Eu nem sei se o povo leu minhas últimas postagens e tal, mas eu só queria informar que:
1) Eu postarei uma nova fanfic, eba;
2) Ela será interativa - para quem não sabe, fics interativas são aquelas fics que você pode colocar seu nome e o nome de quem você quer namorar porque vai que tem gente que quer namorar outra pessoa que não seja o Greyson;
3) Eu não sei quando começarei a postar, pois tô no nono ano, ou seja, preciso passar pra alguma escola técnica prestável, ou seja, estudar que nem uma condenada - não que eu faça isso, claro -, ou seja, tempo zero, ou seja, me perdoem.
4) É isso aí.
5) Mas quando eu começar a postar, vou estabelecer uma certa dinâmica, quer dizer, não vou ficar UM ANO sem postar nada, rs-rs-rs riam comigo rs-rs-rs;
6) Começarei a escrever a partir da semana que vem.
7) Não me xinguem, por favor.
8) Pra cobrar as postagens ou sei lá, EU FIZ UM NOVO TWITTER, TCHANANA!! @umaqueiroz
9) Isso aqui tá muito grande.
10) Parabéns, se você chegou ao décimo tópico. Você é guerreiro.
Beijos, eu xx
" - Promete que vai durar para sempre? – Ele perguntou e eu sorri. - Não. – Respondi e seu rosto tomou uma expressão confusa. – Eu prometo durar enquanto nós dois sejamos felizes. – Terminei de falar e pude ver que seus olhos brilhavam como nunca. A nuvem que cobria a lua finalmente tomou outro rumo e ali, à luz do luar, selei nossos lábios."
terça-feira, 9 de julho de 2013
sábado, 6 de julho de 2013
Recadinho...
Então, depois de anos de espera, enfim acabou!! Peço mil desculpas por ter abandonado isso aqui, mas espero que o fim, mesmo que eu tenha o feito correndo, tenha excedido suas expectativas. É, galera, pode me xingar a vontade, fazer boneco de vudu, e tal...
Eu só queria mesmo agradecer o apoio, a persistência de vocês, e principalmente o carinho. Desde de sempre, desde o primeirinho capítulo, teve gente me apoiando, e isso foi maravilhoso. Essa foi a única fanfic que concluí - já que minha outra, só que da one direction, foi excluída pelo puto do Nyah! - e não pretendo deixá-la ser a última. Mais aí, na próxima, prometo ser bem mais compromissada e blablabla. To cheia de esboços de novas histórias no computador esperando apenas a coragem de terminá-las e postá-las.
Mas é isso aí... Obrigada de novo, pessoal. E desculpa de novo também.
Bjs da Mi.
Eu só queria mesmo agradecer o apoio, a persistência de vocês, e principalmente o carinho. Desde de sempre, desde o primeirinho capítulo, teve gente me apoiando, e isso foi maravilhoso. Essa foi a única fanfic que concluí - já que minha outra, só que da one direction, foi excluída pelo puto do Nyah! - e não pretendo deixá-la ser a última. Mais aí, na próxima, prometo ser bem mais compromissada e blablabla. To cheia de esboços de novas histórias no computador esperando apenas a coragem de terminá-las e postá-las.
Mas é isso aí... Obrigada de novo, pessoal. E desculpa de novo também.
Bjs da Mi.
Epílogo
Eu estava errada. O vestido caíra perfeitamente bem sobre minha barriga de sete meses. Agora, caminhando pelo longo corredor entre os bancos da igreja, eu finalmente percebi que o tempo não parou em momento algum. Eu enfim aceitei que a vida estava passando depressa. Depressa, mas ainda nos dando de presente ótimos momentos. Quem diria que eu veria Michael todo engravatado no altar de uma igreja, com seus cachos perfeitamente organizados pelo gel, e seu sorriso tomado pelo nervosismo. No último dia de aula do ensino médio, lembro-me bem, meu amigo dissera que jamais se casaria, e que não seria domado por mulher alguma, mesmo que essa mulher fosse Jane. No fim das contas, fomos todos domados. Só que em diferentes formas.
Senti uma pequena movimentação em meu ventre e automaticamente pus minhas mãos sobre a barriga. Ao perceber isso, Laetítia, minha primogênita, colocou suas mãozinhas em cima das minhas, para também sentir o bebê que se formava a cada segundo dentro de mim.
- É melhor sentarmos - disse para ela, indicando os bancos mais próximos ao altar.
Assim que me sentei, o olhar de Michael caiu sobre de mim e eu quase pude ouvir seus olhos gritarem por socorro. Eu já havia até considerado a hipótese de Jane tê-lo obrigado a se casar, mas logo em seguida me lembrei da noite em que ele roubou o microfone do apresentador do show business para fazer o pedido para minha amiga. Foi lindo.
De repente, a marcha típica de casamentos começou a soar, e percebi minha amiga parada na porta da igreja com o braço entrelaçado ao de seu pai. Olhei para o relógio em meu pulso me perguntando onde estaria ele, mas logo minha atenção foi monopolizada para Jane que vinha expondo a todos os presentes seu sorriso mais maravilhoso. Entretanto, todas as atenções que estavam nela foram desviadas, assim que a música parou num átimo. Todos os convidados se entreolharam imaginando a pior das hipóteses, mas foi quando ouvi as primeiras notas, cantadas a capella, e encarei Jane que sorria feito boba, percebi que havia sido tudo combinado.
Greyson, apareceu entre a banda no segundo piso da igreja, com o microfone em mãos e um sorriso estupidamente lindo no rosto. A camisa social dobrada até os cotovelos, o cabelo completamente bagunçado, e as sardas mais explícitas como nunca. Exatamente igual ao Greyson de quinze anos que conheci no primeiro ano do ensino médio. A diferença era que agora ele tinha uma carreira promissora, mais altura, mais peso, barba e uma família.
A cerimônia se iniciou da maneira de sempre, e quando os pombinhos disseram os tão esperados "sim", e lacraram a união com um beijo, todos na igreja bateram palmas, o que me lembrou da vez em que eu acordei do coma e Greyson me pediu em namoro. Também bateram palmas para gente, na época.
Depois do casamento, encontrei Greyson encostado à porta da igreja, as mãos no bolso, o típico sorriso encantador nos lábios. Latetítia correu para abraçá-lo, e logo já estava na corcunda do pai.
- Pensei que seria impossível você ficar mais linda que no dia do nosso casamento, mas... - deixou a frase no ar, ao me dar um breve selinho.
- E você está me lembrando o Greyson de dez anos atrás.
- Isso é bom? - perguntou, enrugando o cenho.
- Acho que sim - respondi, entrelaçando meu braço ao seu.
Saímos da igreja apenas para entrarmos no carro e seguirmos até a praia, onde aconteceria a festa. O motivo pelo qual Jane e Michael escolheram justo esse local se dá devido à proposta de namoro que Michael propusera à Jane. Mesmo que a praia tenha sido na Austrália, valia. E como valia. Assim que chegamos lá, nos surpreendemos com a decoração. Estava tudo perfeitamente decorado, e Jane pareceu ter combinado com mar para que o mesmo não se agitasse muito. Tudo devidamente como deveria ser.
- (Seunome), se eu te pedisse em casamento outra vez, você se casaria comigo? - perguntou Greyson, no meu ouvido. Sorri automaticamente.
- Depende... Se eu esbarasse em você e deixasse café cair na minha blusa, você daria sua jaqueta pra mim? - perguntei, sorrindo. Laetítia já estava longe dali.
- No fim da festa te conto o que eu te daria - respondeu, sorrindo perigosamente malicioso. - Mas você ainda não respondeu minha pergunta. Você se casaria?
- No fim da festa eu te conto - ergui uma das sobrancelhas, sorrindo sarcástica. Greyson balançou a cabeça em negação e grudou seus lábios ao meus. Entre eu e ele, nosso outro filho se mexeu. Como se tivéssemos combinado, sorrimos entre o beijo.
Jane havia acabado de jogar o buquê - que acabou caindo no mar, sendo levado pelas ondas - quando se sentou na areia, ao meu lado. Eu estava com a cabeça no colo de Greyson, observando Laetítia fugir das ondas.
- Estou exausta! Nunca pensei que casar seria tão trabalhoso.
- Espere só até ver a vida de casados - Greyson disse, sorrindo desafiador para mim.
- O que você quer dizer com isso? - retruquei.
- Que ela vale a pena o esforço feito no dia do casamento?
- Agora sim. - Sorri.
- Cheguei e cheguei com champanhe - disse Michael, se jogando na areia, ao lado de sua mulher. - Uma taça pro rapaz aqui - entregou a taça para Greyson -, uma pra minha mulherzinha linda - entregou uma à Jane -, e outra pra mim. A (seunome) não pode porque tá prenha.
- Prenha, Michael. Prenha? - declarou indignada Jane, rolando os olhos. Como de costume. Mais uma vez na mesma noite, tive a sensação de voltar aos velhos tempos.
- Mas me contem, aonde o casalzinho vai passar a lua-de-mel? - perguntei.
- No lugar onde os sonhos se realizam - respondeu Michael, galanteador.
- Disney? - indagou Greyson.
- Não, cara. Austrália - respondeu Michael, sorrindo e beijando a testa da minha amiga. - E vocês também irão conosco. E, ah... Surpresa!
- Como assim? - me sentei de súbito.
- Era pra contarmos só no dia da viagem, mas acho que vocês merecem ir se preparando - Jane falou. - Nós queremos ir com vocês, como sempre aconteceu. A Austrália em que queremos passar a lua-de-mel não é só a Austrália geográfica. Mas a nossa Austrália. A que construímos em todas as viagens. E pra isso, logicamente precisamos de vocês.
- Quer dizer, quase será a mesma Austrália. Vai faltar alguém - declarou Michael, e Jane o encarou repreensiva.
- Mas o Cody e Allie estarão lá, como sempre - disse, sorrindo. Eu sabia do que Michael estava falando, só não tinha coragem de entrar no assunto.
- Não é disso que ele está falando, amor - Greyson quase murmurou. Encarei-o com pesar, e assenti com a cabeça. Não adiantava, de qualquer forma. Sempre chegaríamos àquele ponto. Não dava para de repente esquecer que uma amigo se fora.
- Tom não vai estar lá fisicamente, mas eu sei que vai estar lá de outra forma. Ele sempre está com a gente - disse Jane, segurando minha mão.
Tom havia falecido no último ano do ensino médio. O que ninguém sabia nem esperava, era que o garoto tão cheio de vida escondia um perigosíssimo câncer nos ossos. Ninguém nunca havia percebido que sua aparência estava radicalmente mudada. Só viemos a perceber a doença quando o esperamos chegar na escola para lhe desejar um feliz aniversário e ele não apareceu. Nem no primeiro tempo, nem no segundo, nem pelo resto do dia, nem nunca mais. Não tivemos nem oportunidade de nos despedir. Tão repentinamente como a doença apareceu, ela o levou embora.
- Eu sei que está - respondi, sorrindo. Eu estava bem, na verdade. Já haviam se passado dez anos. - Acho que vocês deveriam aproveitar a noite - indaguei.
- Olha só como é a brasileira! É convidada mas ainda assim nos expulsa da nossa própria festa! - declarou Jane, fingindo chateação.
Então os dois de levantaram e correram para longe. Assim que não pude mais vê-los, deitei a cabeça novamente no colo de Greyson e passei a encarar as estrelas.
- Você me deve uma resposta - lembrou ele.
- Sim.
- Sim?
- Sim, Greyson. Se você me pedisse em casamento mil vezes, mil vezes eu diria sim.
- Então você quer se casar comigo? - perguntou risonho.
- Quero, meu amor.
- Quer se casar comigo?
- Quero.
- Quer se casar comigo?
- Sim, sim e sim!
Rimos sozinhos. Depois, voltamos nossos olhos ao céu que exibia estrelas, algumas poucas nuvens e a lua. A lua que me fez voltar ao passado pela terceira vez na noite,
- Lembra que eu te jurei que duraria enquanto fôssemos felizes? - perguntei e vi Greyson assentir com a cabeça. - Eu jurei certo.
Então esperei que seus lábios chegassem aos meus, o que aconteceu segundos depois, assim que a nuvem que cobria a lua tomou outro rumo. A luz do luar, selamos nossos lábios. Outra vez.
Senti uma pequena movimentação em meu ventre e automaticamente pus minhas mãos sobre a barriga. Ao perceber isso, Laetítia, minha primogênita, colocou suas mãozinhas em cima das minhas, para também sentir o bebê que se formava a cada segundo dentro de mim.
- É melhor sentarmos - disse para ela, indicando os bancos mais próximos ao altar.
Assim que me sentei, o olhar de Michael caiu sobre de mim e eu quase pude ouvir seus olhos gritarem por socorro. Eu já havia até considerado a hipótese de Jane tê-lo obrigado a se casar, mas logo em seguida me lembrei da noite em que ele roubou o microfone do apresentador do show business para fazer o pedido para minha amiga. Foi lindo.
De repente, a marcha típica de casamentos começou a soar, e percebi minha amiga parada na porta da igreja com o braço entrelaçado ao de seu pai. Olhei para o relógio em meu pulso me perguntando onde estaria ele, mas logo minha atenção foi monopolizada para Jane que vinha expondo a todos os presentes seu sorriso mais maravilhoso. Entretanto, todas as atenções que estavam nela foram desviadas, assim que a música parou num átimo. Todos os convidados se entreolharam imaginando a pior das hipóteses, mas foi quando ouvi as primeiras notas, cantadas a capella, e encarei Jane que sorria feito boba, percebi que havia sido tudo combinado.
Greyson, apareceu entre a banda no segundo piso da igreja, com o microfone em mãos e um sorriso estupidamente lindo no rosto. A camisa social dobrada até os cotovelos, o cabelo completamente bagunçado, e as sardas mais explícitas como nunca. Exatamente igual ao Greyson de quinze anos que conheci no primeiro ano do ensino médio. A diferença era que agora ele tinha uma carreira promissora, mais altura, mais peso, barba e uma família.
A cerimônia se iniciou da maneira de sempre, e quando os pombinhos disseram os tão esperados "sim", e lacraram a união com um beijo, todos na igreja bateram palmas, o que me lembrou da vez em que eu acordei do coma e Greyson me pediu em namoro. Também bateram palmas para gente, na época.
Depois do casamento, encontrei Greyson encostado à porta da igreja, as mãos no bolso, o típico sorriso encantador nos lábios. Latetítia correu para abraçá-lo, e logo já estava na corcunda do pai.
- Pensei que seria impossível você ficar mais linda que no dia do nosso casamento, mas... - deixou a frase no ar, ao me dar um breve selinho.
- E você está me lembrando o Greyson de dez anos atrás.
- Isso é bom? - perguntou, enrugando o cenho.
- Acho que sim - respondi, entrelaçando meu braço ao seu.
Saímos da igreja apenas para entrarmos no carro e seguirmos até a praia, onde aconteceria a festa. O motivo pelo qual Jane e Michael escolheram justo esse local se dá devido à proposta de namoro que Michael propusera à Jane. Mesmo que a praia tenha sido na Austrália, valia. E como valia. Assim que chegamos lá, nos surpreendemos com a decoração. Estava tudo perfeitamente decorado, e Jane pareceu ter combinado com mar para que o mesmo não se agitasse muito. Tudo devidamente como deveria ser.
- (Seunome), se eu te pedisse em casamento outra vez, você se casaria comigo? - perguntou Greyson, no meu ouvido. Sorri automaticamente.
- Depende... Se eu esbarasse em você e deixasse café cair na minha blusa, você daria sua jaqueta pra mim? - perguntei, sorrindo. Laetítia já estava longe dali.
- No fim da festa te conto o que eu te daria - respondeu, sorrindo perigosamente malicioso. - Mas você ainda não respondeu minha pergunta. Você se casaria?
- No fim da festa eu te conto - ergui uma das sobrancelhas, sorrindo sarcástica. Greyson balançou a cabeça em negação e grudou seus lábios ao meus. Entre eu e ele, nosso outro filho se mexeu. Como se tivéssemos combinado, sorrimos entre o beijo.
Jane havia acabado de jogar o buquê - que acabou caindo no mar, sendo levado pelas ondas - quando se sentou na areia, ao meu lado. Eu estava com a cabeça no colo de Greyson, observando Laetítia fugir das ondas.
- Estou exausta! Nunca pensei que casar seria tão trabalhoso.
- Espere só até ver a vida de casados - Greyson disse, sorrindo desafiador para mim.
- O que você quer dizer com isso? - retruquei.
- Que ela vale a pena o esforço feito no dia do casamento?
- Agora sim. - Sorri.
- Cheguei e cheguei com champanhe - disse Michael, se jogando na areia, ao lado de sua mulher. - Uma taça pro rapaz aqui - entregou a taça para Greyson -, uma pra minha mulherzinha linda - entregou uma à Jane -, e outra pra mim. A (seunome) não pode porque tá prenha.
- Prenha, Michael. Prenha? - declarou indignada Jane, rolando os olhos. Como de costume. Mais uma vez na mesma noite, tive a sensação de voltar aos velhos tempos.
- Mas me contem, aonde o casalzinho vai passar a lua-de-mel? - perguntei.
- No lugar onde os sonhos se realizam - respondeu Michael, galanteador.
- Disney? - indagou Greyson.
- Não, cara. Austrália - respondeu Michael, sorrindo e beijando a testa da minha amiga. - E vocês também irão conosco. E, ah... Surpresa!
- Como assim? - me sentei de súbito.
- Era pra contarmos só no dia da viagem, mas acho que vocês merecem ir se preparando - Jane falou. - Nós queremos ir com vocês, como sempre aconteceu. A Austrália em que queremos passar a lua-de-mel não é só a Austrália geográfica. Mas a nossa Austrália. A que construímos em todas as viagens. E pra isso, logicamente precisamos de vocês.
- Quer dizer, quase será a mesma Austrália. Vai faltar alguém - declarou Michael, e Jane o encarou repreensiva.
- Mas o Cody e Allie estarão lá, como sempre - disse, sorrindo. Eu sabia do que Michael estava falando, só não tinha coragem de entrar no assunto.
- Não é disso que ele está falando, amor - Greyson quase murmurou. Encarei-o com pesar, e assenti com a cabeça. Não adiantava, de qualquer forma. Sempre chegaríamos àquele ponto. Não dava para de repente esquecer que uma amigo se fora.
- Tom não vai estar lá fisicamente, mas eu sei que vai estar lá de outra forma. Ele sempre está com a gente - disse Jane, segurando minha mão.
Tom havia falecido no último ano do ensino médio. O que ninguém sabia nem esperava, era que o garoto tão cheio de vida escondia um perigosíssimo câncer nos ossos. Ninguém nunca havia percebido que sua aparência estava radicalmente mudada. Só viemos a perceber a doença quando o esperamos chegar na escola para lhe desejar um feliz aniversário e ele não apareceu. Nem no primeiro tempo, nem no segundo, nem pelo resto do dia, nem nunca mais. Não tivemos nem oportunidade de nos despedir. Tão repentinamente como a doença apareceu, ela o levou embora.
- Eu sei que está - respondi, sorrindo. Eu estava bem, na verdade. Já haviam se passado dez anos. - Acho que vocês deveriam aproveitar a noite - indaguei.
- Olha só como é a brasileira! É convidada mas ainda assim nos expulsa da nossa própria festa! - declarou Jane, fingindo chateação.
Então os dois de levantaram e correram para longe. Assim que não pude mais vê-los, deitei a cabeça novamente no colo de Greyson e passei a encarar as estrelas.
- Você me deve uma resposta - lembrou ele.
- Sim.
- Sim?
- Sim, Greyson. Se você me pedisse em casamento mil vezes, mil vezes eu diria sim.
- Então você quer se casar comigo? - perguntou risonho.
- Quero, meu amor.
- Quer se casar comigo?
- Quero.
- Quer se casar comigo?
- Sim, sim e sim!
Rimos sozinhos. Depois, voltamos nossos olhos ao céu que exibia estrelas, algumas poucas nuvens e a lua. A lua que me fez voltar ao passado pela terceira vez na noite,
- Lembra que eu te jurei que duraria enquanto fôssemos felizes? - perguntei e vi Greyson assentir com a cabeça. - Eu jurei certo.
Então esperei que seus lábios chegassem aos meus, o que aconteceu segundos depois, assim que a nuvem que cobria a lua tomou outro rumo. A luz do luar, selamos nossos lábios. Outra vez.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Capítulo 19
Telhado
O sinal soou indicando o fim do último tempo. De repente, todo o corredor estava lotado de alunos desesperados por ar livre, luz, ou qualquer outra coisa que não fosse a escola. Entretanto, permaneci encostada ao bebedouro, esperando que Greyson desse o ar da graça e aparecesse para me pedir desculpas. Não que ele devesse, é claro, mas eu não sou do tipo que pede desculpas. É constrangedor. Tá acima da minha capacidade de ser humano. Da minha capacidade “humanal”.
- (Seunome), me espera! – Jane gritou enquanto se aproximava do local onde eu estava. – Recadinho do Greysonzinho.
Então, Jane tirou do decote da blusa um papel dobrado em cinquenta mil partes. Rolei os olhos ao perceber que aquilo significava que ele não viria falar comigo pessoalmente. Não agora.
- Obrigada, Jane. Acho que já podemos ir pra casa.
- Você não vai ler o bilhete? – perguntou enrugando o cenho. – Vai ver ele quer que você o encontre em algum lugar.
- Não acho que seja isso...
- (Seunome), abre essa merda de bilhete antes que eu o abra por você – interrompeu-me. Bufei, impaciente, enquanto meus dedos demoraram mais que o necessário pra desdobrar o papel amassado.
A verdade era que eu não queria abri-lo na frente de ninguém. Talvez por medo de ler alguma frase que não excedesse minhas expectativas. No entanto, acabei abrindo-o e lendo o que havia sido escrito em voz alta, para que Jane pudesse também ouvir.
No bilhete dizia o seguinte:
FIM
P.s.: Ainda tem o epílogo que postarei depois!!!
Dois anos e dois meses
depois
O sinal soou indicando o fim do último tempo. De repente, todo o corredor estava lotado de alunos desesperados por ar livre, luz, ou qualquer outra coisa que não fosse a escola. Entretanto, permaneci encostada ao bebedouro, esperando que Greyson desse o ar da graça e aparecesse para me pedir desculpas. Não que ele devesse, é claro, mas eu não sou do tipo que pede desculpas. É constrangedor. Tá acima da minha capacidade de ser humano. Da minha capacidade “humanal”.
- (Seunome), me espera! – Jane gritou enquanto se aproximava do local onde eu estava. – Recadinho do Greysonzinho.
Então, Jane tirou do decote da blusa um papel dobrado em cinquenta mil partes. Rolei os olhos ao perceber que aquilo significava que ele não viria falar comigo pessoalmente. Não agora.
- Obrigada, Jane. Acho que já podemos ir pra casa.
- Você não vai ler o bilhete? – perguntou enrugando o cenho. – Vai ver ele quer que você o encontre em algum lugar.
- Não acho que seja isso...
- (Seunome), abre essa merda de bilhete antes que eu o abra por você – interrompeu-me. Bufei, impaciente, enquanto meus dedos demoraram mais que o necessário pra desdobrar o papel amassado.
A verdade era que eu não queria abri-lo na frente de ninguém. Talvez por medo de ler alguma frase que não excedesse minhas expectativas. No entanto, acabei abrindo-o e lendo o que havia sido escrito em voz alta, para que Jane pudesse também ouvir.
No bilhete dizia o seguinte:
Ei, me perdoa? Estou te esperando no
telhado. Grey Xx
Virei-me para Jane que me olhava com olhos esbugalhados. De
repente, senti como se o mundo inteiro parasse e só restasse eu e minha
ansiedade. Eu deveria correr logo e chegar o mais rápido impossível no ponto marcado,
ou deveria dar uma de difícil e enrolar um pouquinho para fazer o Greyson
sofrer? Bom... Repensando o motivo da nossa briga, acho que não era necessário fazê-lo
esperar mais.
- Preciso correr! Tchau! – disse rapidamente, fazendo Jane me puxar pelos ombros para me impedir de sair correndo.
- Como assim no telhado? – perguntou invasiva.
- Isso é coisa minha e dele. Ultrassecreto. Adeus.
- Preciso correr! Tchau! – disse rapidamente, fazendo Jane me puxar pelos ombros para me impedir de sair correndo.
- Como assim no telhado? – perguntou invasiva.
- Isso é coisa minha e dele. Ultrassecreto. Adeus.
Enquanto corria
pelo asfalto, me lembrei da primeira vez que eu e Greyson nos encontramos no telhado.
Eu ainda estava com a perna engessada, e
só subimos porque minha mãe apareceu no quarto dizendo ter ouvido algum
barulho. Me lembrei também sobre como foi o desfecho desse encontro, enquanto
passava o polegar sobre o anel no meu dedo anelar. “De sempre para sempre”, dizia nossos anéis juntos.
Então, me recordei das inúmeras brigas que tivemos durante um longo período, e da última que influenciou nessa crise que estamos vivendo. Talvez tenha sido a mais infantil de todas. Não acredito que algum casal em pleno século XXI seja capaz de discutir devido a um jogo de videogame. Pelo menos não um casal composto por dois adolescentes quase adultos de dezessete anos.
Depois de poucos minutos, já que minha casa é pertinho da escola, abri a porta e corri escada acima. Por sorte minha mãe estava em Chicago assistindo a reunião superimportante, o que não me fez parar e ter de explicar que meu namorado estava no telhado me esperando para fazermos as pazes.
Então, me recordei das inúmeras brigas que tivemos durante um longo período, e da última que influenciou nessa crise que estamos vivendo. Talvez tenha sido a mais infantil de todas. Não acredito que algum casal em pleno século XXI seja capaz de discutir devido a um jogo de videogame. Pelo menos não um casal composto por dois adolescentes quase adultos de dezessete anos.
Depois de poucos minutos, já que minha casa é pertinho da escola, abri a porta e corri escada acima. Por sorte minha mãe estava em Chicago assistindo a reunião superimportante, o que não me fez parar e ter de explicar que meu namorado estava no telhado me esperando para fazermos as pazes.
Quando cheguei ao meu quarto, fiz o percurso já tão conhecido que me levou até o telhado. Alguns metros à minha frente, Greyson estava com as pernas estiradas pelas telhas, os braços, agora musculosos, suportavam o peso do seu corpo, enquanto o sol fazia com que sua pele ficasse encantadoramente pálida. Caminhei lentamente até ele e me agachei ao seu lado, pondo uma das mãos em seu ombro. Num átimo, ele se virou para mim e me sorriu daquela forma só dele. Daquela única forma que me fazia perder o ar e sorrir em resposta. Daquela forma que fazia meu corpo todo tremer em expectativa, a qualquer custo.
- Eu sabia que você viria - disse, pondo uma das mãos em meus rosto.
- Quando é que você me chama e eu não vou?
- Hum... Não sei... - ele fez cara de pensativo, enquanto me puxava para mais perto ainda.
Meu coração, no momento, batia tão forte que até Greyson era capaz de ouvir. Vendo seus lábios tão próximos aos meus, meus músculos se enrijeceram de ansiedade, enquanto minhas mãos suaram como bicas. Depois de duas semanas sem contato algum, estávamos tão próximo de finalmente lacrarmos nossas pazes com um beijo que eu mal me lembrei que ficara realmente magoada pelo que o mesmo dissera em nossa último briga. Porém, de súbito me afastei, fazendo com que seu rosto espelhasse confusão.
- As coisas não são tão fáceis assim - conclui, após algum tempo em silêncio.
- Vindas de você, realmente não são - retrucou, mesmo que ainda calmo.
- O que quer dizer com isso?
- Nada. - Suspirou pesadamente. - Eu só quero que as coisas fiquem bem de uma vez por todas entre a gente. (Seunome), a saudade que senti de você nesses últimos dias ultrapassou qualquer ressentimento que habitava em mim. Com você não ocorreu o mesmo?
Ponderei sua pergunta por um momento. Não fazia ideia do que responder. Talvez, por ter percebido isso, ele prosseguiu:
- As coisas são sim mais complicadas com você porque você tem um puta gênio. Mas eu enfrento sua forte personalidade, e o que mais a vida impor. Eu não vou desistir de nós só porque é difícil. - Ele sorriu, de repente. - Não sei se já te disseram, mas os homens gostam de desafios. E eu não sou exceção. Mas eu não vim para o seu telhado relembrar todas as noites que passamos aqui em cima e te pedir desculpas, atropelando meu orgulho, se fosse só pelo desafio. Eu tô aqui pelo que posso ganhar se tudo der certo. Eu tô aqui porque eu te quero mais do que qualquer coisa nesse mundo e eu não sei se acordarei amanhã, ou sei teremos uma vida longa. Tampouco sei se você vai ser capaz de me perdoar quando eu acabar com esse monólogo. Eu só sei que eu te amo e não te ter todos os dias da minha vida para falar isso é insuportável. Eu te amo como se minha vida dependesse só disso. Eu te amo como um dependente químico ama a sensação que é a droga se apoderando de seu corpo. - Então se levantou, puxando minhas mãos para que eu também levantasse. - Eu te amo como jamais imaginei ser capaz de amar alguém. Eu te amo tanto que até Afrodite, Deusa do Amor, é incapaz de amar. Eu te amo em um nível que nem eu mesmo entendo. Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo...
E de repente, foi como se só houvesse eu, ele e a frase que ele não cansava de repetir. Greyson me amava, afinal. E eu sempre soube disso. Entrelaçando as mãos em seu pescoço, olhei para o anel que brilhava em meu dedo. A sensação que me invadiu era tão maravilhosamente boa que eu pensei que não sairia viva. Era um êxtase completamente diferente de todos os êxtases que Greyson já proporcionara até o momento.
Então, senti o choque de seus lábios contra os meus em um beijo voraz e apressado. Era como se precisássemos saciar toda nossa sede um do outro só naquele toque. Mas também era como se fossemos morrer por estar fazendo aquilo. Morrer de qualquer coisa boa. De qualquer sentimento bom que simplesmente não cabia dentro da gente.
- Eu te amo - Greyson sussurrou, separando seus lábios dos meus. A intensividade que seus olhos passavam para os meus não ajudava na normalização da minha respiração.
E que se dane a respiração, pensei ao puxar seu braço até a ponta do telhado. Entendendo o que eu queria fazer, Greyson me ajudou a pular para a sacada e logo estávamos mais próximo do que nunca já dentro do me quarto. Eu entre seu corpo e a parede, e ele, arrancando minha blusa enquanto distribuía beijos no meu pescoço.
Mal nos importamos em chegar até a cama. Não tínhamos tempo para isso. Não sequer ligamos para isso. O que importava era não haver distância alguma entre meu corpo e o dele e nisso, se me permitem dizer, estávamos nos saindo muito bem. Tão bem que nosso corpos só ganhavam espaço entre si para tirar as roupas que tanto nos atrapalhavam. Mas essa complicação toda, depois de três minutos, não existia mais. Completamente nus, com os corpos colados e a respiração ofegante enquanto nos encarávamos olho-no-olho, nos apaixonamos mais uma vez em três anos. E não foi necessário nenhuma palavra para que entendêssemos o que o outro estava pensando. Estávamos tão interligados um no outro que até os pensamentos estavam sendo divididos.
Com cautela, Greyson puxou uma das minhas pernas até sua cintura e impulsionou seu quadril para frente, a fim de que nos completássemos definitivamente. Agora, éramos um só corpo. Uma só alma desfrutando dos prazeres da carne, e dos sentimentos do coração.
Quando o movimento vagaroso dos nossos quadris começaram a acelerar ensandecidamente, e minhas costas já batia com frequência na parece atrás de mim, finquei minhas unhas em seus ombros enquanto minha cabeça pendia para trás. Sua boca, soltando lufadas de ar em meu ouvido, só contribuiu para que meu ápice chegasse ainda mais rapidamente. O shock dos nossos quadris, o movimentos dos meus seios em seu peitoral, nossas bocas que entregavam todo o prazer que estávamos sentindo... Tudo deixava o quarto a mercê de algo quase afrodisíaco. Uma cena completamente bela de se ver.
De repente, senti todo meu corpo tremer enquanto ondas de prazer me invadiam. Soltei meu corpo no chão quando os movimentos pararam e logo senti Greyson me abraçar, apoiando a cabeça no vale entre meus seios. Sua respiração quente se misturou com o suor que escorria pelo meu corpo, e nossas pernas, um verdadeiro emaranhado. Enfim, havíamos feito as pazes.
- Eu não sei o que falar... - sussurrou, ofegante.
- Shiu!... Não estraga o momento.
- Mas eu nunca estrago o momento.
-Eu te amo.
- Eu também te amo. E eu acho que não sou capaz de viver por mais tempo pra viver esse amor com você.
- Shiu...!
FIM
P.s.: Ainda tem o epílogo que postarei depois!!!
ATENÇÃO!!!
Gente, não vou nem me desculpar porque eu sei que vocês já devem até ter posto meu nome na macumba e coisa e tal - isso se alguém ainda entra aqui com esperanças de ver uma nova postagem. O ponto que eu quero chegar é: EU VOLTAREI A POSTAR. Sim, porque eu consegui finalmente o controle do blog e porque eu fiquei traumatizada com fanfics/imagines inacabados. Experiência própria.
Bom... Como já faz mais de um ano que eu não posto aqui, vocês vão perceber que minha forma de escrever tá meio diferente. E eu sinceramente nem gosto tanto dessa história tanto quanto gostava há um ano atrás, mas vou finalizá-la assim mesmo. Ah! E eu nem lembro mais da história direito, dei só uma lidinha rápida, mas espero que esses dois capítulos que postarei a seguir excedam suas expectativas.
Bjs da Mi.
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