Cap. 16 Together
Enfim, depois de uma viagem turbulenta de horas havíamos chegado ao nosso destino chamado Los Angeles.
A viagem em si não fora tão cansativa. Passei o caminho todo ao lado de Greyson e minha mãe, dormindo é claro. Os lugares a nossa frente foram ocupado por Jane, Michael e Tom, enquanto Lisa e Scott se encontravam na primeira fileira. Infelizmente Brad e Jones foram em outro voo, já que o destino deles era Nova York e foi pura coincidência os mesmos terem vindo à Austrália com nós.
O primeiro passo na terra onde tudo começou, literalmente. Nessa terra começou umas das mais verdadeiras amizades e nela também se iniciou um namoro que é capaz de enfrentar todas as barreiras e pessoas, mais precisamente Lauren e Greg.
- QUE CALOR! – Foi a primeira frase dita por algum de nós quando saímos do aeroporto.
- Pior que eu não aguento mais ver praia na minha frente Jane. – Disse a fazendo rir.
- O que vocês vão fazer hoje? – Michael perguntou e todos o fitaram.
- Cara, acabamos de voltar de viagem. O que mais queremos é dormir. – Tom disse impaciente e Michael bufou.
- E você Janezinha? - Michael a abraçou por trás.
- Sai pra lá que eu não quero papo com você! – Indagou Jane fazendo todos se entreolharem confusos.
- Ah Janezinha, me desculpa, mas eu estava com fome!
- Mas eu sou sua namorada! Você devia pensar no meu bem estar.
- Você quer que um sanduíche agora? Eu compro até trinta pra você! – Michael insistiu indo atrás dela que apressava o passo em direção o ponto de táxi.
- Hum... não sei. – Ela fez charme e eu segurei o riso.
- Sanduíche do Joe’s Burguer. – Michael cantarolou e ela deu um gritinho que ultrapassou toda a escala que existe sobre vozes agudas.
- Ok, mas vamos agora! – Ela o puxou enquanto dava o sinal para o táxi.
----------------------
- PERA PORRA! DEIXA EU SAIR PRIMEIRO! – Jane deu uma de Alli enquanto era arremessada para fora do carro. Sim, caro leitor, você leu certo, é “arremessada” mesmo. O que aconteceu foi o seguinte: Os adultos foram para casa em um táxi e o resto do pessoal ficou esperando outro. Só que, depois de meia hora waiting outside the lines por um táxi, decidimos apertar e ir em um mesmo. O único problema é que já éramos cinco, e ainda inventamos de dividir o táxi com mais um nerd que estava aparentemente sozinho no ponto. Mas para tudo dá-se um jeito, então enfiamos o nerd no banco da frente enquanto Michael estava sentado no colo de Tom, Jane no de Greyson e eu no banco já que meu estado físico não era um dos melhores.
- AAAAI! OLHA MINHA PERNA! – Gritei.
- EEEEEI! OLHA A PERNA DA MINHA NAMORADA! – Greyson gritou me fazendo rir.
- TOM MEU QUERIDO, DARIA PRA TIRAR A MÃO DAS MINHAS PARTES ÍNTIMAS? – Michael gritou fazendo Tom me olhar assustado.
- SE VOCÊ TIRASSE ESSE TAMBOR QUE VOCÊ CHAMA DE BUNDA DA MINHA CARA ADIANTARIA MUITO! – Tom retrucou e pude perceber o nerd nos olhando admirado.
- AAAAAAAAA! MICHAEL SAI LOGO DESSE CARRO! – Greyson gritou e Michael foi definitivamente jogado para fora. Conseguimos sair, rachamos o táxi com o nerd que seguiu viagem por mais duas quadras.
- Eu necessito de comida. – Michael declarou assim que pisamos dentro no Joe’s Burguer, o lugar que parecia mais um açougue e que havia o hambúrguer mais gorduroso da América do Norte, Central e acho que a do Sul também.
- Quando você não precisa de comida? – Tom retrucou.
- Quando eu te perguntei isso? – Michael ironizou.
- Quando você aprendeu a dar fora? – Greyson perguntou e eu ri.
- Quando vocês vão pedir os sanduíches? – Jane perguntou impaciente nos fazendo dar conta que já havia chegado nossa vez de ser atendidos.
- Eu quero um cheese burguer, uma batata e um refrigerante de 800 ml. – Jane disse com naturalidade.
- Ei quero o mesmo que dela, mas acrescenta mais uma batata, três sanduíches e um Sunday. – Michael disse fazendo o rapaz que estava nos atendendo o encarar.
- Só um Sunday, por favor. – Pediu Tom.
- Quer o que amor? – Greyson me perguntou.
- Uma batata pequena e qualquer coisa menos refrigerante.
- Duas batatas e duas águas. – Greyson pediu e pagou.
- Eu vi como você olhou pra ele. – Michael implicou e Jane riu irônica.
- Atá desculpa pai! – Jane disse batendo o pé e Michael bufou indo atrás dela.
- Esses dois precisam se casar o mais rápido possível! – Sussurrei para Greyson que riu. O pior foi a cena seguinte, pois antes que pudéssemos nos sentar os dois já estavam se beijando.
- Concordo com você. – Greyson disse enquanto nos sentávamos.
- O que vocês acham de passar o carnaval no Brasil? – Perguntei animada e todos me olharam confusos. – Aquela comemoração onde as pessoas se fantasiam, sambam, assistem as escolas de samba... – Fui interrompida por vários “aaaaé!”.
- Adoraria. Sempre quis festejar carnaval! Dizem que é a festa mais animada do mundo! – Jane disse animada.
- Por mim tudo bem. – Tom declarou.
- Lá tem muitos caras? – Michael perguntou e uma resposta rápida passou pela minha cabeça.
- Sim e todos são musculosos, ficam sem camisa e muitas vezes, saem beijando todas as mulheres que ficam nos blocos de carnaval. – Disse e, assim como Michael, Greyson arregalou os olhos. – Calma gente, to brincando! – Disse e eles suspiraram. Fiz a famosa comunicação pelo olhar com Jane que percebeu que aquilo era verdade.
- Então, sim ou não? – Fiz novamente a pergunta.
- Sim. – Disseram em coro e eu vibrei.
- Mas que adulto responsável vai tomar conta de nós? – Michael perguntou e todos se entreolharam confusos.
- Tá, quem é você e o que fez com o Michael? – Perguntei o fazendo rir.
- Ué gente. Jamais meus pais me deixariam viajar sem algum adulto por perto.
- Mas você não disse que seu pai não liga pra família? – Greyson perguntou e eu ri.
- Sim, mas minha mãe sim.
- Bom... nesse caso eu vou ser a mãe de todos vocês.
- Tsc, tsc, tão nova. – Jane brincou e eu ri.
- Se você é a mãe então esse protozoário branco é nosso pai? – Michael perguntou fazendo todos rirem.
- Mais respeito com o seu pai moleque! – Greyson engrossou a voz.
- Então eu sou irmão dessa coisa chamada Michael? – Tom perguntou enquanto mastigava a colher do Sunday. É, não basta comer só o sorvete, tem que mutilar a pobre da colher.
- Exato. – Respondi e ele suspirou.
- Mas aonde vamos nos hospedar? – Greyson perguntou.
- Na casa do meu pai ué.
- E em que estado do Brasil seu pai mora? – Tom perguntou.
- Rio de Janeiro. – Disse e Jane abriu um sorriso enorme.
- Dizem que lá é muito bonito.
- Se é. Durante o tempo que passarmos lá, levarei vocês para conhecer o Cristo, o Pão-de-açúcar e uma praia de verdade. Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca esperam por nós.
- Nomes bizarros. – Michael disse e eu ri. – Mas mãe, qual o nosso sobrenome?
- Como assim? – Li a mente de todos ali.
- Ué, somos uma família! Qual o nosso sobrenome? – Ele disse fazendo uma careta óbvia e eu encarei Greyson.
- Seu filho está em crise. – Brinquei e Greyson riu.
- Que tal Covalski? Sempre quis mudar meu sobrenome pra esse, mas ficaram me chamando de maluca. – Jane disse e todos seguraram o riso.
- Nem sei o porque. – Tom foi irônico e ela o fitou.
- Eu gosto de Covalski. – Declarei e outros concordaram comigo.
- Então vai ser Covalski. – Greyson completou e em seguida beijou minha testa.
- Jane, bora no banheiro comigo. – Disse me levantando e ela bufou.
- Por que você se nega a me chamar de filha? Quer me deserdar é? Isso é só porque eu fui pra praia e to preta! – Ela fez cena e todos riram.
- Tu tá andando muito com o Mimi, cuidado! – Tom disse e ela soltou uma risada escandalosa.
- BORA FILHA! – Berrei para que ela pegasse fôlego e todos em volta me encararam.
- Que foi? Tenho mais dois filhos. – Disse e eles continuaram me olhando estranho.
- XÁELESMÃE! – Jane juntou as palavras me fazendo rir.
- Que tal se fingirmos que não conhecemos elas? – Ouvi a voz de Tom e me virei.
- Tom meu filho, tá de castigo! Mô, tira a mesada dele! – Brinquei e Tom fingiu um choro falso.
- Minha querida, é verdade que eles são seus filhos? – Uma velhinha me cutucou e eu segurei o riso.
- Sim e aquele é meu marido. – Apontei pra Greyson. – Descobri que estava grávida depois da faculdade. Eles são trigêmeos idênticos, não acha? – Fingi e a velhinha me olhou incrédula.
- Assim... – Ela disse se afastando de mim enquanto olhava dos meninos da mesa para mim e Jane.
- Mãe, você não presta! – Jane disse e nós fomos rindo iguais duas jovens que riem até o banheiro de uma lanchonete.
É caro leitor, não tente intender essa última frase.
----------------------
[PÕE PRA CARREGAR: http://letras.terra.com.br/demi-lovato/1963613/traducao.html ]
- Ah, já vão? – Fiz uma carinha triste enquanto os outros se levantavam rumo à porta.
- Amanhã tem aula, matéria atrasada pra pegar... – Jane disse e eu suspirei.
- Então até amanhã povo. – Despedi-me.
- Até mais tarde. – Greyson, que fora o último a sair, disse e em seguida fechou a porta.
- Mais tarde? – Perguntei para mim mesma e subi para o quarto.
Depois de uma longa viagem e um dia inteiro andando por aí, eu tinha quase obrigação de estar cansado, mas o pior é que eu não estava. Andei para um lado e para outro, o que não durou muito, pois o gesso começou a incomodar depois de minutos. Então olhei minha mala no canto perto da porta e levantei-me ao seu encontro. Abri e a primeira coisa que vi foi o presente que Greyson me dera. “Será isso o que ele encomendara?”, “ mas ele disse que ia buscar a encomenda, e o porta retrato estava na loja...” refleti.
Toc, toc.
- Boa noite. – Minha mãe desejou-me e logo entrou no meu quarto enquanto mirava o porta retrato em minhas mãos. – O que é?
- Greyson me deu de presente. – Disse a entregando.
- Ele realmente é um homem. Só Deus sabe como esse garoto sofreu enquanto você estava em coma. – Ela disse e eu dei um meio sorriso. – Gosto quando você sorri. Me sinto bem. – A abracei.
- Obrigado por tudo mãe. – Agradeci e ela sorriu.
- É bom ter você de volta. – Ela disse e em seguida saiu.
Continuei a fitar aquela imagem que estava estampada na tela e, depois de pouco tempo comecei a perceber as coisas que apareciam no fundo da foto. Como um pedaço da fonte, um tênis e, lá longe, um menino loiro. Olhei mais de perto e para minha surpresa percebi que era Cody. Peguei o celular e em poucos segundos, uma voz feminina que eu reconhecia bem atendeu.
LIGAÇÃO ON
- Alô.
- Alli? – Disse o óbvio.
- (Seunome)! AAAH, QUE SAUDADES! – O tom de voz aumentou. Eu deveria estar acostumada com isso, mas acabei levando um susto.
- Também, muitas mesmo! Mas como estão as coisas por aí? – Perguntei esperando por uma reposta positiva.
- Ah amiga... mais ou menos sabe? Eu estou triste por não ter mais vocês aqui, mas o Cody está muito pior. Ele fica trancado no quarto o dia todo e nem sempre sai pra comer! Não quer receber visitas e a única vez que consegui entrar no quarto foi quando meus pais ligaram e quiseram falar com ele. Nem a Savannah ele quer receber! – Ela disse e eu senti um nó se formar em minha garganta. É claro que aquilo tudo que estava acontecendo era culpa minha, afinal, segundo o próprio Cody, ele me amava e é sempre muito ruim perder alguém que ama, ou até mesmo se distanciar dela.
- Será que eu posso falar com ele? – Perguntei e Alli suspirou.
- Vou tentar, mas não prometo nada. – Ela disse e em seguida ouvi passos. Um barulho alto fez eco e percebi que aquilo era uma batida na porta, e pelo que parecia, era bem alta. “CODY! A (seunome) NO TELEFONE!” Ouvi, e em questão de milésimos, a porta se abriu.
- Alô, (seunome). – Ouvi a voz de qualquer pessoa, menos a do Cody.
- Cody? Não pode ser você! Que voz é essa, menino?
- To meio rouco. – Ele se explicou.
- A Alli disse que você anda meio triste. O que houve?
- Você sabe o que é. – Ele disse e uma certeza incontrolável se espalhou pelo meu corpo.
- Sinto muito.
- Não precisa. Você não tem culpa de nada disso. O único culpado sou eu.
- Não Cody, não pensa assim! Você não tem culpa também... – Fui interrompida.
- (Seunome), eu sei o que eu fiz e também sei o significado a palavra culpa. Eu sou culpado por me apaixonar por você, e eu deveria ter aceitado o fato de você morar tão longe e gostar de outro, mas a culpa é toda minha por ser tão idiota ao ponto de pensar que qualquer dia você apareceria na porta da minha casa dizendo que terminou com o Greyson. – Ele disse com a voz tremula.
- Ninguém manda no próprio coração Cody. E olha... eu não sei como te ajudar numa hora dessas... Pensei que eu era boa em dar conselhos, mas acho que me antecipei demais dizendo isso. – Disse. – Espero que você vire o antigo Cody que eu conheci dia 29 de dezembro. – O fiz soltar um meio sorriso. – Ah, e lembre-se da Savannah. Ela deve estar bem abatida também. – Disse e não tive resposta. – Manda um beijo pra Alli, outro pra você e até qualquer dia. – Desliguei com lágrimas nos olhos.
LIGAÇÃO OFF
Andei até a sacada e observei a rua deserta.
Uma brisa fresca moveu meus cabelos me fazendo lembrar tudo que eu havia passado até ali. Valeu a pena? Sem dúvidas. Mas será que valeria a pena continuar longe de alguns dos meus amigos, enquanto um deles sofre por mim? Não tenho uma resposta exata, mas sei que o controle não estava mais em minhas mãos. Agora ele se encontra em lugar dentro de mim, tal lugar que o protege como uma mãe protegeria seu filho. Ele se encontrava no coração.
Olhei pela última vez aquela paisagem urbana e encostei a porta, sem trancá-la, como de costume. Deitei-me na cama e abracei o presente que Greyson havia me dado, como se ele fosse o próprio Greyson. O que eu mais precisava ali era aquilo, um abraço de quem amo e que tenho absoluta certeza que estava feliz por me ter por perto. Ou será que meus pensamentos estavam errados? Enigmas, enigmas e enigmas que, pelo menos há essa hora, eu não tinha a menor vontade de desvendar. Afundei a cabeça no travesseiro e o porta retrato continuava em contato com o meu corpo. Adormeci.
Uma sensação estranha vinha de algum lugar fora dos meus sonhos. Parecia que alguém me observava e já incomodada com isso, abri meus olhos lentamente dando de cara com dois grandes olhos castanhos acompanhados por sardas logo abaixo.
- Greyson? – Berrei e ele tampou minha boca fazendo o sinal que indica silêncio.
- Eu quero te dar uma coisa. – Ele sussurrou destampando minha boca e colocando a mesma mão no bolso. Ouvimos alguns barulhos de passos e nos entreolhamos.
- RÁPIDO! SE ESCONDE! – Sussurrei enquanto ele olhava de um lado para outro. Ouvimos um baque na porta e, em menos de um segundo, Greyson se equilibrava na calha enquanto se segurava na porta da sacada, do lado de fora.
- Filha aconteceu algo? Ouvi você gritando. – Minha mãe disse acendendo a luz.
- Eu gritei? – Perguntei sem graça e ela fez uma careta.
- Aham. Gritou “Greyson”. – Ela disse e meu rosto não pode fazer outra coisa a não ser ficar rosa. – Você anda sonhando com esse garoto? – Ela disse com um sorriso malicioso na boca e eu arregalei os olhos.
- Você deve tá ouvindo coisas mãe. – Sorri sem graça e ela assentiu.
- (Seunome), quantas vezes te disse para fechar essa porta? A Califórnia é perigosa, assim como o Brasil. – Ela disse enquanto ia em direção à sacada. Arregalei os olhos e vi Greyson assustado se desiquilibrando a cada milímetro que minha mãe movia a porta de vidro.
- Ah, mãe, deixa que eu fecho! – Disse saltando para sua frente.
- Por quê? – Ela perguntou incrédula e eu soltei um sorriso amarelo.
- Ah... porque está tarde e você tem que dormir. – Disse e ela me olhou torto.
- Tem algo que eu deveria saber? – Ela perguntou se inclinando para fora enquanto olhava em volta. Engoli a seco e ela me encarou.
- O que seria? O que viria a ser? – Disse para quebrar o clima e ela me olhou confusa.
- Não há nada. – Ela disse e em seguida fechou as duas portas de vidro. Fiquei aliviada, até me lembrar de que neste momento Greyson poderia estar espatifado na grama do quintal. – Boa noite querida. – Ela beijou minha testa, apagou as luzes e seguiu para seu quarto. Corri e abri as duas portas enquanto procurava um garoto branco que devia estar sangrando e sem quatro dentes há essa hora.
- Greyson? Greyson! – Disse alto o suficiente para ele me ouvir e baixo o bastante para minha mãe não voltar preocupada. [DÊ PLAY COISA LINDA]
- Psiu! – Ouvi vindo de algum lugar acima e me deparei com um sorriso gigante de um garoto nem um pouco lindo assim que olhei para cima. – Vem?
- Maluco. – Sussurrei sorrindo. Pisei na calha e vi uma mão erguida a minha frente. Segurei-a e fui puxada para cima, me deparando com uma paisagem espetacular de um conjunto de casas, carros e poluição. – Bela vista. – Brinquei o fazendo rir.
- Temos a lua. – Ele disse e eu encarei o céu que estava coberto por nuvens e nenhuma lua. – Temos um ao outro. – Ele disse assim que percebeu o céu escuro. Sorri.
Why be afraid
(Por que ter medo)
To make an honest mistake
(De cometer um erro honesto?)
If you acknowledge the pain
(Se você reconhece a dor)
And you wanna change
(E você quer mudar)
You can get through anything
(Você pode conseguir de qualquer forma)
- Então... o que você ia me dar? – Perguntei e ele sorriu.
- Isso. – Ele abriu uma caixinha azul em veludo que guardava uma aliança prata. Ele pegou minha mão e há essa hora meus olhos já estavam cheios de lágrimas. Senti o toque daquela prata fria e estiquei o braço para ver como ficara. – Essa era a encomenda. – Ele disse e eu deixei algumas lágrimas escapulirem. – Olha dentro dela. – Completou e eu o encarei. Fiz o que o mesmo pediu e me deparei com “para sempre” escrito na parte interna.
- Qu... – Fui interrompida.
- Agora olha a minha. – Ele disse tirando uma cópia exata do seu quarto dedo. Peguei-a e li “de sempre” escrita também na parte interna. Ele as juntos colocando perto o bastante para que eu pudesse ler a frase que iria me fazer ficar mais emocionada do que nunca. “De sempre para sempre”, era ela.
- Que lindo. – Disse secando as lágrimas de felicidade que escorriam rosto abaixo.
- Igual a você. – Ele disse e eu ri.
- Você é incrível sabia?
- Sabia. – Ele respondeu e eu dei um tapinha de leve nele.
- Palhaço. – Disse o fazendo rir junto comigo.
- Sabe (seunome), durante todo o tempo que estivemos juntos, o meu maior medo era te perder, mas se eu estou com quem confio, pra que temer?
- Eu nunca tive medo. Confio demais nas pessoas, por isso acabo me machucando sempre no final. – Mirei uma telha quebrada.
- Não dessa vez. Vou mudar isso. – Ele disse e o encarei. – Vou te fazer feliz até o último segundo da sua vida, como amigo, namorado, marido, amante e herói. – Disse me fazendo rir.
- Vai acabar muito rápido. Que tal você continuar me fazendo feliz depois da morte também? – Perguntei e ele sorriu mirando o céu nublado.
- Se for possível, farei. – Ele segurou minha mão que continha a aliança. – Isso é uma promessa. – Sorri e desviei meu olhar para nossas mãos que permaneciam unidas, como nossos corações.
Do you remember at all
(Você se lembra de tudo?)
People walking hand in hand
(Pessoas andando de mãos dadas)
Can we feel that love again
(Nós podemos sentir esse amor de novo?)
Can you imagine it all
(Você pode imaginar isso tudo?)
If we all could get along
(Se todos nós pudéssemos nos dar bem)
Then we all could sing this song together
(Então todos poderíamos cantar essa música juntos)
Deitei minha cabeça em seu ombro e senti alguns pingos de chuva no meu rosto. Depois de segundos estávamos encharcados, nos aquecendo um nos braços dos outros enquanto contemplávamos a vista mais bonita de Los Angeles: o nosso amor.
- Meu gesso está se desfazendo. – Disse rindo de mim mesma.
- Pelo menos você está comigo. – Greyson brincou.
- Pouco orgulhoso você. – Disse e ele riu. – Amo quando você rir por minha causa. Eu me sinto... completa.
- Então você terá uma vida repleta de felicidade, pois o motivo pelo qual eu sorrio é e sempre será você. – Ele disse me envolvendo.
And when they talk about us
(E eles até podem falar de nós)
They gon' never stop us
(Mas eles nunca vão nos parar)
- E se um dia você ficar sem mim? – Perguntei por impulso e ele me olhou sério.
- Eu morreria. – Sussurrou e me abraçou forte.
- Que bom que eu sempre vou estar com você. – Disse e ele riu.
- Como você sabe? – Ele perguntou e eu encarei a chuva que batia com força nas telhas.
- É só juntar nossas alianças. – Disse separando nossas mãos que ainda estavam unidas. – E eu prometi que duraria enquanto fossemos felizes. Se eu sou o motivo da sua felicidade e você o da minha, durará para sempre, não acha? – Perguntei e ele sorriu novamente assim que beijou minha testa.
- Eu te amo. – Ele sussurrou no meu ouvido deitando nas telhas. Confortei-me em seus braços aproveitando todo o seu calor.
Ele me abraçava forte como se eu fosse seu escudo. Talvez eu fosse assim como ele era o meu. Juntos, éramos como um campo limitado para sentimentos ruins. Dentro dessa força misteriosa, havia apenas dois jovens que sonhavam com um futuro junto enquanto o destino os reservava grandes emoções. Dois jovens que acreditavam primeiramente na felicidade e depois vinham os problemas. Crianças que gostavam de brincar, mas se transformavam em reis e rainhas a cada beijo. Adultos cansados de levar uma vida monótona e ainda esperavam a hora do intervalo, quando poderiam se ver, se tocar. Apenas dois jovens que ainda tinham muito que viver e aprender, mas jamais desistir do amor.
HEY SEDUCTIONS, GOSTARAM? COMENTEM DIZENDO SE MELHOROU, PIOROU OU SE FICOU A MESMA COISA DE SEMPRE. BJ DA MI.
Como se pudesse ficar melhoor neeh flor ?! TÁ DI-VI-NO ESSE IMAGINE !
ResponderExcluir*ooo*
♪ Estou apaixonada, parece ser amor, mais tenho medo, medo de ser algo chato, mas como for ...
Eu te Amarei ♫
Minha nova música !
Bodanta nossa eu chorei sabia? Isso é um sonho, só de imaginar isso acontecendo da um arrepio. Sem palavras.
ResponderExcluiresta incrivel parabéns =)
ResponderExcluirMuito lindo amei quase chorei ,mais segurei as lagrimas .. podia ser assim na vida real né .amei espero mais em kkk
ResponderExcluirEh serio, eu vivo chorando, te amo <3 amno demais seu imagine
ResponderExcluirta divinamente perfeito não tem como ficar melhor
ResponderExcluiroie segue meu blog
ResponderExcluirhttp://sonhandocomasabutterfield.blogspot.com/
continuaaaaaaaaaaaaaa
ResponderExcluircooontinuaaa pleaaaseee *----*
ResponderExcluir