE CASA. – Reclamei quando chegamos faltando apenas uma hora para acabar o horário de visita.
- Mais foi a boneca aí que quis parar na floricultura pra comprar um arranjo de flores pra amada. – Cody disse sendo irônico e todos riram.
- GREYSON! – Ouvi alguém me chamar, e quando virei dei de cara com minha mãe. – Não precisamos ter pressa pra ir embora. A (seunome) acabou de passar para um quarto individual, e pode ter visita dia inteiro. – Ela me deu a boa notícia e eu a abracei.
Passado alguns minutos para acharmos o quarto certo, chegamos e entrou a favela toda de uma vez só.
- Ah, oi coisas. – (Seunome) disse depois que todos já haviam entrado. Rimos e a cumprimentamos com abraços, beijos e tudo que tem direito.
- Nós vem aqui na maior fidelidade e somos chamados de coisas? – Michael disse sério e parece que o mesmo não percebeu o erro gramatical que acabara de cometer.
- Nós vem Michael? Sério? – Jane disse com a voz fininha e todos riram.
- São pra você. – Disse entregando o buque de rosas vermelhas para ela que me olhou com um sorriso enorme no rosto.
NARRAÇÃO GREYSON OFF
- Que lindas. – Disse as cheirando. Era muito bom saber que estava tudo bem entre mim e Greyson. Meu coração dava uma aliviada única toda vez que ele sorria pra mim ou dizia que me amava. Coisa de gente apaixonada e boba sabe?
- Não mais que você. – Ele disse e eu ri.
- Cara, que cantada péssima. – Brad soltou e todos riram da cara que Greyson ficou.
- Gente, cadê o Tom? – Perguntei percebendo que meu melhor amigo não estava lá.
- Não o achamos em casa, então ligamos e ele disse que não ia vir hoje. – Alli respondeu minha pergunta.
- Tudo bem. – Disse com a voz fraca. – Mas e tu mulé? Vem cá me dar um abraço! – Disse chamando Alli que veio saltitando até mim. – Muito obrigado por me incentivar de tal forma. Você é um anjo. – Sussurrei ao meio o abraço.
- Não, tudo bem, estou bem aqui. – Jane disse com voz afetada sem mesmo alguém falar com ela.
- Ah, vem cá vaca preta. – A chamei e ela riu enquanto vinha ao meu encontro.
- Você ainda lembra disso? Parece que o coma reforçou sua memória. – Ela brincou e eu ri.
----------------------
- Tem certeza que você vai ficar como acompanhante? – Minha mãe perguntou pela milionésima vez a mesma coisa.
- Absoluta. Sua filha vai ficar em boas mãos. – Greyson brincou arrancando um sorriso da minha mãe.
- Ok. Beijo filha, se cuida. – Ela disse beijando minha testa. Abraçou Greyson e se retirou.
- Eu preciso tomar banho. –Disse fazendo um esforço enorme pra sentar na cama. Greyson me ajudou e o recompensei com um sorriso fofo.
- Eu posso te dar banho se quiser. – Ele disse com um sorriso de canto de boca e eu ri.
- Greyson! – Disse incrédula ainda rindo. – Tem que chamar a enfermeira.
- Então você confia mais na enfermeira que você nem conhece direito, mas não quer que eu te dê banho? E olha que te conheço há tempos. – Ele disse rindo e eu respirei fundo depois de uma longa risada.
- Conheço sim. Descobri que o nome dela é Vilma, ela tem vinte e sete anos e repetiu o último ano da faculdade. – Respondi fazendo ele me olhar assustado. – Mas ela é uma profissional, já você tem segundas intenções. – Respondi e ele se sentou no pé da cama enquanto ria.
- Ai, ai... mulheres. – Ele disse como se a mulher fosse uma criatura imprevisível, estranha e difícil. Pera aí, somos assim mesmo!
- E eu tenho vergonha. – Disse fazendo uma cara de sofrimento enquanto ele ria.
- Ok, vou chamá-la. – Ele disse se levantando e indo em direção à porta.
- Sim querida? – Vilma disse assim que entrou depois de alguns minutinhos.
- Vilma, preciso de um banho. – Disse e ela sorriu.
- Você gostaria de tentar sozinha? Os médicos disseram que você já tem força o bastante pra isso. Mas se preferir eu te ajudo. – Ela disse e Greyson olhou pra minha cara com as sobrancelhas juntas.
- Então eu vou tentar sozinha. – Disse sorrindo enquanto colocava, devagar, meus pés no chão.
- Se você quiser seu acompanhante pode te ajudar. – Ela disse e Greyson deu um pulo do sofá gritando “EEEE!”. Comecei a rir e neguei com a cabeça.
- Acho que meu acompanhante é um mau exemplo pra mim. – Disse e Vilma riu fazendo Greyson soltar um “ei!”.
- É, acho que a equipe não deixaria dois adolescentes sozinhos no banheiro, enquanto um tomava banho. Vai que o outro fica com calor e quer entrar também. – Ela brincou e Greyson mexeu as sobrancelhas com um sorrisinho cheio de malícia no canto da boca.
- Pode ficar tranquila, não vou o deixar entrar no banheiro não. – Disse o mirando para ver sua reação. Ele bufou e eu ri.
- Qualquer coisa pede pra ele me chamar, ou grita. – Vilma disse e em seguida se retirou.
- Fica aí! – Disse quando Greyson pareceu que ia se levantar. Ele bufou e entrei no banheiro rindo. Fiz todos os procedimentos que Vilma havia me ensinado como envolver o gesso com um plástico para não molhar. Entrei no banho e depois de alguns minutos saí. Olhei em volta procurando a toalha e me lembrei de que havia a deixada junto com as roupas no sofá.
- GREYSON! – Gritei com a cabeça encostada na porta.
- QUE FOI? ACONTECEU ALGUMA COISA? VOCÊ CAIU E... – Ele fez mil perguntas e ri.
- NÃO! EU ME ESQUECI DE PEGAR A TOALHA E AS ROUPAS! – Disse morrendo de vergonha. Ele riu e tentou abrir a porta que estava trancada. – OLHA, EU VOU ABRIR SÓ UM POUCO, AÍ VOCÊ ME DÁ OK? – Disse e ele riu novamente.
- TÁ BOM MEU AMOR. – Ele disse e eu respirei fundo.
- AAI GREYSON, EU TO COM VERGONHA! – Disse ainda sem abrir a porta e ele riu.
- Pera que vou pegar algo pra tampar minha visão. Sua fresca. – Ele disse e eu ri. Esperei um tempinho e destranquei a porta quando ele deu uma batinha leve. Fingi dar um soco nele, para ver se o mesmo estava enxergando, mas parece que o lençol enrolado no rosto dele impediu sua visão, pois ele não se mexeu. – Precisa de ajuda? – Ele perguntou enquanto apalpava a porta.
- Pior que sim. Espera, que... GREYSON TIRA A MÃO! – Gritei rindo e ele riu junto comigo.
- Desculpa, pensei que era a parede. – Ele disse e eu soltei um “aham, sei” irônico. Sequei-me e coloquei a roupa que era obrigatório usar no hospital.
- Amarra pra mim. – Disse me virando de costas para ele.
- Aonde você tá? – Ele perguntou e eu me virei, vendo que o mesmo estava quase entrando no box. Ri e o puxei para perto de mim.
- Aqui. – Disse colocando em suas mãos a parte do tecido que precisava ser amarrada. – Pera, vamos sair do banheiro aqui é muito apertado e... – Não pude nem terminar a frase e Greyson tropeçou e caiu em cima de mim, assim que comecei a puxá-lo para o quarto. – Ai! – Sussurrei e ele deu um pulo.
- Ai, desculpa eu... – Ele disse e quando estava prestes a tirar o lençol do rosto eu impedi.
- NÃO TIRA! Quando a roupa não tá amarrada ela fica saindo. – Disse e ele assentiu.
- Então como é que eu te ajudo? – Ele perguntou e eu olhei para os lados.
- Ah... Greyson você poderia parar de descer a mão? – Disse pausadamente o fazendo rir.
- Desculpa. – Ele se desculpou e eu ri.
- Tira o lençol, não tem outro jeito. – Disse e ele fez o que eu pedi. Assim que ele jogou o lençol longe e me olhou de cima abaixo ficou boquiaberto e eu bufei. – Você poderia parar de olhar para as minhas pernas, seios e outras coisas? – Disse e ele riu.
- Tá, pera aí, que eu vou te ajudar. – Ele disse se levantando. A roupa que eu estava usando já estava no meu pé, já que suas costas eram abertas e precisava ser amarrada. Greyson me pegou no colo e me colocou na cama me fazendo rir.
- Calma doido! Eu só queria levantar! – Disse e ele me olhou com uma cara séria.
- Doido? – Ele disse e eu ri enquanto vestia a roupa. – Ah, não pode ficar sem a roupa não? – Ele disse fazendo bico e eu ri. – A curva mais perfeita do seu corpo é o seu sorriso, sabia? – Ele disse enquanto chegava cada vez mais perto de mim. Não pude conter o sorriso e quando me dei conta, Greyson já estava sem blusa enquanto minha roupa enfeitava o chão.
- Com licença eu... interrompi? – Vilma disse de olhos arregalados. Larguei Greyson e me cobri sem graça. O encarei e vi que ele fazia muita força pra não rir.
- Eu estava... medindo a temperatura dela. – Greyson deu a desculpa e eu concordei.
- Parece que ela estava bem quente. – Ela disse colocando alguns lençóis no sofá. – Literalmente. – Completou se virando pra gente.
- Desculpa. – Disse sem graça e ela riu.
- Que isso fofa! – Ela disse amarrando minha roupa. – São os hormônios, e além do mais, olha só pra esse garoto! Eu me segurei pra mão chegar junto no dia que vi ele pela primeira vez. – Ela disse e Greyson me olhou vermelho de tanto segurar o riso.
- É, a diferença de idade é pequena. Podia até rolar. – Greyson disse e eu o encarei. – Calma amor, to brincando. – Ele disse e Vilma riu.
- Boa noite pessoas, e cuidado pra não serem flagrados. – Ela disse e depois deu uma piscadinha pra gente. Rimos e ela saiu.
- Então... – Greyson disse chegando perto de mim.
- Então nada. “Podia até rolar”. – O imitei. – Bonito né senhor Chance? – Completei e ele riu.
- Você sabe que só pode rolar se for com você. – Ele disse me abraçando por trás e eu ri.
- Eu ia até deixar você dormir comigo, mas só por falar isso vai dormir no sofá! – Disse tirando seus braços que me envolviam.
- Poxa, eu te ajudo a se levantar e é assim que você me trata? – Ele fez voz e feição sofrida.
- Você mais se aproveitou do que me ajudou. – Disse e o mesmo riu.
- Que ingrata! Eu durmo no sofá mesmo. Duro, desconfortável, sem ninguém para me aquecer...
- Quer um lençol? – O interrompi fazendo o mesmo me olhar com uma carinha muito fofa. – Ah tá bom seu chato, dorme aqui. – Disse e ele veio correndo e pulou em cima de mim. – Mas é pra dormir, não fazer outras coisas! – Avisei e ele suspirou me fazendo rir. Prendi o único fio que eu precisava, o mesmo que contava a batida cardíaca e tudo mais, e me deitei de costas para Greyson que me abraçou por trás.
- Você sabe que dia é hoje? – Ele perguntou e eu me virei para ele negando com a cabeça.
- Dia nove. – Ele respondeu e eu juntei as sobrancelhas.
- Só falta um dia para irmos embora certo? – Disse e ele assentiu.
- Greyson, eu não queria ir embora da Austrália tendo como último acontecimento marcante o atropelamento. Eu queria que amanhã fosse especial sabe? – Disse e ele sorriu.
- Eu vou fazer com que seja. – Ele disse e eu retribui o sorriso.
- Mas não queria que fosse especial só pra mim. Eu quero que todos gostem do último dia aqui. Inclusive Alli, Cody e Savannah já que amanhã será o nosso último dia com eles.
- Lembra-se dos planos que fizemos para essas férias? – Ele perguntou e eu sorri, concordando com a cabeça. – Fazer um lual, invadir a casa do Cody de madrugada...
- Está combinado então? – Perguntei e ele sorriu.
- Vai ser bom pra você? – Ele perguntou e eu olhei soltei uma gargalhada fraca.
- Muito. – Respondi e ele me deu um beijo na testa. – Boa noite. – Sussurrei e me virei, ficando de costas para ele. Senti seus braços me envolverem e aquilo me fortalecia de alguma forma. Era como se eu estivesse num campo seguro junto com o meu herói. – Greyson, para de descer a mão. – Sussurrei para o mesmo que riu, e logo sua mão que já estava em minha coxa, voltou para minha cintura. Ele presenteou meu ombro com um pequeno beijo e assim adormecemos, um aproveitando o calor do outro.
----------------------
- Bom dia! – Greyson disse assim que abri meus olhos. Ele trazia uma bandeja que reconheci ser a do café da manhã do hospital e a colocou na mesinha no pé da cama.
- Acordou cedo hein. – Disse ao meio de um bocejo monstro.
- Não. Você que dormiu demais. A Vilma já veio aqui e... – Ele fez mistério.
- E o que? Fala logo menino! – Disse impaciente o fazendo rir.
- E você está de alta! – Ele disse e em seguida pulou em mim. O enchi de beijos e eu não pude conter um dos meus melhores sorrisos, assim como ele.
- Vocês adolescentes tem muito fogo hein. Não bastou se pegarem só ontem não? – Vilma chegou descontraída nos fazendo rir.
- Não rolou nada ontem não Vilma. E nem vai rolar tão cedo. – Disse e Greyson me encarou sério. Ri de sua reação e joguei o travesseiro nele.
- E vou sentir tanta a sua falta (seunome)! – Vilma disse com lágrimas nos olhos. – Qualquer dia bem que você poderia sofrer outro acidente e voltar pra me ver né. – Ela disse e assim como eu, Greyson a encarou.
- Ela pode vir pra cá sem ser machucada sabia? – Greyson disse e eu concordei com ele.
- Mas eu moro em Los Angeles Vilma. – Disse e ela suspirou.
- Então me dá um abraço. – Ela disse e eu sorri enquanto dava um abraço de urso nela. – Sua mãe já está aí fora pra te levar. – Ela avisou e eu assenti. Abracei-a novamente e ela me entregou algumas roupas que reconheci serem minhas.
- Quer ajud... – Greyson começou a falar, mas o interrompi.
- Nem vem! – Disse o fazendo rir. Entrei no banheiro, troquei de roupa com cuidado e saí, dando de cara com a favela inteira.
- (SEUNOME)! – Michael gritou me abraçando.
- Sou eu. – Disse ao meio do abraço achando aquela reação estranha. – Tá Michael, o que você fez?
- Eu? Nada querida... – Ele disse vermelho enquanto misturava as palavras com gargalhas.
- Ele queimou seu livro quando tentou fritar nuggets. – Tom disse com voz entediada e, num movimento quase ninja, Tom estava caído no sofá e Michael enfiava o travesseiro praticamente na boca dele.
- ENGOLEE! – Ele gritava enquanto todos riam.
- Pera aí Michael, vai matar o Tom! – Disse tirando Michael de cima de Tom com o meu braço que não estava enfaixado. – Por que o senhor não veio me visitar ontem? – Perguntei com braços cruzados e ele deu um sorriso amarelo. Sorri de volta e o abracei forte.
- Cof, cof eu também to aqui, cof. – Cody fez e todos riram.
- Vem cá meu loiro. – Disse e o abracei.
- Vocês tão vendo? Cada vez ela me despreza mais! Ontem ela não me deixou dar banho nela, e eu tive que fazer drama pra ela me deixar dormir junto dela! – Greyson disse e eu soltei uma risada estranha que fez todos rirem.
- E eu vaca branca? – Jane disse e eu me virei pra ela que abriu os braços para me receber.
- Vaca preta! – Disse um pouco alto assim que a abracei. – Alli! – Disse e assim que soltei Jane, pulei em Alli que caiu comigo na cama.
- AI PORRA! EU QUE VOU ACABAR FICANDO NO HOSPITAL SE TU FIZER ISSO DE NOVO! – Ela reclamou alto fazendo todos rirem.
- Jones sedução! – O abracei e ele me olhou com uma cara estranha.
- Por que sedução? – Ele perguntou e eu ri.
- Ué, tu conseguiu seduzir minha amiga. Isso é muito! – Disse e me virei para encarar Michael que bufava.
- Brad tampinha! – Disse e dei uma batinha leve em suas costas que fez o mesmo cair em cima de Greyson que ao ser empurrado, andou pra trás fazendo Brad cair no chão. – Ops. – Sussurrei e todos riram. Para quem não sabe, Brad era o menor da galera.
- Cara, isso é porque ela estava em coma! – Brad disse assim que se levantou.
- Desculpa Brad. – Disse o abraçando. Ele sorriu e Greyson nos separou.
- Tá bom já né amor. – Ele disse me abraçando por trás e fazendo todos rirem.
- Calma tá Greyson. Nós não tiramos pedaços não. – Michael disse e Greyson riu.
- Então simbora povão?! Quero sair logo daqui! Não gosto de hospitais. – Disse pulando e todos se entreolharam.
- Cara, o coma a fez ficar 2737848487373 vezes mais energética do que era. – Cody disse e eu ri. – E ela ainda tá com a perna engessada! – Completou e todos concordaram.
- Greyson, é melhor tu agir pra apagar esse fogo todo da (seunome). – Alli disse com a cara cheia de malícia e todos riram.
- Até tentei ontem, mas a Vilma interrompeu. – Ele disse e eu o encarei enquanto segurava o riso.
- Deixa só chegarmos em casa pra tu ver o que eu faço contigo. – Disse e ele riu me dando um beijo na cabeça. - Alguém me empresta um taco de baseball? – Perguntei e todos riram mais ainda.
- Pensei que você ia fazer outra coisa comigo. Não me bater com um taco de baseball. – Greyson disse e todos riram mais ainda enquanto secavam as lágrimas dos olhos.
- BORA GENTE? – Alli berrou depois que pegou ar e parou de rir.
Saímos do quarto e depois de nos perdemos quatro vezes dentro do grande hospital da Austrália, encontramos a minha mãe e os pais de Greyson que me abraçaram várias vezes e fizeram as mesmas perguntas como “esta bem?” e ”como se sente?”.
Chegando a porta do hospital vi Vilma conversando com um homem de cadeira de rodas, e a olhei pela última vez. Ela apareceu em um momento ruim pra mim, e ela conversava comigo o dia inteiro, mesmo quando eu estava em coma, segundo ela. Ela se tornou tão especial em tampouco tempo e iria sair da minha tão rápido que me deu um nó na garganta. Mas diante de toda a tristeza daquela despedida, eu sabia que ela ficaria bem e que um novo começo pra minha vida começaria, ali, assim que eu colocasse um pé pra fora do hospital.
CONTINUA...
AVISO: Enchancers do meu core, o capítulo não acabou aqui. Desculpem por postar só hoje, eu estou ficando sem tempo e só postei hoje porque a Ju e a Caroll fizeram greve e disseram que só iam postar o delas se eu postasse o meu, rs. Espero que gostem e COMENTEM! Beijos da chata da Mi.
AWNNNN QUE LINDO <333 CONTINUA E AMANHA EU QUERO VER O RESTO, FALO MERMU S2
ResponderExcluirLiiinda, serio to ansiosa esperando o proximo capitulo. AAAALIÁS, não me faz bater nele com o taco de baiseboll nada, faz o que o menino pede ~ olhar malicioso~ Just kitten ashuash to atacada desde o Imagine da Tia Lilah hein;p
ResponderExcluirNossa muito legal amei ,vou ficar ansiosa para o proximo capitulo muito bom
ResponderExcluircontinua
ResponderExcluir*-* Perfect!
ResponderExcluirPeerfect cooontinuaa
ResponderExcluir