Cap. 16 Together
Enfim, depois de uma viagem turbulenta de horas havíamos chegado ao nosso destino chamado Los Angeles.
A viagem em si não fora tão cansativa. Passei o caminho todo ao lado de Greyson e minha mãe, dormindo é claro. Os lugares a nossa frente foram ocupado por Jane, Michael e Tom, enquanto Lisa e Scott se encontravam na primeira fileira. Infelizmente Brad e Jones foram em outro voo, já que o destino deles era Nova York e foi pura coincidência os mesmos terem vindo à Austrália com nós.
O primeiro passo na terra onde tudo começou, literalmente. Nessa terra começou umas das mais verdadeiras amizades e nela também se iniciou um namoro que é capaz de enfrentar todas as barreiras e pessoas, mais precisamente Lauren e Greg.
- QUE CALOR! – Foi a primeira frase dita por algum de nós quando saímos do aeroporto.
- Pior que eu não aguento mais ver praia na minha frente Jane. – Disse a fazendo rir.
- O que vocês vão fazer hoje? – Michael perguntou e todos o fitaram.
- Cara, acabamos de voltar de viagem. O que mais queremos é dormir. – Tom disse impaciente e Michael bufou.
- E você Janezinha? - Michael a abraçou por trás.
- Sai pra lá que eu não quero papo com você! – Indagou Jane fazendo todos se entreolharem confusos.
- Ah Janezinha, me desculpa, mas eu estava com fome!
- Mas eu sou sua namorada! Você devia pensar no meu bem estar.
- Você quer que um sanduíche agora? Eu compro até trinta pra você! – Michael insistiu indo atrás dela que apressava o passo em direção o ponto de táxi.
- Hum... não sei. – Ela fez charme e eu segurei o riso.
- Sanduíche do Joe’s Burguer. – Michael cantarolou e ela deu um gritinho que ultrapassou toda a escala que existe sobre vozes agudas.
- Ok, mas vamos agora! – Ela o puxou enquanto dava o sinal para o táxi.
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- PERA PORRA! DEIXA EU SAIR PRIMEIRO! – Jane deu uma de Alli enquanto era arremessada para fora do carro. Sim, caro leitor, você leu certo, é “arremessada” mesmo. O que aconteceu foi o seguinte: Os adultos foram para casa em um táxi e o resto do pessoal ficou esperando outro. Só que, depois de meia hora waiting outside the lines por um táxi, decidimos apertar e ir em um mesmo. O único problema é que já éramos cinco, e ainda inventamos de dividir o táxi com mais um nerd que estava aparentemente sozinho no ponto. Mas para tudo dá-se um jeito, então enfiamos o nerd no banco da frente enquanto Michael estava sentado no colo de Tom, Jane no de Greyson e eu no banco já que meu estado físico não era um dos melhores.
- AAAAI! OLHA MINHA PERNA! – Gritei.
- EEEEEI! OLHA A PERNA DA MINHA NAMORADA! – Greyson gritou me fazendo rir.
- TOM MEU QUERIDO, DARIA PRA TIRAR A MÃO DAS MINHAS PARTES ÍNTIMAS? – Michael gritou fazendo Tom me olhar assustado.
- SE VOCÊ TIRASSE ESSE TAMBOR QUE VOCÊ CHAMA DE BUNDA DA MINHA CARA ADIANTARIA MUITO! – Tom retrucou e pude perceber o nerd nos olhando admirado.
- AAAAAAAAA! MICHAEL SAI LOGO DESSE CARRO! – Greyson gritou e Michael foi definitivamente jogado para fora. Conseguimos sair, rachamos o táxi com o nerd que seguiu viagem por mais duas quadras.
- Eu necessito de comida. – Michael declarou assim que pisamos dentro no Joe’s Burguer, o lugar que parecia mais um açougue e que havia o hambúrguer mais gorduroso da América do Norte, Central e acho que a do Sul também.
- Quando você não precisa de comida? – Tom retrucou.
- Quando eu te perguntei isso? – Michael ironizou.
- Quando você aprendeu a dar fora? – Greyson perguntou e eu ri.
- Quando vocês vão pedir os sanduíches? – Jane perguntou impaciente nos fazendo dar conta que já havia chegado nossa vez de ser atendidos.
- Eu quero um cheese burguer, uma batata e um refrigerante de 800 ml. – Jane disse com naturalidade.
- Ei quero o mesmo que dela, mas acrescenta mais uma batata, três sanduíches e um Sunday. – Michael disse fazendo o rapaz que estava nos atendendo o encarar.
- Só um Sunday, por favor. – Pediu Tom.
- Quer o que amor? – Greyson me perguntou.
- Uma batata pequena e qualquer coisa menos refrigerante.
- Duas batatas e duas águas. – Greyson pediu e pagou.
- Eu vi como você olhou pra ele. – Michael implicou e Jane riu irônica.
- Atá desculpa pai! – Jane disse batendo o pé e Michael bufou indo atrás dela.
- Esses dois precisam se casar o mais rápido possível! – Sussurrei para Greyson que riu. O pior foi a cena seguinte, pois antes que pudéssemos nos sentar os dois já estavam se beijando.
- Concordo com você. – Greyson disse enquanto nos sentávamos.
- O que vocês acham de passar o carnaval no Brasil? – Perguntei animada e todos me olharam confusos. – Aquela comemoração onde as pessoas se fantasiam, sambam, assistem as escolas de samba... – Fui interrompida por vários “aaaaé!”.
- Adoraria. Sempre quis festejar carnaval! Dizem que é a festa mais animada do mundo! – Jane disse animada.
- Por mim tudo bem. – Tom declarou.
- Lá tem muitos caras? – Michael perguntou e uma resposta rápida passou pela minha cabeça.
- Sim e todos são musculosos, ficam sem camisa e muitas vezes, saem beijando todas as mulheres que ficam nos blocos de carnaval. – Disse e, assim como Michael, Greyson arregalou os olhos. – Calma gente, to brincando! – Disse e eles suspiraram. Fiz a famosa comunicação pelo olhar com Jane que percebeu que aquilo era verdade.
- Então, sim ou não? – Fiz novamente a pergunta.
- Sim. – Disseram em coro e eu vibrei.
- Mas que adulto responsável vai tomar conta de nós? – Michael perguntou e todos se entreolharam confusos.
- Tá, quem é você e o que fez com o Michael? – Perguntei o fazendo rir.
- Ué gente. Jamais meus pais me deixariam viajar sem algum adulto por perto.
- Mas você não disse que seu pai não liga pra família? – Greyson perguntou e eu ri.
- Sim, mas minha mãe sim.
- Bom... nesse caso eu vou ser a mãe de todos vocês.
- Tsc, tsc, tão nova. – Jane brincou e eu ri.
- Se você é a mãe então esse protozoário branco é nosso pai? – Michael perguntou fazendo todos rirem.
- Mais respeito com o seu pai moleque! – Greyson engrossou a voz.
- Então eu sou irmão dessa coisa chamada Michael? – Tom perguntou enquanto mastigava a colher do Sunday. É, não basta comer só o sorvete, tem que mutilar a pobre da colher.
- Exato. – Respondi e ele suspirou.
- Mas aonde vamos nos hospedar? – Greyson perguntou.
- Na casa do meu pai ué.
- E em que estado do Brasil seu pai mora? – Tom perguntou.
- Rio de Janeiro. – Disse e Jane abriu um sorriso enorme.
- Dizem que lá é muito bonito.
- Se é. Durante o tempo que passarmos lá, levarei vocês para conhecer o Cristo, o Pão-de-açúcar e uma praia de verdade. Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca esperam por nós.
- Nomes bizarros. – Michael disse e eu ri. – Mas mãe, qual o nosso sobrenome?
- Como assim? – Li a mente de todos ali.
- Ué, somos uma família! Qual o nosso sobrenome? – Ele disse fazendo uma careta óbvia e eu encarei Greyson.
- Seu filho está em crise. – Brinquei e Greyson riu.
- Que tal Covalski? Sempre quis mudar meu sobrenome pra esse, mas ficaram me chamando de maluca. – Jane disse e todos seguraram o riso.
- Nem sei o porque. – Tom foi irônico e ela o fitou.
- Eu gosto de Covalski. – Declarei e outros concordaram comigo.
- Então vai ser Covalski. – Greyson completou e em seguida beijou minha testa.
- Jane, bora no banheiro comigo. – Disse me levantando e ela bufou.
- Por que você se nega a me chamar de filha? Quer me deserdar é? Isso é só porque eu fui pra praia e to preta! – Ela fez cena e todos riram.
- Tu tá andando muito com o Mimi, cuidado! – Tom disse e ela soltou uma risada escandalosa.
- BORA FILHA! – Berrei para que ela pegasse fôlego e todos em volta me encararam.
- Que foi? Tenho mais dois filhos. – Disse e eles continuaram me olhando estranho.
- XÁELESMÃE! – Jane juntou as palavras me fazendo rir.
- Que tal se fingirmos que não conhecemos elas? – Ouvi a voz de Tom e me virei.
- Tom meu filho, tá de castigo! Mô, tira a mesada dele! – Brinquei e Tom fingiu um choro falso.
- Minha querida, é verdade que eles são seus filhos? – Uma velhinha me cutucou e eu segurei o riso.
- Sim e aquele é meu marido. – Apontei pra Greyson. – Descobri que estava grávida depois da faculdade. Eles são trigêmeos idênticos, não acha? – Fingi e a velhinha me olhou incrédula.
- Assim... – Ela disse se afastando de mim enquanto olhava dos meninos da mesa para mim e Jane.
- Mãe, você não presta! – Jane disse e nós fomos rindo iguais duas jovens que riem até o banheiro de uma lanchonete.
É caro leitor, não tente intender essa última frase.
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[PÕE PRA CARREGAR: http://letras.terra.com.br/demi-lovato/1963613/traducao.html ]
- Ah, já vão? – Fiz uma carinha triste enquanto os outros se levantavam rumo à porta.
- Amanhã tem aula, matéria atrasada pra pegar... – Jane disse e eu suspirei.
- Então até amanhã povo. – Despedi-me.
- Até mais tarde. – Greyson, que fora o último a sair, disse e em seguida fechou a porta.
- Mais tarde? – Perguntei para mim mesma e subi para o quarto.
Depois de uma longa viagem e um dia inteiro andando por aí, eu tinha quase obrigação de estar cansado, mas o pior é que eu não estava. Andei para um lado e para outro, o que não durou muito, pois o gesso começou a incomodar depois de minutos. Então olhei minha mala no canto perto da porta e levantei-me ao seu encontro. Abri e a primeira coisa que vi foi o presente que Greyson me dera. “Será isso o que ele encomendara?”, “ mas ele disse que ia buscar a encomenda, e o porta retrato estava na loja...” refleti.
Toc, toc.
- Boa noite. – Minha mãe desejou-me e logo entrou no meu quarto enquanto mirava o porta retrato em minhas mãos. – O que é?
- Greyson me deu de presente. – Disse a entregando.
- Ele realmente é um homem. Só Deus sabe como esse garoto sofreu enquanto você estava em coma. – Ela disse e eu dei um meio sorriso. – Gosto quando você sorri. Me sinto bem. – A abracei.
- Obrigado por tudo mãe. – Agradeci e ela sorriu.
- É bom ter você de volta. – Ela disse e em seguida saiu.
Continuei a fitar aquela imagem que estava estampada na tela e, depois de pouco tempo comecei a perceber as coisas que apareciam no fundo da foto. Como um pedaço da fonte, um tênis e, lá longe, um menino loiro. Olhei mais de perto e para minha surpresa percebi que era Cody. Peguei o celular e em poucos segundos, uma voz feminina que eu reconhecia bem atendeu.
LIGAÇÃO ON
- Alô.
- Alli? – Disse o óbvio.
- (Seunome)! AAAH, QUE SAUDADES! – O tom de voz aumentou. Eu deveria estar acostumada com isso, mas acabei levando um susto.
- Também, muitas mesmo! Mas como estão as coisas por aí? – Perguntei esperando por uma reposta positiva.
- Ah amiga... mais ou menos sabe? Eu estou triste por não ter mais vocês aqui, mas o Cody está muito pior. Ele fica trancado no quarto o dia todo e nem sempre sai pra comer! Não quer receber visitas e a única vez que consegui entrar no quarto foi quando meus pais ligaram e quiseram falar com ele. Nem a Savannah ele quer receber! – Ela disse e eu senti um nó se formar em minha garganta. É claro que aquilo tudo que estava acontecendo era culpa minha, afinal, segundo o próprio Cody, ele me amava e é sempre muito ruim perder alguém que ama, ou até mesmo se distanciar dela.
- Será que eu posso falar com ele? – Perguntei e Alli suspirou.
- Vou tentar, mas não prometo nada. – Ela disse e em seguida ouvi passos. Um barulho alto fez eco e percebi que aquilo era uma batida na porta, e pelo que parecia, era bem alta. “CODY! A (seunome) NO TELEFONE!” Ouvi, e em questão de milésimos, a porta se abriu.
- Alô, (seunome). – Ouvi a voz de qualquer pessoa, menos a do Cody.
- Cody? Não pode ser você! Que voz é essa, menino?
- To meio rouco. – Ele se explicou.
- A Alli disse que você anda meio triste. O que houve?
- Você sabe o que é. – Ele disse e uma certeza incontrolável se espalhou pelo meu corpo.
- Sinto muito.
- Não precisa. Você não tem culpa de nada disso. O único culpado sou eu.
- Não Cody, não pensa assim! Você não tem culpa também... – Fui interrompida.
- (Seunome), eu sei o que eu fiz e também sei o significado a palavra culpa. Eu sou culpado por me apaixonar por você, e eu deveria ter aceitado o fato de você morar tão longe e gostar de outro, mas a culpa é toda minha por ser tão idiota ao ponto de pensar que qualquer dia você apareceria na porta da minha casa dizendo que terminou com o Greyson. – Ele disse com a voz tremula.
- Ninguém manda no próprio coração Cody. E olha... eu não sei como te ajudar numa hora dessas... Pensei que eu era boa em dar conselhos, mas acho que me antecipei demais dizendo isso. – Disse. – Espero que você vire o antigo Cody que eu conheci dia 29 de dezembro. – O fiz soltar um meio sorriso. – Ah, e lembre-se da Savannah. Ela deve estar bem abatida também. – Disse e não tive resposta. – Manda um beijo pra Alli, outro pra você e até qualquer dia. – Desliguei com lágrimas nos olhos.
LIGAÇÃO OFF
Andei até a sacada e observei a rua deserta.
Uma brisa fresca moveu meus cabelos me fazendo lembrar tudo que eu havia passado até ali. Valeu a pena? Sem dúvidas. Mas será que valeria a pena continuar longe de alguns dos meus amigos, enquanto um deles sofre por mim? Não tenho uma resposta exata, mas sei que o controle não estava mais em minhas mãos. Agora ele se encontra em lugar dentro de mim, tal lugar que o protege como uma mãe protegeria seu filho. Ele se encontrava no coração.
Olhei pela última vez aquela paisagem urbana e encostei a porta, sem trancá-la, como de costume. Deitei-me na cama e abracei o presente que Greyson havia me dado, como se ele fosse o próprio Greyson. O que eu mais precisava ali era aquilo, um abraço de quem amo e que tenho absoluta certeza que estava feliz por me ter por perto. Ou será que meus pensamentos estavam errados? Enigmas, enigmas e enigmas que, pelo menos há essa hora, eu não tinha a menor vontade de desvendar. Afundei a cabeça no travesseiro e o porta retrato continuava em contato com o meu corpo. Adormeci.
Uma sensação estranha vinha de algum lugar fora dos meus sonhos. Parecia que alguém me observava e já incomodada com isso, abri meus olhos lentamente dando de cara com dois grandes olhos castanhos acompanhados por sardas logo abaixo.
- Greyson? – Berrei e ele tampou minha boca fazendo o sinal que indica silêncio.
- Eu quero te dar uma coisa. – Ele sussurrou destampando minha boca e colocando a mesma mão no bolso. Ouvimos alguns barulhos de passos e nos entreolhamos.
- RÁPIDO! SE ESCONDE! – Sussurrei enquanto ele olhava de um lado para outro. Ouvimos um baque na porta e, em menos de um segundo, Greyson se equilibrava na calha enquanto se segurava na porta da sacada, do lado de fora.
- Filha aconteceu algo? Ouvi você gritando. – Minha mãe disse acendendo a luz.
- Eu gritei? – Perguntei sem graça e ela fez uma careta.
- Aham. Gritou “Greyson”. – Ela disse e meu rosto não pode fazer outra coisa a não ser ficar rosa. – Você anda sonhando com esse garoto? – Ela disse com um sorriso malicioso na boca e eu arregalei os olhos.
- Você deve tá ouvindo coisas mãe. – Sorri sem graça e ela assentiu.
- (Seunome), quantas vezes te disse para fechar essa porta? A Califórnia é perigosa, assim como o Brasil. – Ela disse enquanto ia em direção à sacada. Arregalei os olhos e vi Greyson assustado se desiquilibrando a cada milímetro que minha mãe movia a porta de vidro.
- Ah, mãe, deixa que eu fecho! – Disse saltando para sua frente.
- Por quê? – Ela perguntou incrédula e eu soltei um sorriso amarelo.
- Ah... porque está tarde e você tem que dormir. – Disse e ela me olhou torto.
- Tem algo que eu deveria saber? – Ela perguntou se inclinando para fora enquanto olhava em volta. Engoli a seco e ela me encarou.
- O que seria? O que viria a ser? – Disse para quebrar o clima e ela me olhou confusa.
- Não há nada. – Ela disse e em seguida fechou as duas portas de vidro. Fiquei aliviada, até me lembrar de que neste momento Greyson poderia estar espatifado na grama do quintal. – Boa noite querida. – Ela beijou minha testa, apagou as luzes e seguiu para seu quarto. Corri e abri as duas portas enquanto procurava um garoto branco que devia estar sangrando e sem quatro dentes há essa hora.
- Greyson? Greyson! – Disse alto o suficiente para ele me ouvir e baixo o bastante para minha mãe não voltar preocupada. [DÊ PLAY COISA LINDA]
- Psiu! – Ouvi vindo de algum lugar acima e me deparei com um sorriso gigante de um garoto nem um pouco lindo assim que olhei para cima. – Vem?
- Maluco. – Sussurrei sorrindo. Pisei na calha e vi uma mão erguida a minha frente. Segurei-a e fui puxada para cima, me deparando com uma paisagem espetacular de um conjunto de casas, carros e poluição. – Bela vista. – Brinquei o fazendo rir.
- Temos a lua. – Ele disse e eu encarei o céu que estava coberto por nuvens e nenhuma lua. – Temos um ao outro. – Ele disse assim que percebeu o céu escuro. Sorri.
Why be afraid
(Por que ter medo)
To make an honest mistake
(De cometer um erro honesto?)
If you acknowledge the pain
(Se você reconhece a dor)
And you wanna change
(E você quer mudar)
You can get through anything
(Você pode conseguir de qualquer forma)
- Então... o que você ia me dar? – Perguntei e ele sorriu.
- Isso. – Ele abriu uma caixinha azul em veludo que guardava uma aliança prata. Ele pegou minha mão e há essa hora meus olhos já estavam cheios de lágrimas. Senti o toque daquela prata fria e estiquei o braço para ver como ficara. – Essa era a encomenda. – Ele disse e eu deixei algumas lágrimas escapulirem. – Olha dentro dela. – Completou e eu o encarei. Fiz o que o mesmo pediu e me deparei com “para sempre” escrito na parte interna.
- Qu... – Fui interrompida.
- Agora olha a minha. – Ele disse tirando uma cópia exata do seu quarto dedo. Peguei-a e li “de sempre” escrita também na parte interna. Ele as juntos colocando perto o bastante para que eu pudesse ler a frase que iria me fazer ficar mais emocionada do que nunca. “De sempre para sempre”, era ela.
- Que lindo. – Disse secando as lágrimas de felicidade que escorriam rosto abaixo.
- Igual a você. – Ele disse e eu ri.
- Você é incrível sabia?
- Sabia. – Ele respondeu e eu dei um tapinha de leve nele.
- Palhaço. – Disse o fazendo rir junto comigo.
- Sabe (seunome), durante todo o tempo que estivemos juntos, o meu maior medo era te perder, mas se eu estou com quem confio, pra que temer?
- Eu nunca tive medo. Confio demais nas pessoas, por isso acabo me machucando sempre no final. – Mirei uma telha quebrada.
- Não dessa vez. Vou mudar isso. – Ele disse e o encarei. – Vou te fazer feliz até o último segundo da sua vida, como amigo, namorado, marido, amante e herói. – Disse me fazendo rir.
- Vai acabar muito rápido. Que tal você continuar me fazendo feliz depois da morte também? – Perguntei e ele sorriu mirando o céu nublado.
- Se for possível, farei. – Ele segurou minha mão que continha a aliança. – Isso é uma promessa. – Sorri e desviei meu olhar para nossas mãos que permaneciam unidas, como nossos corações.
Do you remember at all
(Você se lembra de tudo?)
People walking hand in hand
(Pessoas andando de mãos dadas)
Can we feel that love again
(Nós podemos sentir esse amor de novo?)
Can you imagine it all
(Você pode imaginar isso tudo?)
If we all could get along
(Se todos nós pudéssemos nos dar bem)
Then we all could sing this song together
(Então todos poderíamos cantar essa música juntos)
Deitei minha cabeça em seu ombro e senti alguns pingos de chuva no meu rosto. Depois de segundos estávamos encharcados, nos aquecendo um nos braços dos outros enquanto contemplávamos a vista mais bonita de Los Angeles: o nosso amor.
- Meu gesso está se desfazendo. – Disse rindo de mim mesma.
- Pelo menos você está comigo. – Greyson brincou.
- Pouco orgulhoso você. – Disse e ele riu. – Amo quando você rir por minha causa. Eu me sinto... completa.
- Então você terá uma vida repleta de felicidade, pois o motivo pelo qual eu sorrio é e sempre será você. – Ele disse me envolvendo.
And when they talk about us
(E eles até podem falar de nós)
They gon' never stop us
(Mas eles nunca vão nos parar)
- E se um dia você ficar sem mim? – Perguntei por impulso e ele me olhou sério.
- Eu morreria. – Sussurrou e me abraçou forte.
- Que bom que eu sempre vou estar com você. – Disse e ele riu.
- Como você sabe? – Ele perguntou e eu encarei a chuva que batia com força nas telhas.
- É só juntar nossas alianças. – Disse separando nossas mãos que ainda estavam unidas. – E eu prometi que duraria enquanto fossemos felizes. Se eu sou o motivo da sua felicidade e você o da minha, durará para sempre, não acha? – Perguntei e ele sorriu novamente assim que beijou minha testa.
- Eu te amo. – Ele sussurrou no meu ouvido deitando nas telhas. Confortei-me em seus braços aproveitando todo o seu calor.
Ele me abraçava forte como se eu fosse seu escudo. Talvez eu fosse assim como ele era o meu. Juntos, éramos como um campo limitado para sentimentos ruins. Dentro dessa força misteriosa, havia apenas dois jovens que sonhavam com um futuro junto enquanto o destino os reservava grandes emoções. Dois jovens que acreditavam primeiramente na felicidade e depois vinham os problemas. Crianças que gostavam de brincar, mas se transformavam em reis e rainhas a cada beijo. Adultos cansados de levar uma vida monótona e ainda esperavam a hora do intervalo, quando poderiam se ver, se tocar. Apenas dois jovens que ainda tinham muito que viver e aprender, mas jamais desistir do amor.
HEY SEDUCTIONS, GOSTARAM? COMENTEM DIZENDO SE MELHOROU, PIOROU OU SE FICOU A MESMA COISA DE SEMPRE. BJ DA MI.
" - Promete que vai durar para sempre? – Ele perguntou e eu sorri. - Não. – Respondi e seu rosto tomou uma expressão confusa. – Eu prometo durar enquanto nós dois sejamos felizes. – Terminei de falar e pude ver que seus olhos brilhavam como nunca. A nuvem que cobria a lua finalmente tomou outro rumo e ali, à luz do luar, selei nossos lábios."
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
ELE CONTINUA!
Heeey everyone!
Não vou fazer suspense porque o título já diz que o imagine vai continuar, então eu só queria agradecer para vocês que votaram! Recebi 34 votos e eu imaginei que iria ser no máximo 20! Obrigado mesmo, de coração.
Conto com a paciência de vocês devido o pouco tempo que tenho e espero que a continuação venha melhor do que os capítulos anteriores.
BEIJOS DA MI <3
Não vou fazer suspense porque o título já diz que o imagine vai continuar, então eu só queria agradecer para vocês que votaram! Recebi 34 votos e eu imaginei que iria ser no máximo 20! Obrigado mesmo, de coração.
Conto com a paciência de vocês devido o pouco tempo que tenho e espero que a continuação venha melhor do que os capítulos anteriores.
BEIJOS DA MI <3
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
PERSONAGENS E CONTAGEM REGRESSIVA!
Heeeeeey meu amores, quero lembrar-lhes que os senhores, senhoras, rapazes, moças, cães, gatos, papagaios, golfinhos e bodes têm dois dias e algumas horas para votar aqui do lado!
Gente, finalizando ou não esse imagine, vou colocar aqui fotos dos personagens principais e os antagonistas da minha cabeça, lembrando-lhes que vocês podem imaginá-los de outra forma.
Jane Collin, sua melhor amiga, imaginei como a atriz Bridgit Mendler de Boa Sorte, Charlie.
Thomas David (Tom), seu melhor amigo há oito anos, imaginei como o meu lindo, perfeito e maravilhoso Daniel Radcliffe, que interpretou o bruxo mais conhecido do mundo, Harry Potter.
Michael Fox, seu amigo e namorado de Jane, na minha cabeça é como o ator Seann Flynn na época de Zoey 101, série que eu nunca gostei e só assistia por ele.
Cody Simpson, irmão de Alli, na minha mente é o próprio.
Allison Simpson (Alli), irmã de Cody, para mim é como a mesma.
Savannah Pocket, sua amiga, na aparência é como a Madison Pettis na minha imaginação.
Gregory Benson, amigo de Lauren, é ninguém mais, ninguém menos do que o nem um pouco lindo Zayn Malik da One Direction, na aparência, é claro.
Jones Curts, novaiorquino amigo de todos, na minha mente é o maravilhoso Rupert MEU Grint. Brad, irmão mais novo de Jones por alguns meses, é a cópia exata de Rupert, só que seus olhos ao invés de verdes são castanhos.
PS.: Acho falta de respeito colocar aqui a foto da Lauren, pois não sabemos o que realmente houve entre Greyson e ela na vida real, então imaginem ela da forma que quiserem, assim como a Alexa e Tanner (irmãos do Grey), Lisa e Scott (pais do Grey), Jack (apareceu no capítulo 7) e outros que não citei.
Espero que esse post os ajudem a imaginar se forem reler a história ou se ela continuar. Não se esqueçam de votar e um beijo enchancers! =)
sábado, 11 de fevereiro de 2012
AVISO NEM UM POUCO IMPORTANTE!
Enchancers, Greysonators e companhia,
estou aqui para dizer que o imagine está ficando bipolar. Eu não estou brincando .-. mentiratôsim!
Amores, eu, autora, como vocês sabem, não tenho tanto tempo tempo pra escrever os capítulos, mas sempre arranjei um pouco já que estava de férias. É, você leu certo, ESTAVA, não estou mais. Minhas aulas começam agora, dia 13, e além da escola ainda tenho: ballet, jazz, sapateado, street dance, dança livre, teatro, curso de inglês, coral e aulas de piano, ou seja, tempo = zero. Maaas, eu sei que tem gente que lê o que eu escrevo e também sei que, mesmo reclamando todos os dias da minha humilde vida enquanto escrevo o imagine, reclamarei muito mais se não estiver escrevendo, então proponho à vocês votarem na enquete aqui do lado direito (esse é o momento em que você olha pra que lado tem a cicatriz da vacina ou se lembra com que mão você escreve).
Como a enquete mostra, eu até posso continuar com essa budega aqui, mas postarei poucas vezes na semana, e até quem sabe, um vez por semana, porém, continuarei com essa mesma história, caso contrário ponho um fim nela agorinha. Mas como tudo existe um "mas" ou "porém", você também pode votar na segunda opção que significa que eu só postarei nas férias, mas aí eu coloco a cabeça pra funcionar e faço uma nova história. O que acham? Não me diz, hunf! ~muahaha~ é só votar aqui do lado, e daqui a oito dias vocês, assim como eu, saberão a resposta. O DESTINO DO IMAGINE ESTÁ EM SUAS MÃOS! nemumpoucodramático.
UM IMENSO BEIJO DA AUTORA, CHATA DA MI, BODE DO NILO OU QUALQUER COISA DO GÊNERO. AMO VOCÊS ENCHANCERS =)
estou aqui para dizer que o imagine está ficando bipolar. Eu não estou brincando .-. mentiratôsim!
Amores, eu, autora, como vocês sabem, não tenho tanto tempo tempo pra escrever os capítulos, mas sempre arranjei um pouco já que estava de férias. É, você leu certo, ESTAVA, não estou mais. Minhas aulas começam agora, dia 13, e além da escola ainda tenho: ballet, jazz, sapateado, street dance, dança livre, teatro, curso de inglês, coral e aulas de piano, ou seja, tempo = zero. Maaas, eu sei que tem gente que lê o que eu escrevo e também sei que, mesmo reclamando todos os dias da minha humilde vida enquanto escrevo o imagine, reclamarei muito mais se não estiver escrevendo, então proponho à vocês votarem na enquete aqui do lado direito (esse é o momento em que você olha pra que lado tem a cicatriz da vacina ou se lembra com que mão você escreve).
Como a enquete mostra, eu até posso continuar com essa budega aqui, mas postarei poucas vezes na semana, e até quem sabe, um vez por semana, porém, continuarei com essa mesma história, caso contrário ponho um fim nela agorinha. Mas como tudo existe um "mas" ou "porém", você também pode votar na segunda opção que significa que eu só postarei nas férias, mas aí eu coloco a cabeça pra funcionar e faço uma nova história. O que acham? Não me diz, hunf! ~muahaha~ é só votar aqui do lado, e daqui a oito dias vocês, assim como eu, saberão a resposta. O DESTINO DO IMAGINE ESTÁ EM SUAS MÃOS! nemumpoucodramático.
UM IMENSO BEIJO DA AUTORA, CHATA DA MI, BODE DO NILO OU QUALQUER COISA DO GÊNERO. AMO VOCÊS ENCHANCERS =)
Continuação do capítulo 15
Mas diante de toda a tristeza daquela despedida, eu sabia que ela ficaria bem e que um novo começo pra minha vida começaria, ali, assim que eu colocasse um pé pra fora do hospital.
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- Ai, é tão bom respirar o ar quente da Austrália. – Declarei após chegar em casa.
- Cody, temos que ir pegar a encomenda. – Greyson disse entre os dentes e Cody assentiu.
- Que encomenda? – Perguntei e Greyson riu sem graça, assim como Cody, e logo depois saíram batendo a porta forte.
- Vocês sabem que encomenda é essa? – Perguntei pra Alli e Jane que me olhavam confusa. Elas negaram e eu suspirei.
- Gente, vamos comemorar a chegada da (seunome)! – Brad vibrou e nós rimos.
- Vamos comemorar mais tarde, porque agora eu quero conversar em particular com as minhas amigas. – Disse e em seguida saí puxando as duas para o segundo andar. - Gente, onde tá a Savannah? – Perguntei assim que acabei de contar tudo que acontecera na noite em que Greyson ficou de acompanhante.
- Não sei, não vi ela desde ontem, mas continua a história menina! – Jane disse ansiosa e eu ri.
- Foi só isso. – Disse envergonhada e elas riram.
- Você diz só? Menina, vocês dois se combinam muito cara! – Alli declarou.
- Concordo, mas você quer que aconteça hoje à noite? – Jane perguntou dando pulinhos na cama e eu ri.
- Eu não posso. Olha só pra mim! Braço e perna enfaixados. Só houve aquilo porque o Greyson foi tão cuidadoso... e não se prolongou porque a Vilma apareceu. Mas de qualquer forma, não dava pra ir mais longe do que aquilo. – Disse e elas se entreolharam.
- Talvez não role, mas podemos fazer com que o Greyson fique louco atrás de você. – Alli disse dando um sorrisinho malicioso.
- Mas acho que não é necessário e... – Jane me interrompeu.
- Trouxe um vestido lindo que vai fazer com que ele fique louco assim que te ver! – Ela disse se levantando para pegar o tal vestido, mas a puxei de volta.
- Gente, eu quero que essa noite seja especial pra todos! Não só pra mim. E também é o último dia que vou passar com você, Cody e Savannah, então queria que fosse algo para todos sabe? – Disse e elas assentiram com um meio sorriso. Vi lágrimas se formarem nos olhos de Alli e eu ri. – Ah, amiga, não fica assim não! – Disse a abraçando e fazendo com que a mesma apoiasse a cabeça no meu ombro.
- Eu vou sentir tanta a sua falta! E a da Jane! E a do Tom! E a do Greyson... – Ela foi dizendo o nome de todos e eu ri.
- Calma Alli! Nós vamos nos ver outras vezes! Não é um adeus. – Disse e ela sorriu enquanto secava algumas lágrimas. – Mas então, o que vamos fazer agora? – Disse tentando animar as duas que pareciam duas defuntas em seus próprios velórios.
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- Greyson, você tem certeza que eles não ficaram chateados por sairmos só nós dois? – Perguntei enquanto andava de mãos dadas por uma praça com Greyson.
- Claro que não meu amor. Eles foram aproveitar a praia, e já que você não pode por causa do gesso, vamos aproveitar a cidade. Vou te levar pra conhecer, na minha opinião, os lugares mais bonitos da Austrália. – Ele disse me dando um beijo na cabeça.
- Mas hein, que encomenda você foi buscar hoje com o Cody? – Perguntei o fazendo rir.
- Segredo. – Ele disse no pé do meu ouvido me fazendo rir, junto dele. – Ah, agora olha pra mim! – Greyson ordenou e antes que eu pudesse perguntar “o que?” ele tirou uma foto minha.
- Eu devo ter saído maravilhosa! – Fui irônica e o mesmo riu. Ele juntos nossas cabeças erguendo o braço que sustentava sua câmera profissional da Cannon, e em seguida o flash disparou. – Deixa eu ver. – Disse erguendo o braço, mas ele distanciou a câmera de mim enquanto exibia um grande sorriso.
- Primeiro você me espera aqui! – Ele disse e em seguida saiu correndo em direção a uma loja que parecia mais um bazar. – NÃO SAI DAÍ! – Ele virou-se novamente para mim, e em seguida, entrou no bazar. Mirei um banco que enfeitava aquela praça imensa e me sentei ali, até que fui surpreendida por um menino loiro com grandes pérolas verdes.
- Cody? – Disse o óbvio.
- Olha (seunome), eu tenho pouco tempo pra falar isso e nem sei se devia dizer, mas eu não aguento mais guardar pra mim. – Ele disse enquanto me mirava nos olhos, e aquilo com certeza não era algo muito bom. – Eu estou completamente apaixonado por você. – Completou e pareceu que uma bomba acabara de estourar dentro do meu estômago.
- C-como assim? E a Savannah? – Perguntei ainda muito espantada. Na real? Eu tenho quase certeza que ficaria espantada pelo resto da minha vida!
- Eu também pensei que estava apaixonado por ela, mas depois do que rolou entre a gente, e me vi longe de você por dias enquanto você estava em coma... eu só deduzi que eu sentia algo muito forte por você, e meu coração respondeu com um sim. – Ele disse e seus olhos já estavam levemente vermelhos, assim como os meus.
- Mas Cody... O Grey... – Fui interrompida.
- Eu não vim aqui pedir pra você terminar com ele. Muito menos pedir pra você namorar comigo! Eu só quero que você saiba quais são meus reais sentimentos, e não ligo se receber não, só quero que você saiba que estou aqui, sempre. – Ele disse e antes de se levantar, secou uma única lágrima que escapuliu.
Fitei o chão enquanto as poucas palavras que Cody acabara de me dizer percorriam não só meu cérebro, mas meu coração. Foi uma conversa rápida, mas o impacto que ela causou abalou toda a minha estrutura. Como eu iria voltar a olhá-lo sem me sentir culpada? Como eu beijaria Greyson sem que o mesmo não soubesse? A resposta eu não fazia ideia, mas o que eu teria que fazer naquele segundo era secar as lágrimas e parecer o mais contente possível. O porque? Tinha dois. Primeiro: Não queria deixar Greyson preocupado. Segundo: O mesmo estava saindo da loja e vindo em minha direção.
- Aqui est... o que houve? – Greyson perguntou se sentando ao meu lado.
- Nada amor, mas hein, o que você trouxe? – Tentei mudar o assunto.
- Um presente. Abre. – Ele disse me entregando um embrulho enquanto estampava um sorriso gigante. Abri com delicadeza o embrulho, e depois uma caixa, descobrindo que Greyson acabara de me dar um porta retrato digital, que já exibia a foto que ele tirara a uns minutos atrás de nós dois. – Gostou?
- Claro que sim. – Respondi e em seguida, o beijei.
- Então... está pronta pra conhecer a Austrália? – Ele disse animado me fazendo rir.
- Conhecer a Austrália em duas horas?
- Ah... um sexto dela. – Ele se corrigiu me fazendo rir mais ainda.
- Que tal irmos à praia aproveitar o pôr-do-sol e depois voltarmos pra casa? Assim eu vou estar inteira pra aproveitar as últimas horas com meus amigos.
- Tem certeza?
- Absoluta. – Respondi e ele me deu um beijo na testa enquanto íamos ao ponto de táxi. - Não demorou muito para chegarmos à praia de sempre, em frente a casa de Cody, e lá, encontramos todos que riam absurdamente alto, enquanto Michael e Jones lutavam na areia. – É melhor irmos pra lá. – Apontei para uma parte que, ao invés de areia, havia grama e algumas pedras médias onde turistas normalmente se sentavam. Fomos caminhando de mãos dadas eu me sentei, apoiada nele que acariciava meu rosto, cuidadosamente.
- Greyson, eu preciso te falar uma coisa, mas eu não acho justo com uma certa pessoa. – Disse por impulso e ele me fitou, obrigando-me a olhar em seus olhos castanhos.
- Se você achar certo, diz.
- Não posso. Quer dizer, não sem a permissão da pessoa. – Coloquei o rosto nas mãos, e depois voltei com o olhar para Greyson. – Eu só quero que você saiba que mesmo havendo vários caminhos a seguir, pessoas a escolher e finais para completar, tudo que eu disser pra você é verdade, e eu jamais mentiria sobre o eu realmente sinto por você. – Completei e o mesmo me olhou confuso.
- Mas... – O interrompi.
- Promete? – Fui prática e ele assentiu.
- Prometo. – Ele disse e eu sorri, encostando minha cabeça em seu ombro, para assim, aproveitar o espetáculo que o sol dava ao partir.
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[MÚSICA PRA CARREGAR: http://letras.terra.com.br/bruno-mars/1968932/#traducao |OBS.: JÁ TÁ ATÉ NA TRADUÇÃO PRA QUEM QUISER VER, RS.]
- VAMOS JANE! TÁ BOM ASSIM! – Eu e Alli gritamos ao mesmo tempo a mesma frase enquanto esperávamos Jane terminar a maquiagem.
- MAS VOCÊS NEM SABEM COMO EU ESTOU! – A mesma gritou do quarto enquanto esperávamos na sala.
- MAS... MAS VOCÊ FICA BEM COM QUALQUER COISA! – Gritei fazendo Jane soltar um gritinho nem um pouco fino. – Mentira! – Sussurrei pra Alli que segurou o riso.
- Por que mulher demora tanto? – Michael perguntou impaciente enquanto andava de um lado para o outro.
- Nem reclama, porque você demora mais que ela pra arrumar esse ninho que você chama de cabelo. – Jones foi irônico e Michael foi o mais infantil possível, dando língua para ele.
- Já posso marcar a data do casamento de vocês doçuras? – Brad foi mais irônico ainda, conseguindo arrancar de todos, gargalhadas.
- Prontinho. – Jane disse descendo as escadas e interrompendo o provável discurso que Michael daria naquele segundo.
- Você está linda. –Jones declarou assim que Jane colocou seus pés no primeiro andar.
- Obrigado. – A mesma respondeu um pouco corada.
- Ei gata, você vem sempre aqui? – A vez de Michael nos dar motivo para rir.
- Depende. Você vem? – Jane retrucou.
- Sim, sempre.
- Então vou parar de vir. – Completou Jane e todos riram absurdamente alto, assustando Lisa, Scott e minha mãe que ainda jantavam na cozinha.
- O que foi crianças? – Minha mãe perguntou assustada olhando tudo em volta.
- Crianças tia? Sério? – Cody perguntou com uma cara sofrida fazendo minha mãe soltar uma risada irônica.
- Tia Cody? Sério? – Ela retrucou e todos fizeram o clássico “uuuui!”.
- Vocês tiraram o dia pra dar foras hein? – Greyson disse me abraçando por trás.
- Juízo vocês dois hein! – Foram as últimas palavras da minha mãe, até a mesma voltar para a cozinha.
- Ei, então vamos? – Alli disse dando um pulo para ficar ao lado de Tom enquanto Cody abria a porta.
Depois que todos já haviam chegado à praia (isso quer dizer atravessar a rua), encontramos Savannah sentada na areia com sua prancha de surf. Aquela cena me deu um aperto no coração, pois me fez lembrar o dia em que eu a conheci, e por mais que eu tenha tido ódio dela por andar com o Greyson por alguns dias, eu sentiria falta dela, aquilo estava claro.
- O que foi amor? – Greyson disse vendo lágrimas nos meus olhos.
- Nada. Eu acho. – Sequei as mesmas.
- Saudade? – Ele leu minha mente.
- Vou sentir falta disso tudo, e de todos. – Respondi e ele me abraçou forte.
- Não vamos embora definitivamente. Vamos voltar outros verões e invernos. – Ele tentou me confortar e o máximo que fiz foi dar um meio sorriso.
- Larga ele e vem comigo! Você vai ver essa cara branca todos os dias, mas meus olhos azuis só hoje! – Alli disse me puxando para um abraço. Ri com ela e sequei as lágrimas que percorriam rigorosamente seu rosto.
- Vou sentir tanta sua falta! – Disse ao meio o abraço.
- Ei, vamos nos ver outras vezes não é? – Ela perguntou e eu assenti sorrindo.
- O mais rápido que você imagina amiga.
- GENTE, VEM! A FOGUEIRA TÁ PRONTA! – Brad gritou e todos caminharam até onde um terço no pessoal estava sentado. Sentamo-nos em roda e ficamos por alguns minutos em silêncio, um olhando para o rosto do outro.
- Então... – Tom interrompeu o silêncio.
- Tom, o que você aprendeu durante as férias? – Jane perguntou depois de mais um breve silêncio.
- Aprendi que... não sei ao certo. – Suspirou. – Acho que muitas vezes é preciso abrir mão de algumas coisas para encontrar a felicidade, ou pessoa.
- Eu aprendi que se a amizade for verdadeira desde o início, ela se mantem forte mesmo a distância. – Alli disse me olhando. Sorri assim que a mesma acabou.
- Aprendi que os seus amigos são capazes de tudo para o seu conforto, enquanto você os oferecer uma amizade verdadeira. – Disse.
- Eu aprendi que nem sempre o que eu acho, é realmente o certo. E que é necessário confiar em quem ama, senão a relação não é saudável. – Greyson completou e eu o respondi com um sorriso.
- Já eu aprendi que muitas vezes, o futuro da pessoa já está escrito, e não adianta tentar e tentar, pois se o futuro é certo, não cabe ao ser humano muda-lo. – Jones disse com seu olhar fixo em Jane.
- Eu aprendi que cada pessoa é feita para outra, e temos que aceitar esse fato da melhor maneira possível antes que acabemos com a vida de quem amamos. – Cody disse e um nó se fez em minha garganta.
- Eu aprendi que perdoar é divino, e renova a alma. – A vez de Savannah.
- Aprendi que mesmo sendo um pouco invisível em um grupo tão grande, não significa não ser importante. – Brad disse e eu sorri.
- E eu aprendi que nem sempre o amor da sua vida é perfeito, e você deverá conviver com os defeitos dele. – Jane nos informou.
- E eu aprendi que é necessário correr atrás do que sonha, pois seu sonho não vai vir atrás de você. – Michael se levantou e foi para o meio da roda, ficando ao lado da fogueira. - Por isso eu estou aqui, ao meio de todos, para chegar ao meu sonho. – Nesse mesmo instante, ele se ajoelhou deixando todos perplexos. – Jane, você quer namorar comigo? – Foi a frase que deixou todos boquiabertos e, no caso de Jane, com lágrimas nos olhos.
- Eu... eu... – Ela respirou fundo. – Aceito. – E enfim os dois deram o tão esperado beijo, ali mesmo, na frente de todos, com o fogo os aquecendo e os iluminando enquanto a lua nos desejava boa noite. Aplaudimos os pombinhos e Michael prendeu um pingente dourado na pulseira que Jane sempre carregava. Nele havia um M, e abaixo, o desenho de uma mão. O mais estranho é que o pingente não tinha um formato certo. Em uma extremidade era oval, já na outra parecia ser quebrado. O motivo disso apareceu assim que Michael retirou do bolso um chaveiro que, ao se juntar com o pingente, deixou bem claro que as mãos formavam um coração e que no chaveiro de Michael havia um J.
- Lindos demais. – Alli sussurrou e eu concordei com ela.
Todos na roda os fitavam encantados enquanto os pombinhos trocavam um abraço fortíssimo, menos é claro, Jones que pareceu meio abalado. Ele se levantou e pude vê-lo sentar-se no mesmo lugar onde eu e Greyson estávamos há algumas horas atrás. Levantei-me e o indiquei com a cabeça para Greyson que me olhava confuso.
- Chateado, traído ou angustiado? – Perguntei me sentando ao seu lado.
- Não sei ao certo. – Sua voz falhou.
- Você não está feliz porque agora Jane realmente está feliz?
- Deveria, mas não consigo.
- Deve ser porque você não gosta realmente dela. – Disse e ele me olhou confuso. – Quem ama pensa sempre no melhor para a pessoa amada, não para si mesmo. Espero que você entenda que esse é o melhor pra ela.
- Vou conviver com isso. – Ele disse e em seguida me abraçou. – Obrigado.
- Não precisa. – Disse sorrindo.
- (Seunome) e Jones venham! – Olhei e vi que Brad nos chamava. Levantei-me e me juntei aos outros que agora cantavam animados a música Paradise do Coldplay enquanto Cody os acompanhava com o violão.
" This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh"
Cantava o coro nem um pouco desafinado.
Passamos aproximadamente duas horas cantando, relembrando momentos e aproveitando os últimos minutos em grupo. Mas como todo lado bom contém o lado ruim, a despedida infelizmente havia chegado, e nada pior que dizer adeus a grandes pessoas que se tornaram grandes amigos. [DÊ PLAY COISA LINDA]
- Brad tampinha, não tenho palavras pra descrever como você é incrível. De verdade, espero que você nunca se esqueça de mim, anjo. – Disse ao meio de lágrimas e o abracei bem forte.
- (Seunome)... – Virei-me.
- Jones sedução. – Soltei um riso fraco. – Você conquistou em pouco tempo um espaço único dentro do meu coração. E esse espaço sempre será seu! Lembre-se disso! – E mais um abraço apertado. – Savannah... – E agora sim as lágrimas caíram de verdade. – Confesso que fiquei morrendo de ciúmes quando você e Greyson passaram a ficar mais juntos, mas quero que saiba que você é muito importante pra mim. Mesmo com todas as confusões, você será minha surfista preferida, e uma ótima amiga. – Nem terminei de falar e a mesma quase me sufocou ao meio de um abraço apertadíssimo.
- Cof, cof. – Ouvi e vire-me dando de frente com Alli. Aquela sem dúvida seria a pior despedida da minha vida. Se despedir de uma pessoa tão maravilhosa que se tornou algo tão grande em tampouco tempo seria quase impossível.
- Amiga... – A abracei. – Espero que você nunca se esqueça de mim.
- Jamais. – Ela sussurrou. – Passei tantos momentos bons com você... sinceramente, não sei se consigo ficar longe da minha melhor amiga por tanto tempo.
- Melhor amiga? – Perguntei a encarando e a mesma assentiu.
- Quem mais seria? – Ela riu fraco, assim como eu.
- Eu te amo muito, e vou contar os dias até de ver novamente. – A abracei novamente. – Isso não é um adeus, e sim um até logo.
- Promete que vai cuidar bem do Greyson? Da Jane? Do Michael e do meu Tontom? – Ela perguntou e eu ri, assentindo.
- Cuida do cabeça dura do seu irmão também. Mas olha, não acho que seja preciso dizer isso. Nós não vamos nos ver em breve?
- O mais rápido que você imagina. – Sorri.
- Eu não sou boa pra essas coisas... olha só pra mim, me desmanchando em lágrimas. – A fiz rir. – Eu nunca vou me esquecer de nada que passamos linda. Nunca. – Fui abaixando o Tom de voz e a abracei pela última vez. – Cody! – Disse me virando assim que Alli foi falar com Tom. – Vou sentir sua falta.
- Idem. – Ele disse e eu não aguentei. O abracei muito forte enquanto minhas lágrimas encharcavam sua blusa. – Você é um grande amigo.
- E você é uma grande mulher. – Ele completou e eu não segurei as lágrimas que desabavam brutalmente de meus olhos. – Você não vai se esquecer de mim né? – Sorri.
- Nem se eu quiser. – Respondi e o abracei mais uma vez. Senti braços me envolverem e quando percebi, estava dentro mar com todos jogando água uns nos outros.
- AQUI E AGORA, PROMETEMOS DIANTE DESSA NOITE LINDA DA AUSTRÁLIA, QUE JAMAIS NOS ESQUECEREMOS DO QUE PASSAMOS AQUI, E DO QUE CADA UM SIGNIFICA PRO OUTRO! – Alli disse em voz alta e clara fazendo o coro gritar vários “vivas!”.
- PROMETEMOS AQUI, NESSE MAR AZUL, QUE DURANTE O TEMPO SEPARADADOS FISICAMENTE, JAMAIS ESTAREMOS SEPARADOS AQUI! – Coloquei a mão no peito. – NO CORAÇÃO! – Completei e todos vibraram.
- E POR ÚLTIMO, PROMETEMOS QUE SEREMOS FIÉS UM AOS OUTROS, COMO GRANDES AMIGOS SÃO! – Greyson disse e novamente vibramos. – LEMBRANDO QUE ISSO NÃO É UM ADEUS, MAS PARA APROVEITARMOS NOSSOS ÚLTIMOS SEGUNDOS JUNTOS... – Ele se atrapalhou com os soluços e Jane completou:
- UM ABRAÇO EM FAMÍLIA, POIS É ISSO QUE NÓS SOMOS! UMA GRANDE E ANIMADA FAMÍLIA! – E assim a roda se fechou em um grande abraço enquanto as ondas batiam na cintura de cada um.
Foi assim que os vi pela última vez, encharcados, animados e ao mesmo tempo angustiados por perderem uma parte única que existe em cada pessoa, chamada amigos. Ali, deixaríamos nossos momentos, risos e lágrimas. Ali, deixaríamos todos os contratempos e aventuras. Ali, deixaríamos parte da gente, para que, com o passar do tempo, resgatássemos essas lembranças para enfim, nos encontramos novamente.
Mas é exatamente isso que acontece com as melhores famílias, inclusive com as formadas pelo amor, não pelo sangue. A família formada pelo sentimento mais lindo existente no mundo. A mesma que é incapaz de haver discórdia, pois grandes amigos, são grandes irmãos, e grandes irmãos serão sempre únicos, pois eles brigam, se divertem, mas acima de tudo, se amam.
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- Ai, é tão bom respirar o ar quente da Austrália. – Declarei após chegar em casa.
- Cody, temos que ir pegar a encomenda. – Greyson disse entre os dentes e Cody assentiu.
- Que encomenda? – Perguntei e Greyson riu sem graça, assim como Cody, e logo depois saíram batendo a porta forte.
- Vocês sabem que encomenda é essa? – Perguntei pra Alli e Jane que me olhavam confusa. Elas negaram e eu suspirei.
- Gente, vamos comemorar a chegada da (seunome)! – Brad vibrou e nós rimos.
- Vamos comemorar mais tarde, porque agora eu quero conversar em particular com as minhas amigas. – Disse e em seguida saí puxando as duas para o segundo andar. - Gente, onde tá a Savannah? – Perguntei assim que acabei de contar tudo que acontecera na noite em que Greyson ficou de acompanhante.
- Não sei, não vi ela desde ontem, mas continua a história menina! – Jane disse ansiosa e eu ri.
- Foi só isso. – Disse envergonhada e elas riram.
- Você diz só? Menina, vocês dois se combinam muito cara! – Alli declarou.
- Concordo, mas você quer que aconteça hoje à noite? – Jane perguntou dando pulinhos na cama e eu ri.
- Eu não posso. Olha só pra mim! Braço e perna enfaixados. Só houve aquilo porque o Greyson foi tão cuidadoso... e não se prolongou porque a Vilma apareceu. Mas de qualquer forma, não dava pra ir mais longe do que aquilo. – Disse e elas se entreolharam.
- Talvez não role, mas podemos fazer com que o Greyson fique louco atrás de você. – Alli disse dando um sorrisinho malicioso.
- Mas acho que não é necessário e... – Jane me interrompeu.
- Trouxe um vestido lindo que vai fazer com que ele fique louco assim que te ver! – Ela disse se levantando para pegar o tal vestido, mas a puxei de volta.
- Gente, eu quero que essa noite seja especial pra todos! Não só pra mim. E também é o último dia que vou passar com você, Cody e Savannah, então queria que fosse algo para todos sabe? – Disse e elas assentiram com um meio sorriso. Vi lágrimas se formarem nos olhos de Alli e eu ri. – Ah, amiga, não fica assim não! – Disse a abraçando e fazendo com que a mesma apoiasse a cabeça no meu ombro.
- Eu vou sentir tanta a sua falta! E a da Jane! E a do Tom! E a do Greyson... – Ela foi dizendo o nome de todos e eu ri.
- Calma Alli! Nós vamos nos ver outras vezes! Não é um adeus. – Disse e ela sorriu enquanto secava algumas lágrimas. – Mas então, o que vamos fazer agora? – Disse tentando animar as duas que pareciam duas defuntas em seus próprios velórios.
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- Greyson, você tem certeza que eles não ficaram chateados por sairmos só nós dois? – Perguntei enquanto andava de mãos dadas por uma praça com Greyson.
- Claro que não meu amor. Eles foram aproveitar a praia, e já que você não pode por causa do gesso, vamos aproveitar a cidade. Vou te levar pra conhecer, na minha opinião, os lugares mais bonitos da Austrália. – Ele disse me dando um beijo na cabeça.
- Mas hein, que encomenda você foi buscar hoje com o Cody? – Perguntei o fazendo rir.
- Segredo. – Ele disse no pé do meu ouvido me fazendo rir, junto dele. – Ah, agora olha pra mim! – Greyson ordenou e antes que eu pudesse perguntar “o que?” ele tirou uma foto minha.
- Eu devo ter saído maravilhosa! – Fui irônica e o mesmo riu. Ele juntos nossas cabeças erguendo o braço que sustentava sua câmera profissional da Cannon, e em seguida o flash disparou. – Deixa eu ver. – Disse erguendo o braço, mas ele distanciou a câmera de mim enquanto exibia um grande sorriso.
- Primeiro você me espera aqui! – Ele disse e em seguida saiu correndo em direção a uma loja que parecia mais um bazar. – NÃO SAI DAÍ! – Ele virou-se novamente para mim, e em seguida, entrou no bazar. Mirei um banco que enfeitava aquela praça imensa e me sentei ali, até que fui surpreendida por um menino loiro com grandes pérolas verdes.
- Cody? – Disse o óbvio.
- Olha (seunome), eu tenho pouco tempo pra falar isso e nem sei se devia dizer, mas eu não aguento mais guardar pra mim. – Ele disse enquanto me mirava nos olhos, e aquilo com certeza não era algo muito bom. – Eu estou completamente apaixonado por você. – Completou e pareceu que uma bomba acabara de estourar dentro do meu estômago.
- C-como assim? E a Savannah? – Perguntei ainda muito espantada. Na real? Eu tenho quase certeza que ficaria espantada pelo resto da minha vida!
- Eu também pensei que estava apaixonado por ela, mas depois do que rolou entre a gente, e me vi longe de você por dias enquanto você estava em coma... eu só deduzi que eu sentia algo muito forte por você, e meu coração respondeu com um sim. – Ele disse e seus olhos já estavam levemente vermelhos, assim como os meus.
- Mas Cody... O Grey... – Fui interrompida.
- Eu não vim aqui pedir pra você terminar com ele. Muito menos pedir pra você namorar comigo! Eu só quero que você saiba quais são meus reais sentimentos, e não ligo se receber não, só quero que você saiba que estou aqui, sempre. – Ele disse e antes de se levantar, secou uma única lágrima que escapuliu.
Fitei o chão enquanto as poucas palavras que Cody acabara de me dizer percorriam não só meu cérebro, mas meu coração. Foi uma conversa rápida, mas o impacto que ela causou abalou toda a minha estrutura. Como eu iria voltar a olhá-lo sem me sentir culpada? Como eu beijaria Greyson sem que o mesmo não soubesse? A resposta eu não fazia ideia, mas o que eu teria que fazer naquele segundo era secar as lágrimas e parecer o mais contente possível. O porque? Tinha dois. Primeiro: Não queria deixar Greyson preocupado. Segundo: O mesmo estava saindo da loja e vindo em minha direção.
- Aqui est... o que houve? – Greyson perguntou se sentando ao meu lado.
- Nada amor, mas hein, o que você trouxe? – Tentei mudar o assunto.
- Um presente. Abre. – Ele disse me entregando um embrulho enquanto estampava um sorriso gigante. Abri com delicadeza o embrulho, e depois uma caixa, descobrindo que Greyson acabara de me dar um porta retrato digital, que já exibia a foto que ele tirara a uns minutos atrás de nós dois. – Gostou?
- Claro que sim. – Respondi e em seguida, o beijei.
- Então... está pronta pra conhecer a Austrália? – Ele disse animado me fazendo rir.
- Conhecer a Austrália em duas horas?
- Ah... um sexto dela. – Ele se corrigiu me fazendo rir mais ainda.
- Que tal irmos à praia aproveitar o pôr-do-sol e depois voltarmos pra casa? Assim eu vou estar inteira pra aproveitar as últimas horas com meus amigos.
- Tem certeza?
- Absoluta. – Respondi e ele me deu um beijo na testa enquanto íamos ao ponto de táxi. - Não demorou muito para chegarmos à praia de sempre, em frente a casa de Cody, e lá, encontramos todos que riam absurdamente alto, enquanto Michael e Jones lutavam na areia. – É melhor irmos pra lá. – Apontei para uma parte que, ao invés de areia, havia grama e algumas pedras médias onde turistas normalmente se sentavam. Fomos caminhando de mãos dadas eu me sentei, apoiada nele que acariciava meu rosto, cuidadosamente.
- Greyson, eu preciso te falar uma coisa, mas eu não acho justo com uma certa pessoa. – Disse por impulso e ele me fitou, obrigando-me a olhar em seus olhos castanhos.
- Se você achar certo, diz.
- Não posso. Quer dizer, não sem a permissão da pessoa. – Coloquei o rosto nas mãos, e depois voltei com o olhar para Greyson. – Eu só quero que você saiba que mesmo havendo vários caminhos a seguir, pessoas a escolher e finais para completar, tudo que eu disser pra você é verdade, e eu jamais mentiria sobre o eu realmente sinto por você. – Completei e o mesmo me olhou confuso.
- Mas... – O interrompi.
- Promete? – Fui prática e ele assentiu.
- Prometo. – Ele disse e eu sorri, encostando minha cabeça em seu ombro, para assim, aproveitar o espetáculo que o sol dava ao partir.
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[MÚSICA PRA CARREGAR: http://letras.terra.com.br/bruno-mars/1968932/#traducao |OBS.: JÁ TÁ ATÉ NA TRADUÇÃO PRA QUEM QUISER VER, RS.]
- VAMOS JANE! TÁ BOM ASSIM! – Eu e Alli gritamos ao mesmo tempo a mesma frase enquanto esperávamos Jane terminar a maquiagem.
- MAS VOCÊS NEM SABEM COMO EU ESTOU! – A mesma gritou do quarto enquanto esperávamos na sala.
- MAS... MAS VOCÊ FICA BEM COM QUALQUER COISA! – Gritei fazendo Jane soltar um gritinho nem um pouco fino. – Mentira! – Sussurrei pra Alli que segurou o riso.
- Por que mulher demora tanto? – Michael perguntou impaciente enquanto andava de um lado para o outro.
- Nem reclama, porque você demora mais que ela pra arrumar esse ninho que você chama de cabelo. – Jones foi irônico e Michael foi o mais infantil possível, dando língua para ele.
- Já posso marcar a data do casamento de vocês doçuras? – Brad foi mais irônico ainda, conseguindo arrancar de todos, gargalhadas.
- Prontinho. – Jane disse descendo as escadas e interrompendo o provável discurso que Michael daria naquele segundo.
- Você está linda. –Jones declarou assim que Jane colocou seus pés no primeiro andar.
- Obrigado. – A mesma respondeu um pouco corada.
- Ei gata, você vem sempre aqui? – A vez de Michael nos dar motivo para rir.
- Depende. Você vem? – Jane retrucou.
- Sim, sempre.
- Então vou parar de vir. – Completou Jane e todos riram absurdamente alto, assustando Lisa, Scott e minha mãe que ainda jantavam na cozinha.
- O que foi crianças? – Minha mãe perguntou assustada olhando tudo em volta.
- Crianças tia? Sério? – Cody perguntou com uma cara sofrida fazendo minha mãe soltar uma risada irônica.
- Tia Cody? Sério? – Ela retrucou e todos fizeram o clássico “uuuui!”.
- Vocês tiraram o dia pra dar foras hein? – Greyson disse me abraçando por trás.
- Juízo vocês dois hein! – Foram as últimas palavras da minha mãe, até a mesma voltar para a cozinha.
- Ei, então vamos? – Alli disse dando um pulo para ficar ao lado de Tom enquanto Cody abria a porta.
Depois que todos já haviam chegado à praia (isso quer dizer atravessar a rua), encontramos Savannah sentada na areia com sua prancha de surf. Aquela cena me deu um aperto no coração, pois me fez lembrar o dia em que eu a conheci, e por mais que eu tenha tido ódio dela por andar com o Greyson por alguns dias, eu sentiria falta dela, aquilo estava claro.
- O que foi amor? – Greyson disse vendo lágrimas nos meus olhos.
- Nada. Eu acho. – Sequei as mesmas.
- Saudade? – Ele leu minha mente.
- Vou sentir falta disso tudo, e de todos. – Respondi e ele me abraçou forte.
- Não vamos embora definitivamente. Vamos voltar outros verões e invernos. – Ele tentou me confortar e o máximo que fiz foi dar um meio sorriso.
- Larga ele e vem comigo! Você vai ver essa cara branca todos os dias, mas meus olhos azuis só hoje! – Alli disse me puxando para um abraço. Ri com ela e sequei as lágrimas que percorriam rigorosamente seu rosto.
- Vou sentir tanta sua falta! – Disse ao meio o abraço.
- Ei, vamos nos ver outras vezes não é? – Ela perguntou e eu assenti sorrindo.
- O mais rápido que você imagina amiga.
- GENTE, VEM! A FOGUEIRA TÁ PRONTA! – Brad gritou e todos caminharam até onde um terço no pessoal estava sentado. Sentamo-nos em roda e ficamos por alguns minutos em silêncio, um olhando para o rosto do outro.
- Então... – Tom interrompeu o silêncio.
- Tom, o que você aprendeu durante as férias? – Jane perguntou depois de mais um breve silêncio.
- Aprendi que... não sei ao certo. – Suspirou. – Acho que muitas vezes é preciso abrir mão de algumas coisas para encontrar a felicidade, ou pessoa.
- Eu aprendi que se a amizade for verdadeira desde o início, ela se mantem forte mesmo a distância. – Alli disse me olhando. Sorri assim que a mesma acabou.
- Aprendi que os seus amigos são capazes de tudo para o seu conforto, enquanto você os oferecer uma amizade verdadeira. – Disse.
- Eu aprendi que nem sempre o que eu acho, é realmente o certo. E que é necessário confiar em quem ama, senão a relação não é saudável. – Greyson completou e eu o respondi com um sorriso.
- Já eu aprendi que muitas vezes, o futuro da pessoa já está escrito, e não adianta tentar e tentar, pois se o futuro é certo, não cabe ao ser humano muda-lo. – Jones disse com seu olhar fixo em Jane.
- Eu aprendi que cada pessoa é feita para outra, e temos que aceitar esse fato da melhor maneira possível antes que acabemos com a vida de quem amamos. – Cody disse e um nó se fez em minha garganta.
- Eu aprendi que perdoar é divino, e renova a alma. – A vez de Savannah.
- Aprendi que mesmo sendo um pouco invisível em um grupo tão grande, não significa não ser importante. – Brad disse e eu sorri.
- E eu aprendi que nem sempre o amor da sua vida é perfeito, e você deverá conviver com os defeitos dele. – Jane nos informou.
- E eu aprendi que é necessário correr atrás do que sonha, pois seu sonho não vai vir atrás de você. – Michael se levantou e foi para o meio da roda, ficando ao lado da fogueira. - Por isso eu estou aqui, ao meio de todos, para chegar ao meu sonho. – Nesse mesmo instante, ele se ajoelhou deixando todos perplexos. – Jane, você quer namorar comigo? – Foi a frase que deixou todos boquiabertos e, no caso de Jane, com lágrimas nos olhos.
- Eu... eu... – Ela respirou fundo. – Aceito. – E enfim os dois deram o tão esperado beijo, ali mesmo, na frente de todos, com o fogo os aquecendo e os iluminando enquanto a lua nos desejava boa noite. Aplaudimos os pombinhos e Michael prendeu um pingente dourado na pulseira que Jane sempre carregava. Nele havia um M, e abaixo, o desenho de uma mão. O mais estranho é que o pingente não tinha um formato certo. Em uma extremidade era oval, já na outra parecia ser quebrado. O motivo disso apareceu assim que Michael retirou do bolso um chaveiro que, ao se juntar com o pingente, deixou bem claro que as mãos formavam um coração e que no chaveiro de Michael havia um J.
- Lindos demais. – Alli sussurrou e eu concordei com ela.
Todos na roda os fitavam encantados enquanto os pombinhos trocavam um abraço fortíssimo, menos é claro, Jones que pareceu meio abalado. Ele se levantou e pude vê-lo sentar-se no mesmo lugar onde eu e Greyson estávamos há algumas horas atrás. Levantei-me e o indiquei com a cabeça para Greyson que me olhava confuso.
- Chateado, traído ou angustiado? – Perguntei me sentando ao seu lado.
- Não sei ao certo. – Sua voz falhou.
- Você não está feliz porque agora Jane realmente está feliz?
- Deveria, mas não consigo.
- Deve ser porque você não gosta realmente dela. – Disse e ele me olhou confuso. – Quem ama pensa sempre no melhor para a pessoa amada, não para si mesmo. Espero que você entenda que esse é o melhor pra ela.
- Vou conviver com isso. – Ele disse e em seguida me abraçou. – Obrigado.
- Não precisa. – Disse sorrindo.
- (Seunome) e Jones venham! – Olhei e vi que Brad nos chamava. Levantei-me e me juntei aos outros que agora cantavam animados a música Paradise do Coldplay enquanto Cody os acompanhava com o violão.
" This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh"
Cantava o coro nem um pouco desafinado.
Passamos aproximadamente duas horas cantando, relembrando momentos e aproveitando os últimos minutos em grupo. Mas como todo lado bom contém o lado ruim, a despedida infelizmente havia chegado, e nada pior que dizer adeus a grandes pessoas que se tornaram grandes amigos. [DÊ PLAY COISA LINDA]
- Brad tampinha, não tenho palavras pra descrever como você é incrível. De verdade, espero que você nunca se esqueça de mim, anjo. – Disse ao meio de lágrimas e o abracei bem forte.
- (Seunome)... – Virei-me.
- Jones sedução. – Soltei um riso fraco. – Você conquistou em pouco tempo um espaço único dentro do meu coração. E esse espaço sempre será seu! Lembre-se disso! – E mais um abraço apertado. – Savannah... – E agora sim as lágrimas caíram de verdade. – Confesso que fiquei morrendo de ciúmes quando você e Greyson passaram a ficar mais juntos, mas quero que saiba que você é muito importante pra mim. Mesmo com todas as confusões, você será minha surfista preferida, e uma ótima amiga. – Nem terminei de falar e a mesma quase me sufocou ao meio de um abraço apertadíssimo.
- Cof, cof. – Ouvi e vire-me dando de frente com Alli. Aquela sem dúvida seria a pior despedida da minha vida. Se despedir de uma pessoa tão maravilhosa que se tornou algo tão grande em tampouco tempo seria quase impossível.
- Amiga... – A abracei. – Espero que você nunca se esqueça de mim.
- Jamais. – Ela sussurrou. – Passei tantos momentos bons com você... sinceramente, não sei se consigo ficar longe da minha melhor amiga por tanto tempo.
- Melhor amiga? – Perguntei a encarando e a mesma assentiu.
- Quem mais seria? – Ela riu fraco, assim como eu.
- Eu te amo muito, e vou contar os dias até de ver novamente. – A abracei novamente. – Isso não é um adeus, e sim um até logo.
- Promete que vai cuidar bem do Greyson? Da Jane? Do Michael e do meu Tontom? – Ela perguntou e eu ri, assentindo.
- Cuida do cabeça dura do seu irmão também. Mas olha, não acho que seja preciso dizer isso. Nós não vamos nos ver em breve?
- O mais rápido que você imagina. – Sorri.
- Eu não sou boa pra essas coisas... olha só pra mim, me desmanchando em lágrimas. – A fiz rir. – Eu nunca vou me esquecer de nada que passamos linda. Nunca. – Fui abaixando o Tom de voz e a abracei pela última vez. – Cody! – Disse me virando assim que Alli foi falar com Tom. – Vou sentir sua falta.
- Idem. – Ele disse e eu não aguentei. O abracei muito forte enquanto minhas lágrimas encharcavam sua blusa. – Você é um grande amigo.
- E você é uma grande mulher. – Ele completou e eu não segurei as lágrimas que desabavam brutalmente de meus olhos. – Você não vai se esquecer de mim né? – Sorri.
- Nem se eu quiser. – Respondi e o abracei mais uma vez. Senti braços me envolverem e quando percebi, estava dentro mar com todos jogando água uns nos outros.
- AQUI E AGORA, PROMETEMOS DIANTE DESSA NOITE LINDA DA AUSTRÁLIA, QUE JAMAIS NOS ESQUECEREMOS DO QUE PASSAMOS AQUI, E DO QUE CADA UM SIGNIFICA PRO OUTRO! – Alli disse em voz alta e clara fazendo o coro gritar vários “vivas!”.
- PROMETEMOS AQUI, NESSE MAR AZUL, QUE DURANTE O TEMPO SEPARADADOS FISICAMENTE, JAMAIS ESTAREMOS SEPARADOS AQUI! – Coloquei a mão no peito. – NO CORAÇÃO! – Completei e todos vibraram.
- E POR ÚLTIMO, PROMETEMOS QUE SEREMOS FIÉS UM AOS OUTROS, COMO GRANDES AMIGOS SÃO! – Greyson disse e novamente vibramos. – LEMBRANDO QUE ISSO NÃO É UM ADEUS, MAS PARA APROVEITARMOS NOSSOS ÚLTIMOS SEGUNDOS JUNTOS... – Ele se atrapalhou com os soluços e Jane completou:
- UM ABRAÇO EM FAMÍLIA, POIS É ISSO QUE NÓS SOMOS! UMA GRANDE E ANIMADA FAMÍLIA! – E assim a roda se fechou em um grande abraço enquanto as ondas batiam na cintura de cada um.
Foi assim que os vi pela última vez, encharcados, animados e ao mesmo tempo angustiados por perderem uma parte única que existe em cada pessoa, chamada amigos. Ali, deixaríamos nossos momentos, risos e lágrimas. Ali, deixaríamos todos os contratempos e aventuras. Ali, deixaríamos parte da gente, para que, com o passar do tempo, resgatássemos essas lembranças para enfim, nos encontramos novamente.
Mas é exatamente isso que acontece com as melhores famílias, inclusive com as formadas pelo amor, não pelo sangue. A família formada pelo sentimento mais lindo existente no mundo. A mesma que é incapaz de haver discórdia, pois grandes amigos, são grandes irmãos, e grandes irmãos serão sempre únicos, pois eles brigam, se divertem, mas acima de tudo, se amam.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Capítulo 15
Cap. 15 Última lembrança
- BORA GENTE, RÁPIDO! – Gritei pela milionésima vez antes de sair de casa rumo ao hospital.
- Calma, tu não tá prestes a parir. – Jane disse juntando as sobrancelhas e eu ri.
- Ah, eu quero alertar o senhor de que, agora que você e a (seunome) estão oficialmente namorando, só falta os anéis...
- Mimi! – Jane o interrompeu.
- Me deixa continuar, por favor? Obrigado. Então, vocês devem saber o risco que correm com a vida se...
- Ah, já tá bom né pessoal. – Cody disse interrompendo Michael mais uma vez.
- MAS SERÁ QUE UMA PESSOA NÃO PODE TERMINAR O RAIO DE UMA FRASE? – Ele gritou enquanto ia em direção à porta batendo o pé.
- Pera aí, cadê o Tom? – Alli perguntou e todos se deram conta de que haviam esquecido que Tom existia. O que aconteceu foi o seguinte: quando fui expulso do quarto (quando o horário de visita acabou) dei a boa notícia para todos, e dali partimos para praia. Depois disso voltamos todos para casa e nenhum de nós se lembrou de Tom.
- Acho que se ele quisesse ir visitar a (seunome) ele estaria aqui. – Brad opinou e Jones concordou com ele.
- Mas pode ter ocorrido algo com ele. – Savannah o defendeu.
- Gente, é só ligar pra ele! Dã! – Michael disse pegando o celular no bolso do casaco. Nos entreolhamos envergonhados já que aquilo era muito óbvio, e na verdade, ninguém tinha pensado nisso.
- Sua primeira grande ideia do dia. Parabéns! – Fui irônico e todos riram.
- Do dia? Do ano! – Jane me corrigiu fazendo que todos rissem mais um pouco.
- HÁ-HÁ, QUE GRAÇA JANEZINHA! – Ele gesticulou. – O bom é que ninguém teve a ideia, então podem parando de rir da minha cara. - Ele disse e propositalmente todos pararam de rir e ficaram sérios se entreolhando. – Sintam o meu poder, mas cuidado pra não se machucar com ele. – Ele soltou essa pérola e todos ao mesmo tempo tacaram almofadas naquela coisa chamada Michael. – PEEEEERA CACETE! TÁ CHAMANDO! – Ele gritou depois de ser atacado por nós. Ele foi para a cozinha, onde havia menos barulho, enquanto nós conversávamos sobre nossos últimos dias de férias. – Ele disse que está na praia, e não vai visitar hoje. – Michael disse chegando à sala. Aquilo era muito estranho, pois Tom era sempre tão atencioso, principalmente em coisas relacionadas com a (seunome).
- Então é melhor irmos logo. – Brad disse depois de um breve silêncio.
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- TÃO VENDO QUE HORAS SÃO? VOCÊS DEMORAM MUITO PRA SAIR DE CASA. – Reclamei quando chegamos faltando apenas uma hora para acabar o horário de visita.
- Mais foi a boneca aí que quis parar na floricultura pra comprar um arranjo de flores pra amada. – Cody disse sendo irônico e todos riram.
- GREYSON! – Ouvi alguém me chamar, e quando virei dei de cara com minha mãe. – Não precisamos ter pressa pra ir embora. A (seunome) acabou de passar para um quarto individual, e pode ter visita dia inteiro. – Ela me deu a boa notícia e eu a abracei.
Passado alguns minutos para acharmos o quarto certo, chegamos e entrou a favela toda de uma vez só.
- Ah, oi coisas. – (Seunome) disse depois que todos já haviam entrado. Rimos e a cumprimentamos com abraços, beijos e tudo que tem direito.
- Nós vem aqui na maior fidelidade e somos chamados de coisas? – Michael disse sério e parece que o mesmo não percebeu o erro gramatical que acabara de cometer.
- Nós vem Michael? Sério? – Jane disse com a voz fininha e todos riram.
- São pra você. – Disse entregando o buque de rosas vermelhas para ela que me olhou com um sorriso enorme no rosto.
NARRAÇÃO GREYSON OFF
- Que lindas. – Disse as cheirando. Era muito bom saber que estava tudo bem entre mim e Greyson. Meu coração dava uma aliviada única toda vez que ele sorria pra mim ou dizia que me amava. Coisa de gente apaixonada e boba sabe?
- Não mais que você. – Ele disse e eu ri.
- Cara, que cantada péssima. – Brad soltou e todos riram da cara que Greyson ficou.
- Gente, cadê o Tom? – Perguntei percebendo que meu melhor amigo não estava lá.
- Não o achamos em casa, então ligamos e ele disse que não ia vir hoje. – Alli respondeu minha pergunta.
- Tudo bem. – Disse com a voz fraca. – Mas e tu mulé? Vem cá me dar um abraço! – Disse chamando Alli que veio saltitando até mim. – Muito obrigado por me incentivar de tal forma. Você é um anjo. – Sussurrei ao meio o abraço.
- Não, tudo bem, estou bem aqui. – Jane disse com voz afetada sem mesmo alguém falar com ela.
- Ah, vem cá vaca preta. – A chamei e ela riu enquanto vinha ao meu encontro.
- Você ainda lembra disso? Parece que o coma reforçou sua memória. – Ela brincou e eu ri.
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- Tem certeza que você vai ficar como acompanhante? – Minha mãe perguntou pela milionésima vez a mesma coisa.
- Absoluta. Sua filha vai ficar em boas mãos. – Greyson brincou arrancando um sorriso da minha mãe.
- Ok. Beijo filha, se cuida. – Ela disse beijando minha testa. Abraçou Greyson e se retirou.
- Eu preciso tomar banho. –Disse fazendo um esforço enorme pra sentar na cama. Greyson me ajudou e o recompensei com um sorriso fofo.
- Eu posso te dar banho se quiser. – Ele disse com um sorriso de canto de boca e eu ri.
- Greyson! – Disse incrédula ainda rindo. – Tem que chamar a enfermeira.
- Então você confia mais na enfermeira que você nem conhece direito, mas não quer que eu te dê banho? E olha que te conheço há tempos. – Ele disse rindo e eu respirei fundo depois de uma longa risada.
- Conheço sim. Descobri que o nome dela é Vilma, ela tem vinte e sete anos e repetiu o último ano da faculdade. – Respondi fazendo ele me olhar assustado. – Mas ela é uma profissional, já você tem segundas intenções. – Respondi e ele se sentou no pé da cama enquanto ria.
- Ai, ai... mulheres. – Ele disse como se a mulher fosse uma criatura imprevisível, estranha e difícil. Pera aí, somos assim mesmo!
- E eu tenho vergonha. – Disse fazendo uma cara de sofrimento enquanto ele ria.
- Ok, vou chamá-la. – Ele disse se levantando e indo em direção à porta.
- Sim querida? – Vilma disse assim que entrou depois de alguns minutinhos.
- Vilma, preciso de um banho. – Disse e ela sorriu.
- Você gostaria de tentar sozinha? Os médicos disseram que você já tem força o bastante pra isso. Mas se preferir eu te ajudo. – Ela disse e Greyson olhou pra minha cara com as sobrancelhas juntas.
- Então eu vou tentar sozinha. – Disse sorrindo enquanto colocava, devagar, meus pés no chão.
- Se você quiser seu acompanhante pode te ajudar. – Ela disse e Greyson deu um pulo do sofá gritando “EEEE!”. Comecei a rir e neguei com a cabeça.
- Acho que meu acompanhante é um mau exemplo pra mim. – Disse e Vilma riu fazendo Greyson soltar um “ei!”.
- É, acho que a equipe não deixaria dois adolescentes sozinhos no banheiro, enquanto um tomava banho. Vai que o outro fica com calor e quer entrar também. – Ela brincou e Greyson mexeu as sobrancelhas com um sorrisinho cheio de malícia no canto da boca.
- Pode ficar tranquila, não vou o deixar entrar no banheiro não. – Disse o mirando para ver sua reação. Ele bufou e eu ri.
- Qualquer coisa pede pra ele me chamar, ou grita. – Vilma disse e em seguida se retirou.
- Fica aí! – Disse quando Greyson pareceu que ia se levantar. Ele bufou e entrei no banheiro rindo. Fiz todos os procedimentos que Vilma havia me ensinado como envolver o gesso com um plástico para não molhar. Entrei no banho e depois de alguns minutos saí. Olhei em volta procurando a toalha e me lembrei de que havia a deixada junto com as roupas no sofá.
- GREYSON! – Gritei com a cabeça encostada na porta.
- QUE FOI? ACONTECEU ALGUMA COISA? VOCÊ CAIU E... – Ele fez mil perguntas e ri.
- NÃO! EU ME ESQUECI DE PEGAR A TOALHA E AS ROUPAS! – Disse morrendo de vergonha. Ele riu e tentou abrir a porta que estava trancada. – OLHA, EU VOU ABRIR SÓ UM POUCO, AÍ VOCÊ ME DÁ OK? – Disse e ele riu novamente.
- TÁ BOM MEU AMOR. – Ele disse e eu respirei fundo.
- AAI GREYSON, EU TO COM VERGONHA! – Disse ainda sem abrir a porta e ele riu.
- Pera que vou pegar algo pra tampar minha visão. Sua fresca. – Ele disse e eu ri. Esperei um tempinho e destranquei a porta quando ele deu uma batinha leve. Fingi dar um soco nele, para ver se o mesmo estava enxergando, mas parece que o lençol enrolado no rosto dele impediu sua visão, pois ele não se mexeu. – Precisa de ajuda? – Ele perguntou enquanto apalpava a porta.
- Pior que sim. Espera, que... GREYSON TIRA A MÃO! – Gritei rindo e ele riu junto comigo.
- Desculpa, pensei que era a parede. – Ele disse e eu soltei um “aham, sei” irônico. Sequei-me e coloquei a roupa que era obrigatório usar no hospital.
- Amarra pra mim. – Disse me virando de costas para ele.
- Aonde você tá? – Ele perguntou e eu me virei, vendo que o mesmo estava quase entrando no box. Ri e o puxei para perto de mim.
- Aqui. – Disse colocando em suas mãos a parte do tecido que precisava ser amarrada. – Pera, vamos sair do banheiro aqui é muito apertado e... – Não pude nem terminar a frase e Greyson tropeçou e caiu em cima de mim, assim que comecei a puxá-lo para o quarto. – Ai! – Sussurrei e ele deu um pulo.
- Ai, desculpa eu... – Ele disse e quando estava prestes a tirar o lençol do rosto eu impedi.
- NÃO TIRA! Quando a roupa não tá amarrada ela fica saindo. – Disse e ele assentiu.
- Então como é que eu te ajudo? – Ele perguntou e eu olhei para os lados.
- Ah... Greyson você poderia parar de descer a mão? – Disse pausadamente o fazendo rir.
- Desculpa. – Ele se desculpou e eu ri.
- Tira o lençol, não tem outro jeito. – Disse e ele fez o que eu pedi. Assim que ele jogou o lençol longe e me olhou de cima abaixo ficou boquiaberto e eu bufei. – Você poderia parar de olhar para as minhas pernas, seios e outras coisas? – Disse e ele riu.
- Tá, pera aí, que eu vou te ajudar. – Ele disse se levantando. A roupa que eu estava usando já estava no meu pé, já que suas costas eram abertas e precisava ser amarrada. Greyson me pegou no colo e me colocou na cama me fazendo rir.
- Calma doido! Eu só queria levantar! – Disse e ele me olhou com uma cara séria.
- Doido? – Ele disse e eu ri enquanto vestia a roupa. – Ah, não pode ficar sem a roupa não? – Ele disse fazendo bico e eu ri. – A curva mais perfeita do seu corpo é o seu sorriso, sabia? – Ele disse enquanto chegava cada vez mais perto de mim. Não pude conter o sorriso e quando me dei conta, Greyson já estava sem blusa enquanto minha roupa enfeitava o chão.
- Com licença eu... interrompi? – Vilma disse de olhos arregalados. Larguei Greyson e me cobri sem graça. O encarei e vi que ele fazia muita força pra não rir.
- Eu estava... medindo a temperatura dela. – Greyson deu a desculpa e eu concordei.
- Parece que ela estava bem quente. – Ela disse colocando alguns lençóis no sofá. – Literalmente. – Completou se virando pra gente.
- Desculpa. – Disse sem graça e ela riu.
- Que isso fofa! – Ela disse amarrando minha roupa. – São os hormônios, e além do mais, olha só pra esse garoto! Eu me segurei pra mão chegar junto no dia que vi ele pela primeira vez. – Ela disse e Greyson me olhou vermelho de tanto segurar o riso.
- É, a diferença de idade é pequena. Podia até rolar. – Greyson disse e eu o encarei. – Calma amor, to brincando. – Ele disse e Vilma riu.
- Boa noite pessoas, e cuidado pra não serem flagrados. – Ela disse e depois deu uma piscadinha pra gente. Rimos e ela saiu.
- Então... – Greyson disse chegando perto de mim.
- Então nada. “Podia até rolar”. – O imitei. – Bonito né senhor Chance? – Completei e ele riu.
- Você sabe que só pode rolar se for com você. – Ele disse me abraçando por trás e eu ri.
- Eu ia até deixar você dormir comigo, mas só por falar isso vai dormir no sofá! – Disse tirando seus braços que me envolviam.
- Poxa, eu te ajudo a se levantar e é assim que você me trata? – Ele fez voz e feição sofrida.
- Você mais se aproveitou do que me ajudou. – Disse e o mesmo riu.
- Que ingrata! Eu durmo no sofá mesmo. Duro, desconfortável, sem ninguém para me aquecer...
- Quer um lençol? – O interrompi fazendo o mesmo me olhar com uma carinha muito fofa. – Ah tá bom seu chato, dorme aqui. – Disse e ele veio correndo e pulou em cima de mim. – Mas é pra dormir, não fazer outras coisas! – Avisei e ele suspirou me fazendo rir. Prendi o único fio que eu precisava, o mesmo que contava a batida cardíaca e tudo mais, e me deitei de costas para Greyson que me abraçou por trás.
- Você sabe que dia é hoje? – Ele perguntou e eu me virei para ele negando com a cabeça.
- Dia nove. – Ele respondeu e eu juntei as sobrancelhas.
- Só falta um dia para irmos embora certo? – Disse e ele assentiu.
- Greyson, eu não queria ir embora da Austrália tendo como último acontecimento marcante o atropelamento. Eu queria que amanhã fosse especial sabe? – Disse e ele sorriu.
- Eu vou fazer com que seja. – Ele disse e eu retribui o sorriso.
- Mas não queria que fosse especial só pra mim. Eu quero que todos gostem do último dia aqui. Inclusive Alli, Cody e Savannah já que amanhã será o nosso último dia com eles.
- Lembra-se dos planos que fizemos para essas férias? – Ele perguntou e eu sorri, concordando com a cabeça. – Fazer um lual, invadir a casa do Cody de madrugada...
- Está combinado então? – Perguntei e ele sorriu.
- Vai ser bom pra você? – Ele perguntou e eu olhei soltei uma gargalhada fraca.
- Muito. – Respondi e ele me deu um beijo na testa. – Boa noite. – Sussurrei e me virei, ficando de costas para ele. Senti seus braços me envolverem e aquilo me fortalecia de alguma forma. Era como se eu estivesse num campo seguro junto com o meu herói. – Greyson, para de descer a mão. – Sussurrei para o mesmo que riu, e logo sua mão que já estava em minha coxa, voltou para minha cintura. Ele presenteou meu ombro com um pequeno beijo e assim adormecemos, um aproveitando o calor do outro.
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- Bom dia! – Greyson disse assim que abri meus olhos. Ele trazia uma bandeja que reconheci ser a do café da manhã do hospital e a colocou na mesinha no pé da cama.
- Acordou cedo hein. – Disse ao meio de um bocejo monstro.
- Não. Você que dormiu demais. A Vilma já veio aqui e... – Ele fez mistério.
- E o que? Fala logo menino! – Disse impaciente o fazendo rir.
- E você está de alta! – Ele disse e em seguida pulou em mim. O enchi de beijos e eu não pude conter um dos meus melhores sorrisos, assim como ele.
- Vocês adolescentes tem muito fogo hein. Não bastou se pegarem só ontem não? – Vilma chegou descontraída nos fazendo rir.
- Não rolou nada ontem não Vilma. E nem vai rolar tão cedo. – Disse e Greyson me encarou sério. Ri de sua reação e joguei o travesseiro nele.
- E vou sentir tanta a sua falta (seunome)! – Vilma disse com lágrimas nos olhos. – Qualquer dia bem que você poderia sofrer outro acidente e voltar pra me ver né. – Ela disse e assim como eu, Greyson a encarou.
- Ela pode vir pra cá sem ser machucada sabia? – Greyson disse e eu concordei com ele.
- Mas eu moro em Los Angeles Vilma. – Disse e ela suspirou.
- Então me dá um abraço. – Ela disse e eu sorri enquanto dava um abraço de urso nela. – Sua mãe já está aí fora pra te levar. – Ela avisou e eu assenti. Abracei-a novamente e ela me entregou algumas roupas que reconheci serem minhas.
- Quer ajud... – Greyson começou a falar, mas o interrompi.
- Nem vem! – Disse o fazendo rir. Entrei no banheiro, troquei de roupa com cuidado e saí, dando de cara com a favela inteira.
- (SEUNOME)! – Michael gritou me abraçando.
- Sou eu. – Disse ao meio do abraço achando aquela reação estranha. – Tá Michael, o que você fez?
- Eu? Nada querida... – Ele disse vermelho enquanto misturava as palavras com gargalhas.
- Ele queimou seu livro quando tentou fritar nuggets. – Tom disse com voz entediada e, num movimento quase ninja, Tom estava caído no sofá e Michael enfiava o travesseiro praticamente na boca dele.
- ENGOLEE! – Ele gritava enquanto todos riam.
- Pera aí Michael, vai matar o Tom! – Disse tirando Michael de cima de Tom com o meu braço que não estava enfaixado. – Por que o senhor não veio me visitar ontem? – Perguntei com braços cruzados e ele deu um sorriso amarelo. Sorri de volta e o abracei forte.
- Cof, cof eu também to aqui, cof. – Cody fez e todos riram.
- Vem cá meu loiro. – Disse e o abracei.
- Vocês tão vendo? Cada vez ela me despreza mais! Ontem ela não me deixou dar banho nela, e eu tive que fazer drama pra ela me deixar dormir junto dela! – Greyson disse e eu soltei uma risada estranha que fez todos rirem.
- E eu vaca branca? – Jane disse e eu me virei pra ela que abriu os braços para me receber.
- Vaca preta! – Disse um pouco alto assim que a abracei. – Alli! – Disse e assim que soltei Jane, pulei em Alli que caiu comigo na cama.
- AI PORRA! EU QUE VOU ACABAR FICANDO NO HOSPITAL SE TU FIZER ISSO DE NOVO! – Ela reclamou alto fazendo todos rirem.
- Jones sedução! – O abracei e ele me olhou com uma cara estranha.
- Por que sedução? – Ele perguntou e eu ri.
- Ué, tu conseguiu seduzir minha amiga. Isso é muito! – Disse e me virei para encarar Michael que bufava.
- Brad tampinha! – Disse e dei uma batinha leve em suas costas que fez o mesmo cair em cima de Greyson que ao ser empurrado, andou pra trás fazendo Brad cair no chão. – Ops. – Sussurrei e todos riram. Para quem não sabe, Brad era o menor da galera.
- Cara, isso é porque ela estava em coma! – Brad disse assim que se levantou.
- Desculpa Brad. – Disse o abraçando. Ele sorriu e Greyson nos separou.
- Tá bom já né amor. – Ele disse me abraçando por trás e fazendo todos rirem.
- Calma tá Greyson. Nós não tiramos pedaços não. – Michael disse e Greyson riu.
- Então simbora povão?! Quero sair logo daqui! Não gosto de hospitais. – Disse pulando e todos se entreolharam.
- Cara, o coma a fez ficar 2737848487373 vezes mais energética do que era. – Cody disse e eu ri. – E ela ainda tá com a perna engessada! – Completou e todos concordaram.
- Greyson, é melhor tu agir pra apagar esse fogo todo da (seunome). – Alli disse com a cara cheia de malícia e todos riram.
- Até tentei ontem, mas a Vilma interrompeu. – Ele disse e eu o encarei enquanto segurava o riso.
- Deixa só chegarmos em casa pra tu ver o que eu faço contigo. – Disse e ele riu me dando um beijo na cabeça. - Alguém me empresta um taco de baseball? – Perguntei e todos riram mais ainda.
- Pensei que você ia fazer outra coisa comigo. Não me bater com um taco de baseball. – Greyson disse e todos riram mais ainda enquanto secavam as lágrimas dos olhos.
- BORA GENTE? – Alli berrou depois que pegou ar e parou de rir.
Saímos do quarto e depois de nos perdemos quatro vezes dentro do grande hospital da Austrália, encontramos a minha mãe e os pais de Greyson que me abraçaram várias vezes e fizeram as mesmas perguntas como “esta bem?” e ”como se sente?”.
Chegando a porta do hospital vi Vilma conversando com um homem de cadeira de rodas, e a olhei pela última vez. Ela apareceu em um momento ruim pra mim, e ela conversava comigo o dia inteiro, mesmo quando eu estava em coma, segundo ela. Ela se tornou tão especial em tampouco tempo e iria sair da minha tão rápido que me deu um nó na garganta. Mas diante de toda a tristeza daquela despedida, eu sabia que ela ficaria bem e que um novo começo pra minha vida começaria, ali, assim que eu colocasse um pé pra fora do hospital.
CONTINUA...
AVISO: Enchancers do meu core, o capítulo não acabou aqui. Desculpem por postar só hoje, eu estou ficando sem tempo e só postei hoje porque a Ju e a Caroll fizeram greve e disseram que só iam postar o delas se eu postasse o meu, rs. Espero que gostem e COMENTEM! Beijos da chata da Mi.
- BORA GENTE, RÁPIDO! – Gritei pela milionésima vez antes de sair de casa rumo ao hospital.
- Calma, tu não tá prestes a parir. – Jane disse juntando as sobrancelhas e eu ri.
- Ah, eu quero alertar o senhor de que, agora que você e a (seunome) estão oficialmente namorando, só falta os anéis...
- Mimi! – Jane o interrompeu.
- Me deixa continuar, por favor? Obrigado. Então, vocês devem saber o risco que correm com a vida se...
- Ah, já tá bom né pessoal. – Cody disse interrompendo Michael mais uma vez.
- MAS SERÁ QUE UMA PESSOA NÃO PODE TERMINAR O RAIO DE UMA FRASE? – Ele gritou enquanto ia em direção à porta batendo o pé.
- Pera aí, cadê o Tom? – Alli perguntou e todos se deram conta de que haviam esquecido que Tom existia. O que aconteceu foi o seguinte: quando fui expulso do quarto (quando o horário de visita acabou) dei a boa notícia para todos, e dali partimos para praia. Depois disso voltamos todos para casa e nenhum de nós se lembrou de Tom.
- Acho que se ele quisesse ir visitar a (seunome) ele estaria aqui. – Brad opinou e Jones concordou com ele.
- Mas pode ter ocorrido algo com ele. – Savannah o defendeu.
- Gente, é só ligar pra ele! Dã! – Michael disse pegando o celular no bolso do casaco. Nos entreolhamos envergonhados já que aquilo era muito óbvio, e na verdade, ninguém tinha pensado nisso.
- Sua primeira grande ideia do dia. Parabéns! – Fui irônico e todos riram.
- Do dia? Do ano! – Jane me corrigiu fazendo que todos rissem mais um pouco.
- HÁ-HÁ, QUE GRAÇA JANEZINHA! – Ele gesticulou. – O bom é que ninguém teve a ideia, então podem parando de rir da minha cara. - Ele disse e propositalmente todos pararam de rir e ficaram sérios se entreolhando. – Sintam o meu poder, mas cuidado pra não se machucar com ele. – Ele soltou essa pérola e todos ao mesmo tempo tacaram almofadas naquela coisa chamada Michael. – PEEEEERA CACETE! TÁ CHAMANDO! – Ele gritou depois de ser atacado por nós. Ele foi para a cozinha, onde havia menos barulho, enquanto nós conversávamos sobre nossos últimos dias de férias. – Ele disse que está na praia, e não vai visitar hoje. – Michael disse chegando à sala. Aquilo era muito estranho, pois Tom era sempre tão atencioso, principalmente em coisas relacionadas com a (seunome).
- Então é melhor irmos logo. – Brad disse depois de um breve silêncio.
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- TÃO VENDO QUE HORAS SÃO? VOCÊS DEMORAM MUITO PRA SAIR DE CASA. – Reclamei quando chegamos faltando apenas uma hora para acabar o horário de visita.
- Mais foi a boneca aí que quis parar na floricultura pra comprar um arranjo de flores pra amada. – Cody disse sendo irônico e todos riram.
- GREYSON! – Ouvi alguém me chamar, e quando virei dei de cara com minha mãe. – Não precisamos ter pressa pra ir embora. A (seunome) acabou de passar para um quarto individual, e pode ter visita dia inteiro. – Ela me deu a boa notícia e eu a abracei.
Passado alguns minutos para acharmos o quarto certo, chegamos e entrou a favela toda de uma vez só.
- Ah, oi coisas. – (Seunome) disse depois que todos já haviam entrado. Rimos e a cumprimentamos com abraços, beijos e tudo que tem direito.
- Nós vem aqui na maior fidelidade e somos chamados de coisas? – Michael disse sério e parece que o mesmo não percebeu o erro gramatical que acabara de cometer.
- Nós vem Michael? Sério? – Jane disse com a voz fininha e todos riram.
- São pra você. – Disse entregando o buque de rosas vermelhas para ela que me olhou com um sorriso enorme no rosto.
NARRAÇÃO GREYSON OFF
- Que lindas. – Disse as cheirando. Era muito bom saber que estava tudo bem entre mim e Greyson. Meu coração dava uma aliviada única toda vez que ele sorria pra mim ou dizia que me amava. Coisa de gente apaixonada e boba sabe?
- Não mais que você. – Ele disse e eu ri.
- Cara, que cantada péssima. – Brad soltou e todos riram da cara que Greyson ficou.
- Gente, cadê o Tom? – Perguntei percebendo que meu melhor amigo não estava lá.
- Não o achamos em casa, então ligamos e ele disse que não ia vir hoje. – Alli respondeu minha pergunta.
- Tudo bem. – Disse com a voz fraca. – Mas e tu mulé? Vem cá me dar um abraço! – Disse chamando Alli que veio saltitando até mim. – Muito obrigado por me incentivar de tal forma. Você é um anjo. – Sussurrei ao meio o abraço.
- Não, tudo bem, estou bem aqui. – Jane disse com voz afetada sem mesmo alguém falar com ela.
- Ah, vem cá vaca preta. – A chamei e ela riu enquanto vinha ao meu encontro.
- Você ainda lembra disso? Parece que o coma reforçou sua memória. – Ela brincou e eu ri.
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- Tem certeza que você vai ficar como acompanhante? – Minha mãe perguntou pela milionésima vez a mesma coisa.
- Absoluta. Sua filha vai ficar em boas mãos. – Greyson brincou arrancando um sorriso da minha mãe.
- Ok. Beijo filha, se cuida. – Ela disse beijando minha testa. Abraçou Greyson e se retirou.
- Eu preciso tomar banho. –Disse fazendo um esforço enorme pra sentar na cama. Greyson me ajudou e o recompensei com um sorriso fofo.
- Eu posso te dar banho se quiser. – Ele disse com um sorriso de canto de boca e eu ri.
- Greyson! – Disse incrédula ainda rindo. – Tem que chamar a enfermeira.
- Então você confia mais na enfermeira que você nem conhece direito, mas não quer que eu te dê banho? E olha que te conheço há tempos. – Ele disse rindo e eu respirei fundo depois de uma longa risada.
- Conheço sim. Descobri que o nome dela é Vilma, ela tem vinte e sete anos e repetiu o último ano da faculdade. – Respondi fazendo ele me olhar assustado. – Mas ela é uma profissional, já você tem segundas intenções. – Respondi e ele se sentou no pé da cama enquanto ria.
- Ai, ai... mulheres. – Ele disse como se a mulher fosse uma criatura imprevisível, estranha e difícil. Pera aí, somos assim mesmo!
- E eu tenho vergonha. – Disse fazendo uma cara de sofrimento enquanto ele ria.
- Ok, vou chamá-la. – Ele disse se levantando e indo em direção à porta.
- Sim querida? – Vilma disse assim que entrou depois de alguns minutinhos.
- Vilma, preciso de um banho. – Disse e ela sorriu.
- Você gostaria de tentar sozinha? Os médicos disseram que você já tem força o bastante pra isso. Mas se preferir eu te ajudo. – Ela disse e Greyson olhou pra minha cara com as sobrancelhas juntas.
- Então eu vou tentar sozinha. – Disse sorrindo enquanto colocava, devagar, meus pés no chão.
- Se você quiser seu acompanhante pode te ajudar. – Ela disse e Greyson deu um pulo do sofá gritando “EEEE!”. Comecei a rir e neguei com a cabeça.
- Acho que meu acompanhante é um mau exemplo pra mim. – Disse e Vilma riu fazendo Greyson soltar um “ei!”.
- É, acho que a equipe não deixaria dois adolescentes sozinhos no banheiro, enquanto um tomava banho. Vai que o outro fica com calor e quer entrar também. – Ela brincou e Greyson mexeu as sobrancelhas com um sorrisinho cheio de malícia no canto da boca.
- Pode ficar tranquila, não vou o deixar entrar no banheiro não. – Disse o mirando para ver sua reação. Ele bufou e eu ri.
- Qualquer coisa pede pra ele me chamar, ou grita. – Vilma disse e em seguida se retirou.
- Fica aí! – Disse quando Greyson pareceu que ia se levantar. Ele bufou e entrei no banheiro rindo. Fiz todos os procedimentos que Vilma havia me ensinado como envolver o gesso com um plástico para não molhar. Entrei no banho e depois de alguns minutos saí. Olhei em volta procurando a toalha e me lembrei de que havia a deixada junto com as roupas no sofá.
- GREYSON! – Gritei com a cabeça encostada na porta.
- QUE FOI? ACONTECEU ALGUMA COISA? VOCÊ CAIU E... – Ele fez mil perguntas e ri.
- NÃO! EU ME ESQUECI DE PEGAR A TOALHA E AS ROUPAS! – Disse morrendo de vergonha. Ele riu e tentou abrir a porta que estava trancada. – OLHA, EU VOU ABRIR SÓ UM POUCO, AÍ VOCÊ ME DÁ OK? – Disse e ele riu novamente.
- TÁ BOM MEU AMOR. – Ele disse e eu respirei fundo.
- AAI GREYSON, EU TO COM VERGONHA! – Disse ainda sem abrir a porta e ele riu.
- Pera que vou pegar algo pra tampar minha visão. Sua fresca. – Ele disse e eu ri. Esperei um tempinho e destranquei a porta quando ele deu uma batinha leve. Fingi dar um soco nele, para ver se o mesmo estava enxergando, mas parece que o lençol enrolado no rosto dele impediu sua visão, pois ele não se mexeu. – Precisa de ajuda? – Ele perguntou enquanto apalpava a porta.
- Pior que sim. Espera, que... GREYSON TIRA A MÃO! – Gritei rindo e ele riu junto comigo.
- Desculpa, pensei que era a parede. – Ele disse e eu soltei um “aham, sei” irônico. Sequei-me e coloquei a roupa que era obrigatório usar no hospital.
- Amarra pra mim. – Disse me virando de costas para ele.
- Aonde você tá? – Ele perguntou e eu me virei, vendo que o mesmo estava quase entrando no box. Ri e o puxei para perto de mim.
- Aqui. – Disse colocando em suas mãos a parte do tecido que precisava ser amarrada. – Pera, vamos sair do banheiro aqui é muito apertado e... – Não pude nem terminar a frase e Greyson tropeçou e caiu em cima de mim, assim que comecei a puxá-lo para o quarto. – Ai! – Sussurrei e ele deu um pulo.
- Ai, desculpa eu... – Ele disse e quando estava prestes a tirar o lençol do rosto eu impedi.
- NÃO TIRA! Quando a roupa não tá amarrada ela fica saindo. – Disse e ele assentiu.
- Então como é que eu te ajudo? – Ele perguntou e eu olhei para os lados.
- Ah... Greyson você poderia parar de descer a mão? – Disse pausadamente o fazendo rir.
- Desculpa. – Ele se desculpou e eu ri.
- Tira o lençol, não tem outro jeito. – Disse e ele fez o que eu pedi. Assim que ele jogou o lençol longe e me olhou de cima abaixo ficou boquiaberto e eu bufei. – Você poderia parar de olhar para as minhas pernas, seios e outras coisas? – Disse e ele riu.
- Tá, pera aí, que eu vou te ajudar. – Ele disse se levantando. A roupa que eu estava usando já estava no meu pé, já que suas costas eram abertas e precisava ser amarrada. Greyson me pegou no colo e me colocou na cama me fazendo rir.
- Calma doido! Eu só queria levantar! – Disse e ele me olhou com uma cara séria.
- Doido? – Ele disse e eu ri enquanto vestia a roupa. – Ah, não pode ficar sem a roupa não? – Ele disse fazendo bico e eu ri. – A curva mais perfeita do seu corpo é o seu sorriso, sabia? – Ele disse enquanto chegava cada vez mais perto de mim. Não pude conter o sorriso e quando me dei conta, Greyson já estava sem blusa enquanto minha roupa enfeitava o chão.
- Com licença eu... interrompi? – Vilma disse de olhos arregalados. Larguei Greyson e me cobri sem graça. O encarei e vi que ele fazia muita força pra não rir.
- Eu estava... medindo a temperatura dela. – Greyson deu a desculpa e eu concordei.
- Parece que ela estava bem quente. – Ela disse colocando alguns lençóis no sofá. – Literalmente. – Completou se virando pra gente.
- Desculpa. – Disse sem graça e ela riu.
- Que isso fofa! – Ela disse amarrando minha roupa. – São os hormônios, e além do mais, olha só pra esse garoto! Eu me segurei pra mão chegar junto no dia que vi ele pela primeira vez. – Ela disse e Greyson me olhou vermelho de tanto segurar o riso.
- É, a diferença de idade é pequena. Podia até rolar. – Greyson disse e eu o encarei. – Calma amor, to brincando. – Ele disse e Vilma riu.
- Boa noite pessoas, e cuidado pra não serem flagrados. – Ela disse e depois deu uma piscadinha pra gente. Rimos e ela saiu.
- Então... – Greyson disse chegando perto de mim.
- Então nada. “Podia até rolar”. – O imitei. – Bonito né senhor Chance? – Completei e ele riu.
- Você sabe que só pode rolar se for com você. – Ele disse me abraçando por trás e eu ri.
- Eu ia até deixar você dormir comigo, mas só por falar isso vai dormir no sofá! – Disse tirando seus braços que me envolviam.
- Poxa, eu te ajudo a se levantar e é assim que você me trata? – Ele fez voz e feição sofrida.
- Você mais se aproveitou do que me ajudou. – Disse e o mesmo riu.
- Que ingrata! Eu durmo no sofá mesmo. Duro, desconfortável, sem ninguém para me aquecer...
- Quer um lençol? – O interrompi fazendo o mesmo me olhar com uma carinha muito fofa. – Ah tá bom seu chato, dorme aqui. – Disse e ele veio correndo e pulou em cima de mim. – Mas é pra dormir, não fazer outras coisas! – Avisei e ele suspirou me fazendo rir. Prendi o único fio que eu precisava, o mesmo que contava a batida cardíaca e tudo mais, e me deitei de costas para Greyson que me abraçou por trás.
- Você sabe que dia é hoje? – Ele perguntou e eu me virei para ele negando com a cabeça.
- Dia nove. – Ele respondeu e eu juntei as sobrancelhas.
- Só falta um dia para irmos embora certo? – Disse e ele assentiu.
- Greyson, eu não queria ir embora da Austrália tendo como último acontecimento marcante o atropelamento. Eu queria que amanhã fosse especial sabe? – Disse e ele sorriu.
- Eu vou fazer com que seja. – Ele disse e eu retribui o sorriso.
- Mas não queria que fosse especial só pra mim. Eu quero que todos gostem do último dia aqui. Inclusive Alli, Cody e Savannah já que amanhã será o nosso último dia com eles.
- Lembra-se dos planos que fizemos para essas férias? – Ele perguntou e eu sorri, concordando com a cabeça. – Fazer um lual, invadir a casa do Cody de madrugada...
- Está combinado então? – Perguntei e ele sorriu.
- Vai ser bom pra você? – Ele perguntou e eu olhei soltei uma gargalhada fraca.
- Muito. – Respondi e ele me deu um beijo na testa. – Boa noite. – Sussurrei e me virei, ficando de costas para ele. Senti seus braços me envolverem e aquilo me fortalecia de alguma forma. Era como se eu estivesse num campo seguro junto com o meu herói. – Greyson, para de descer a mão. – Sussurrei para o mesmo que riu, e logo sua mão que já estava em minha coxa, voltou para minha cintura. Ele presenteou meu ombro com um pequeno beijo e assim adormecemos, um aproveitando o calor do outro.
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- Bom dia! – Greyson disse assim que abri meus olhos. Ele trazia uma bandeja que reconheci ser a do café da manhã do hospital e a colocou na mesinha no pé da cama.
- Acordou cedo hein. – Disse ao meio de um bocejo monstro.
- Não. Você que dormiu demais. A Vilma já veio aqui e... – Ele fez mistério.
- E o que? Fala logo menino! – Disse impaciente o fazendo rir.
- E você está de alta! – Ele disse e em seguida pulou em mim. O enchi de beijos e eu não pude conter um dos meus melhores sorrisos, assim como ele.
- Vocês adolescentes tem muito fogo hein. Não bastou se pegarem só ontem não? – Vilma chegou descontraída nos fazendo rir.
- Não rolou nada ontem não Vilma. E nem vai rolar tão cedo. – Disse e Greyson me encarou sério. Ri de sua reação e joguei o travesseiro nele.
- E vou sentir tanta a sua falta (seunome)! – Vilma disse com lágrimas nos olhos. – Qualquer dia bem que você poderia sofrer outro acidente e voltar pra me ver né. – Ela disse e assim como eu, Greyson a encarou.
- Ela pode vir pra cá sem ser machucada sabia? – Greyson disse e eu concordei com ele.
- Mas eu moro em Los Angeles Vilma. – Disse e ela suspirou.
- Então me dá um abraço. – Ela disse e eu sorri enquanto dava um abraço de urso nela. – Sua mãe já está aí fora pra te levar. – Ela avisou e eu assenti. Abracei-a novamente e ela me entregou algumas roupas que reconheci serem minhas.
- Quer ajud... – Greyson começou a falar, mas o interrompi.
- Nem vem! – Disse o fazendo rir. Entrei no banheiro, troquei de roupa com cuidado e saí, dando de cara com a favela inteira.
- (SEUNOME)! – Michael gritou me abraçando.
- Sou eu. – Disse ao meio do abraço achando aquela reação estranha. – Tá Michael, o que você fez?
- Eu? Nada querida... – Ele disse vermelho enquanto misturava as palavras com gargalhas.
- Ele queimou seu livro quando tentou fritar nuggets. – Tom disse com voz entediada e, num movimento quase ninja, Tom estava caído no sofá e Michael enfiava o travesseiro praticamente na boca dele.
- ENGOLEE! – Ele gritava enquanto todos riam.
- Pera aí Michael, vai matar o Tom! – Disse tirando Michael de cima de Tom com o meu braço que não estava enfaixado. – Por que o senhor não veio me visitar ontem? – Perguntei com braços cruzados e ele deu um sorriso amarelo. Sorri de volta e o abracei forte.
- Cof, cof eu também to aqui, cof. – Cody fez e todos riram.
- Vem cá meu loiro. – Disse e o abracei.
- Vocês tão vendo? Cada vez ela me despreza mais! Ontem ela não me deixou dar banho nela, e eu tive que fazer drama pra ela me deixar dormir junto dela! – Greyson disse e eu soltei uma risada estranha que fez todos rirem.
- E eu vaca branca? – Jane disse e eu me virei pra ela que abriu os braços para me receber.
- Vaca preta! – Disse um pouco alto assim que a abracei. – Alli! – Disse e assim que soltei Jane, pulei em Alli que caiu comigo na cama.
- AI PORRA! EU QUE VOU ACABAR FICANDO NO HOSPITAL SE TU FIZER ISSO DE NOVO! – Ela reclamou alto fazendo todos rirem.
- Jones sedução! – O abracei e ele me olhou com uma cara estranha.
- Por que sedução? – Ele perguntou e eu ri.
- Ué, tu conseguiu seduzir minha amiga. Isso é muito! – Disse e me virei para encarar Michael que bufava.
- Brad tampinha! – Disse e dei uma batinha leve em suas costas que fez o mesmo cair em cima de Greyson que ao ser empurrado, andou pra trás fazendo Brad cair no chão. – Ops. – Sussurrei e todos riram. Para quem não sabe, Brad era o menor da galera.
- Cara, isso é porque ela estava em coma! – Brad disse assim que se levantou.
- Desculpa Brad. – Disse o abraçando. Ele sorriu e Greyson nos separou.
- Tá bom já né amor. – Ele disse me abraçando por trás e fazendo todos rirem.
- Calma tá Greyson. Nós não tiramos pedaços não. – Michael disse e Greyson riu.
- Então simbora povão?! Quero sair logo daqui! Não gosto de hospitais. – Disse pulando e todos se entreolharam.
- Cara, o coma a fez ficar 2737848487373 vezes mais energética do que era. – Cody disse e eu ri. – E ela ainda tá com a perna engessada! – Completou e todos concordaram.
- Greyson, é melhor tu agir pra apagar esse fogo todo da (seunome). – Alli disse com a cara cheia de malícia e todos riram.
- Até tentei ontem, mas a Vilma interrompeu. – Ele disse e eu o encarei enquanto segurava o riso.
- Deixa só chegarmos em casa pra tu ver o que eu faço contigo. – Disse e ele riu me dando um beijo na cabeça. - Alguém me empresta um taco de baseball? – Perguntei e todos riram mais ainda.
- Pensei que você ia fazer outra coisa comigo. Não me bater com um taco de baseball. – Greyson disse e todos riram mais ainda enquanto secavam as lágrimas dos olhos.
- BORA GENTE? – Alli berrou depois que pegou ar e parou de rir.
Saímos do quarto e depois de nos perdemos quatro vezes dentro do grande hospital da Austrália, encontramos a minha mãe e os pais de Greyson que me abraçaram várias vezes e fizeram as mesmas perguntas como “esta bem?” e ”como se sente?”.
Chegando a porta do hospital vi Vilma conversando com um homem de cadeira de rodas, e a olhei pela última vez. Ela apareceu em um momento ruim pra mim, e ela conversava comigo o dia inteiro, mesmo quando eu estava em coma, segundo ela. Ela se tornou tão especial em tampouco tempo e iria sair da minha tão rápido que me deu um nó na garganta. Mas diante de toda a tristeza daquela despedida, eu sabia que ela ficaria bem e que um novo começo pra minha vida começaria, ali, assim que eu colocasse um pé pra fora do hospital.
CONTINUA...
AVISO: Enchancers do meu core, o capítulo não acabou aqui. Desculpem por postar só hoje, eu estou ficando sem tempo e só postei hoje porque a Ju e a Caroll fizeram greve e disseram que só iam postar o delas se eu postasse o meu, rs. Espero que gostem e COMENTEM! Beijos da chata da Mi.
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