sexta-feira, 25 de maio de 2012

Capítulo 18


Gente bonita do meu core, antes que vocês queiram me matar, vou explicar porque a demora: quando fiz esse blog, como uma das opções escolhi que enviassem um código para um número de celular a cada 30 dias para que a pessoa pudesse entrar, assim ficaria mais seguro. O probleminha é que a outra dona (pra quem não sabe, o fc tem duas donas mesmo só eu entrando u_u) colocou o número do celular dela, então o código foi enviado para ela. Como nossos horários não batem muito, demorei pra pegar e, quando pedi, ela disse que não havia chegado código algum, PORÉM, hoje (amémsenhorfilhodemaria) eu consegui entrar! PALMAS! E aqui está o capítulo. Desculpe se ele tá ruim, e antes de vocês lerem, quero que saibam que eu vou acabar o imagine no capítulo 25 e vou começar uma fanfic da One Direction. QUEM É DIRECTIONER AÍ COMENTA? Só assim saberei se vai ter gente pra ler (: Obrigado por esperarem e espero que gostem. Ah, e prometo não demorar tanto pra postar o próximo, e logo aviso que a classificação do 19 será +18! MENTIRA. Não vai ser tão quente assim haha LEIAM ENCHANCERS!

Cap. 18 Hello Brazil!

     Hora após horas o avião finalmente aterrissou no solo brasileiro fazendo todos os passageiros correrem para fora a fim de respirar o ar quente que invadia o Brasil.
     - Que calor! É sempre assim? – Tom reclamou enquanto se abanava.
     - É melhor ir se acostumando – brinquei o fazendo soltar uma risada fraca.
     - Mas e aí, vocês decidiram onde vão ficar? Na casa do meu pai ou no hotel? – perguntei me direcionando a Alli e Cody que estavam boquiabertos ao ver brasileiros passarem por ali.
     - Sua casa! Sem dúvidas! – exclamou Alli me fazendo rir.
     - Então vamos – disse tirando o celular do bolso. – Pai? Já cheguei, to aqui na frente do aeroporto, cadê você? Ok, to esperando – desliguei o aparelho.
     - Ele já tá vindo? – Greyson perguntou e eu assenti.
     - Michael! – exclamou Jane. Já estávamos todos esperando pela primeira briga em solo brasileiro dos dois.
     - Que foi?
     - Que foi? Nada! – Jane foi irônica. – Só você que fica olhando para as brasileiras aí.
     - Eu? Jamais Janezinha – Michael apertou a bochecha de Jane que bufou.
     - Desculpa me intrometer na briga do casal, mas se vocês já estão brigando por coisas assim, é melhor nem irem à Sapucaí – disse e eles me olharam sérios. – Que foi?
     - Nós vamos! – disseram ao mesmo tempo.
     - Psiu! – ouvimos e ao virarmos, consegui ver um homem alto, com cabelos grisalhos e um sorriso largo.
     - PAI! – exclamei e sorri enquanto corria em sua direção para um grande abraço.
     - Oi minha garotinha, que saudades! – ele disse depois de me dar um beijo na testa.
     - Pai, esses são meus amigos – disse enquanto todos se aproximavam de onde eu me encontrava. – Essa é Jane, Alli, Cody, Michael, Tom e Greyson.
     - Ah, então você é o famoso Greyson que ganhou o coração da minha menininha – meu pai disse e todos puderam ver Greyson ficar totalmente sem graça. – Sejam bem vindos!
     - Tio, não querendo incomodar mas já incomodando, onde você mora tem praia perto? – Alli perguntou sem vergonha alguma e todos nós rimos.
     - Tem sim, e vocês vão adorar o clima – meu pai tentou ser simpático fazendo Alli abrir um grande sorriso. – E então, vamos?
     Alugamos um táxi para que Michael, Tom, Greyson e Cody fossem enquanto eu e as meninas íamos com meu pai rumo ao nosso novo endereço temporário.
     - Que casa linda! É bem diferente das casas da Oceania – Alli exclamou e Cody concordou com ela.
     - Aqui é obrigatório ter muro? – Cody se dirigiu a mim e eu neguei com a cabeça.
     - O muro é para a segurança mesmo. E para ter mais privacidade também – disse e Cody fez um “atá” sem som.
     Quando todas nossas bagagens estavam em seus devidos lugares e já tínhamos almoçado, meu pai veio com um envelope e me entregou.
     - Comprei entradas para a trilha que terá para a Pedra da Gávea. Imagino que vocês queiram ir – ele disse e um sorriso enorme se abriu no meu rosto.
     - Claro que sim! Obrigado pai! – disse e o abracei bem forte.
     - O que é essa tal Peda del Gavean? –Tom pergunto e eu ri da tentativa dele pronunciar alguma palavra em português. Até ali, estávamos nos comunicando em inglês, já que era a única língua falada por todos.
     - A Pedra da Gávea é uma pedra ué. A vista lá do alto é linda! – exclamei e percebi os olhos de Jane brilharem.
     - E quando nós iremos pra lá? – Jane perguntou animada.
     - Deixa eu ver... – disse pegando uma das entradas. – Amanhã às quatro da tarde.
     - Ai que máximo! – ela disse ainda sorrindo. Era engraçado ver Jane animada por coisas tão simples, mas já era esperado essa reação dela, pois os gringos sempre foram curiosos para conhecer um pouco do que o Brasil tem a oferecer.
     - E hoje tem Sapucaí certo? – Greyson perguntou, e pelo incrível que pareça, ele pronunciou a palavra “Sapucaí” certo, mesmo com o sotaque americano.
     - Exato, e acho melhor vocês irem se arrumar, porque já são três da tarde, e se quisermos bons lugares é melhor chegarmos cedo – disse e todos se levantaram.
     - E que roupa devemos usar? – Michael perguntou confuso e eu ri.
     - As meninas podem usar shorts, vestidos curtos, e se vocês forem fortes, saltos porque é melhor pra sambar, mas eu aconselho sapatilha ou tênis – fui interrompida por Cody.
     - Minha irmã não vai usar roupa curta de noite não! Sei nem como são esses brasileiros! – Cody exclamou com os olhos esbugalhados me fazendo rir.
     - Mas Cody, é assim que as pessoas se vestem para pular carnaval, e além do mais, o clima do Rio de Janeiro é quente, mesmo a noite – disse e ele bufou se sentando novamente na cadeira. – Vão lá meninas, se vistam confortavelmente. E meninos, bermudas, tênis, blusa regata ou camiseta, tá ótimo – disse e eles saíram em fila me deixando sozinha na cozinha com meu pai que lia o jornal encostado na pia.
     - Esse Greyson parece ser um bom rapaz – ele disse ainda com os olhos direcionados ao jornal.
     - E é pai. Minha mãe te contou o que ele fez por mim? – perguntei e meu pai desviou seus olhos para a caneca de café em cima da bancada.
     Eu sabia que meu pai não gostava que eu ou qualquer pessoa tocasse no nome da minha mãe, mas eu já estava cansada de viver longe de um ou outro, eu queria os dois pertos, se amando, como era antigamente.
     - Não, mas eu soube o que você fez por ele – ele disse agora se sentando na cadeira ao meu lado e apoiando o jornal na mesa da cozinha. – Você o ama muito mesmo filha, eu sei disso, mas se atirar na frente de um carro para salvá-lo... você não tem noção de como seria a minha vida e da sua mãe se o pior tivesse acontecido.
     -  Mas não aconteceu, e hoje eu e eles estamos vivos – disse sorrindo. – Olha pai, talvez, se eu não tivesse feito aquilo pelo Greyson, ele estaria morto. Você acha que eu não sofreria? Eu sofreria, e muito, e assim que vocês me pegassem triste pelos cantos, eu sei que vocês também sofreriam comigo – dei uma pausa para respirar. – Eu sei que você quer o melhor para mim, mas nesse estante, acho que o melhor para mim é viver ao lado do Grey – terminei de falar e pude ver meu pai sorrir.
     - Tomara que ele pense o mesmo de você – ele disse e beijou minha testa se levantando.
     - Pensa – sussurrei e me levantei indo em direção ao quarto. Subi as escadas e fui puxada por uma mão branca que reconheci ser a de Greyson.
     - Que foi? – perguntei vendo sua cara de espanto.
     - O seu pai não gostou de mim né – ele disse com uma expressão triste e eu ri.
     - Claro que gostou – disse tentando fazer Greyson mostrar o que tinha de mais bonito: seu sorriso.
     - Eu ouvi a conversa de vocês. Parece que ele não queria que você me salvasse – ele disse olhando para baixo.
     - Não pensa isso Grey. Ele só quer o melhor pra mim, e achou que eu me arrisquei demais, só isso. Ele gostou de você, disse que você é um bom rapaz, e sabe como eu te amo, é isso que importa – levantei sua cabeça e ele sorriu.
     - Eu também te amo – o mesmo sorriu e me deu um selinho rápido.
     - Agora vamos nos arrumar tá? – disse e ele assentiu. Parti em direção a um quarto, e ele a outro, pois nos dividimos como meninas em um quarto e meninos em outro.
     - (Seunome), socorro! – Jane exclamou assim que eu abri a porta que dava para o quarto das meninas. – Qual dessas duas saias? – ela perguntou me fazendo rir.
     - A jeans – respondi enquanto Alli saia do banheiro.
               
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     Já havia se passado uma hora e estavam todos prontos. Rápidos não?
     Alli estava incrivelmente parecida com uma brasileira. Seus cabelos loiros tinham sido presos em uma trança, nada de maquiagem pesada e ela vestia um short jeans, uma blusa simples e rosa e uma rasteira preta. Sem nenhum acessório a não ser seu relógio ela arrancou olhares e mais olhares de alguns garotos que passavam pela orla.
     Já Jane parecia mesmo uma gringa. Com uma saia jeans – vestida contra vontade de Michael – e um all-star rosa pink, Jane chamava mais atenção por sua blusa toda brilhante cheia de paetês e seus cabelos longos e loiros até a cintura soltos.
     Os meninos estavam todos com bermudas jeans, alguns de tênis, outros de chinelos e camisas simples.
     Eu? Como uma brasileira nata vestia um short branco, uma camisa da escola se samba que eu sempre torcia, mesmo morando na Califórnia, Beija-Flor de Nilópolis e uma havaiana também branca para combinar com as cores azul e branco que representavam a minha escola do coração.
     Já estávamos sentados em uma das arquibancadas da Sapucaí e eu havia acabado de ligar para meu pai que não quis nos acompanhar.
     A segunda escola de samba já enchia os olhos dos meus amigos de brilho e, mesmo sem entenderem o samba que alguns homens cantavam, eles aplaudiam, gritavam e após gravarem algumas palavras como “alegria”, “carnaval” “encher” e “brilho” que sempre se repetem nos sambas, eles sempre as cantavam como se fossem verdadeiros brasileiros.
     Passado algum tempo, o desfile já estava no fim e a última escola já estava chegando ao final da avenida. Todos nós nos encontrávamos roucos de tanto gritar, torcer e falar, mas era correto afirmar que até eu fiquei encantada com a beleza das alegorias que sempre nos surpreendiam a cada nova escola.
     - E aí, o que acharam? – fiz um esforço para falar.
     - PERFEITO! DEMAIS! INCRÍVEL! – Jane gritava chamando a atenção de todos a sua volta por estar falando inglês. Ela era a única dali que ainda tinha voz, não sei como.
     - Foi surreal! – Tom disse me arrancando um sorriso.
     - Maravilhoso – Alli disse olhando as pessoas em volta sambando.
     - Eu gostei muito mesmo! Principalmente das roupas – Michael disse rindo fazendo Jane olhar torto para ele.
     - Bem legal – Cody que mirava uma brasileira enchendo a cara disse.
     - Como eu esperava – Greyson disse me abraçando por trás.
     - Vocês querem beber alguma coisa? – perguntei e todos assentiram.
     - Deixa que eu compro – Greyson disse já olhando em volta para ver se achava algum bar ou algo do gênero.
     - Vamos com você – Tom disse já seguindo Greyson que era acompanhado por Cody e Michael.
     - Mimi, pode voltar já! Você não vai coisíssima nenhuma! Olha quantas mulheres têm soltas por aí, se eu te conheço bem você... – Interrompi Jane.
     - Nem é por isso, mas não é legal ficarmos sozinhas aqui, tem muitos bêbados há essa hora – disse olhando em volta e Michael veio em nossa direção batendo o pé.
     Os outros meninos já estavam longe quando pude sentir o bafo de álcool bem perto de mim. Olhei para o lado e três caras, altos, fortes, cheios de tatuagens vinham em nossa direção. Rezei para que eles passassem direto por nós, mas como esperado, eles encostaram-se a nós fazendo Michael bufar de raiva. 
     - Ei, princesas, tão sozinhas é? – o mais alto dos três perguntou trocando as palavras. Como ninguém ali, a não ser eu, sabia falar em português, sobrou para mim tentar afastá-los de nós.
     - Não, estamos acompanhadas, então se nos der licença...
     - HÁ-HÁ – o que se apoiara em Jane riu alto. – E quem é o acompanhante de vocês? Esse franguinho aí? – ele apontou para Michael que sem nem pensar, deu um soco no tal cara.
     Eu devia ter esquecido de contar para eles que é errado arrumar confusão com bêbados, mas o estrago já estava feito e agora não tinha mais chances se sairmos livres dali sem alguém apanhar, e muito.
     Os homens que se apoiara em mim e na Alli foram ajudar o outro a se levantar, e logo partiram para cima de Michael. Era impossível Mimi lutar contra eles, mesmo estando bêbados.
     - Liga pros meninos! – exclamei e nós três pegamos os celulares enquanto discávamos algum número. Não tinha condição de tentarmos ajudar Michael, os homens eram fortes demais.
     - Greyson! Vem rápido pra cá! – disse e desliguei. Não dei nem a oportunidade de Greyson perguntar o motivo, pois assim ele iria demorar mais ainda.
     O difícil não era esperar os meninos chegarem, e sim ver Michael apanhando. Eu tinha que fazer alguma coisa!
     Jane já se encontrava aos prantos enquanto Alli olhava perplexa, sem reação para aquela cena horrível, então parti para cima de um dos homens, que, ao contrário do que eu esperava, me agarrou e começou a me beijar rigorosamente enquanto passava a mão nas minhas partes mais íntimas. Tentei me livrar daquele nojento mordendo seu lábio inferior, mas o cara já estava tão bêbado que nem isso sentiu. Eu já estava quase desmaiando com aquele cheiro de cerveja misturado com cigarro quando o cara me largou com força no chão. Alli me ajudou a levantar, então percebi que os meninos tinham acabo de chegar.
     Enquanto eu e as meninas nos acalmávamos do susto, os meninos botavam os três bêbados idiotas pra correr após ameaçar chamar a polícia. Os caras saíram pisando forte em direção a outro grupo de garotas.
     - Vocês estão bem? – Greyson perguntou me abraçando.
     - Desculpa – sussurrei em seu ouvido, mas o mesmo colocou o dedo indicador nos meus lábios.      - Você não tem culpa – ele disse sorrindo. Sorri de volta.
     - Melhor irmos para casa – Michael disse se levantando. Mesmo ele tendo que lutar com três homens gigantescos, ele não se feriu tanto. Deve ter sido pelos homens estarem bêbados demais para acertarem o rosto de Michael.
     - Acho melhor mesmo, antes que outros idiotas apareçam aqui – Cody disse ajudando Michael a andar.

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     - Aqueles caras acabaram com a graça do carnaval – Alli disse deitada na cama enquanto olhava o teto.      - Mas amanhã temos a trilha, não acho que vá aparecer homens bêbados na trilha – Jane brincou fazendo Alli soltar um riso fraco.
     - Gente, vou beber água. Vocês querem? – perguntei já com a mão na maçaneta.
      - Não, valeu – elas disseram juntas e assim sai do quarto topando com Cody.
     - Ah, oi – disse sem graça.
     - Você está bem? – ele perguntou olhando em meus olhos. Aquelas pérolas verdes me faziam esquecer o mundo.
     - Ah... estou bem sim, o cara não me machucou – disse e ele sorriu aliviado.
     - Achei que eu ia te perder – ele disse e eu o encarei, já que até agora eu estava tentando desviar meu olhar para não encontrar o dele e acabar fazendo merda.
     - Como você pode perder o que nunca foi seu? – disse sem pensar e notei a expressão em seu rosto. Eu não devia ter dito aquilo, IDIOTA! Agora você magoou o garoto! DEMENTE, FAZ UM FAVOR, SE JOGA DA JANELA! – Desculpa, eu não quis dizer isso é que...
     - Você ama o Greyson, eu sei – ele disse com o mesmo tom de voz soltando um riso fraco.
     - Eu só não quero que você tenha falsas esperanças. Na verdade, eu quero vez você feliz com alguém que realmente te ame – disse e ele assentiu dando espaço para que eu andasse já que até agora nossos corpos estavam colados.
     - Eu entendo – ele disse e eu sorri me virando para seguir meu caminho até a cozinha.
     - Oi – a voz que reconheci ser de Tom disse assim que peguei um copo o armário.
     - Oi lindo – disse sorrindo.
     - Pensei que eu ia te perder hoje – Tom disse e eu o encarei assustada. QUALÉ DESTINO? TÁ ARMANDO PRA MIM NÉ?
     - C-como assim? – gaguejei tentando assimilar as palavras que ele acabara de dizer.
     - Pensei que ia perder minha melhor amiga – ele disse percebendo a besteira que acabara de falar e eu respirei aliviada.
     - Obrigado – agradeci o abraçando.
     - Pelo que? – ele perguntou confuso.
     - Por se importar comigo – disse sorrindo.
     - Sou seu irmão de alma, não sou? – ele sorriu de volta e me deu um beijo na testa, saindo em direção ao segundo andar.
     Depois disso tudo que ocorrera eu havia até esquecido do que vim pegar, então subi as escadas com cuidado para não fazer muito barulho e assim que cheguei ao quarto onde Jane e Alli dormiam, me deitei na cama vazia, pensando em tudo que ocorrera nas poucas horas que estávamos em solo brasileiro. Será que estar ali valeria a pena? Me perguntei para em seguida cair no sono.


EAÍ, GOSTARAM? COMENTEEEEEM!

domingo, 1 de abril de 2012

Capítulo 17

Gente, peço 283664483774 desculpas por postar só agora, mas cada vez minha vida tá mais corrida e nem sempre que eu tenho tempo pra entrar no laptop, eu tô disponível pra escrever. Espero que entendam, pois o capítulo ficou MUITO pequeno e MUITO chato, mas espero que os próximos venham melhores. Se não disse ainda, to tentando finalizar esse no capítulo 25 e começar um novo, mas de outros famosos (isso não quer dizer que eu não ame o Greyson). Obrigado pela compreensão de alguns e aqui está:

Cap. 17 Reencontrando


     Abri meus olhos.
     Quando você acorda, o normal seria enxergar primeiramente o teto, ou uma parede. Quem sabe um móvel, talvez uma janela, mas eu enxerguei uma fila de carros estacionados na rua, enquanto um gato pegava impulso para pular de um telhado para outro.
     - Greyson acorda! – Sacudi o garoto que estava deitado ao meu lado. – Greyson! Psiu! GREYSON! – Berrei e ele deu um pulo.
     - O que foi? – Perguntou com os olhos arregalados.
     - Estamos no telhado! – Disse pausadamente e ele olhou em volta.
     - Então vamos descer ué. – Ele disse calmo e eu o fitei.
     - Greyson, que horas são? – Perguntei e ele olhou o relógio.
     - São 7h50min – ele disse normalmente e depois voltou com seu olhar novamente para o relógio. – SÃO 7h50min! – Gritou em seguida e eu suspirei. – Estamos atrasados!
     - Jura? – Ironizei e ele riu.
     - Bora chata. – Ele disse me ajudando a escorregar telha a baixo até a calha.
     - Vai embora, porque já basta minha mãe perguntar onde eu estava, e se ela te ver vai pensar besteira – disse finalmente pisando no piso do meu quarto. Greyson assentiu e assim que se encostou à árvore que o ajudara a subir, deu meia volta e me puxou pela nuca ao seu encontro.
     Seus lábios como sempre me preenchiam e parecia que tudo em volta havia sumido, ou apenas não queria interromper aquele momento. Nos tocávamos e mil sentimentos percorriam nossos corpos, sentimentos bons. Era como se o mau não existisse no mundo, e que o lugar que ele preenchera fora ocupado pelo nosso amor.
     Senti meu corpo colidir com a parede, mas isso não interrompeu aquele momento. Cada vez mais estávamos mais apaixonados, e por pura ironia do destino ou seja o que fosse, o gesso me fez escorregar e cair na cama. Isso também não foi motivo para acabarmos com aquele momento e a cada segundo parecia que precisávamos mais um do outro.
     Greyson me beijava com cuidado e cada movimento também era cauteloso. Ele puxava cuidadosamente meus cabelos e eu dava mordidinhas leves em seus lábios. Nos sentamos, um de frente pro outro e minhas pernas envolviam a cintura dele. Aquele momento, se quisesse, poderia durar para o resto de nossas vidas que eu não me importaria. Na verdade, eu ficaria completa para o resto da minha vida, mas um barulho alto fez nossos lábios serem separados a força e, assim como eu, Greyson dar um pulo para fora da cama.
     - Corre! – Sussurrei para o mesmo que já se pendurava em um galho da árvore que ficava praticamente colada com a minha sacada.
     - Finalmente te achei! Onde você estava? – Minha mãe disparou assim que me viu.
     - Ah... no telhado – disse com um sorriso amarelo e ela fez uma careta.
     - Depois converso com você. Agora se arruma rápido que você já está atrasada – disse e em seguida, virou de costas e saiu em direção à porta.

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     - AMIGAAAAAA! – Jane gritou assim que viu.
     - Acho que sou eu – brinquei olhando para os lados.
     - Tenho uma ótima notícia! Tipo, Ó-TI-MA!
     - A cantina resolveu trocar batata palha por batata frita? – brinquei fazendo minha amiga rir enquanto negava com a cabeça
     - Gregory Benson mudou de escola – ela disse com um sorriso gigante estampado no rosto enquanto acompanhava outro sorriso se formar, mas agora no meu rosto.
     - Sério? – perguntei sem acreditar e ela assentiu.
     - O pai dele veio aqui hoje e armou um barraco na escola. Segundo fontes nada confiáveis, o Greg levou outra suspensão por ter confrontado três alunos e o pai dele veio aqui pessoalmente tirar satisfações com a diretora. Como ela se recusou a tirar a suspensão, o Greg foi transferido.
     - Oi meu amor – alguém me abraçara por trás e só foi necessário virar um pouco a cabeça para que meus lábios tocassem o dele.
     - Grey, tenho uma notícia fodástica – disse e ele deu um meio sorriso. – O Greg foi transferido – completei.
     - Fala pessoas estranhas que vivem comigo – Michael acabara de chegar e foi logo ao encontro de Jane.
     - Mimi, o Greg f...
     - Transferido, eu sei – Michael nos surpreendeu. – TOM CHEGA AÍ! – Ele berrou e em segundos Tom estava cumprimentando todos.
     - Já sabem que o Greg foi transferido? – Tom perguntou e nós rimos da cara que Michael fez.
     - A fofoca corre aqui nessa escola – disse e Jane riu.
     PIIIIIIIII!
     - Sinal, que marravilha! – Michael brincou com o sotaque. – Simbora cambada!
     Caminhamos pela aquela escola enquanto muitos nos olhavam curiosos. Talvez tenha sido por estarmos ausente por algum tempo, ou simplesmente por sermos legais. É, a primeira opção.
     - Todo mundo sentado enquanto entrego os testes – a professora de matemática disse em alto e claro tom de voz enquanto a turma brigava por um lugar cada vez mais no fundo da sala. – EEEI! SENTADOS AGORA! – Berrou e todos olharam assustados para ela. Escolhemos nossos lugares e em instantes a prova enfeitava nossa mesa.
     - Boa sorte! – Sussurrou Michael para Jane que sorriu boba.
     - Acho que a senhorita Collin e o senhor Fox preferem fazer a prova na sala da diretora – indagou a professora e eles se entreolharam confusos.
     - Ah... desculpe – Jane se desculpou e todos voltaram a fazer o teste que, na verdade, parecia mais uma prova pra alguma escola fundada por Eisten.
     Boa sorte para nós.

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     - Aquela sanguessuga da professora quis sugar o nosso cérebro com esse teste – declarou Tom assim que despencamos no chão perto da quadra.
     - Ela não deve ser casada, então passa o tempo bolando planos pra torturar os alunos – Greyson disse e todos riram.
     - Tom, bem que você podia... – Michael foi interrompido.
     - Podia nada! Eu não vou dar em cima da professora! – Retrucou Tom com os olhos arregalados.
     - Mas você é o único solteiro aqui – explicou-se Michael e Tom riu irônico.
     - Obrigado por me lembrar – Tom desviou o olhar para os alunos que corriam na quadra e nós rimos.
     - Mas então, vai ou não rolar a ida pro Brasil? – perguntei animada.
     - Descola a verba que nós vai – Michael disse e Jane o fitou.
     - Você precisa de aulas de português, sério. Namorado meu não pode ficar falando como um pirralho sem cultura do morro fala – Jane disse e todos seguraram o riso.
     - Eu nunca reclamei dos quatro quilos de maquiagem que você passa, então não reclama do meu modo de falar!
     - Ah, então você acha exagerado é?
     - Sim, eu acho e... – Interrompi Michael.
     - Gente, chegou já né? – disse e eles me olharam ofendidos. – Então, vamos ou não? – retomei a pergunta.
     - Por mim vamos até hoje – Greyson brincou e eu dei um selinho nele.
     - Alá! Já começou a pegação – brincou Tom e eu ri entre o beijo descolando meus lábios dos do Greyson.
     - Eu necessito ir – Jane disse.
     - Por mim tudo bem – falou Tom.
     - Se a Janezinha vai, eu vou – Michael disse e nós nos entreolhamos.
     - Vocês não estavam brigando agora mesmo? – Greyson tirou a pergunta da ponta da minha língua.
     - Ah... estávamos? – Jane disse duvidosa e em seguida riu junto com Michael grudando seus lábios.

1 MÊS DEPOIS

     - RÁPIDO JANE, ESTAMOS ATRASADAS! – Gritei para Jane que praticamente rolava escada a baixo com sua mala nem um pouco grande.
     - CALMA FILHA, EU SOU UMA PESSOA, NÃO UM JUMENTO!
     - TOOOOM, CHAMA O MICHAEL QUE O GREYSON JÁ TÁ AQUI FORA! – Gritei novamente e em instantes ouvi um grito que poderia quebrar, além de todos os vidros do mundo, a Camada de Ozônio.
     - MICHAEL, JÁ TÁ BOM DE COMIDA! VAMOS LOGO! – Gritou Tom e em seguida apareceu um Michael cheio de sacolas que continham biscoitos, sanduíches, salgadinhos e latas de refrigerante.
     - Eu tenho pena do seu estômago – indaguei fazendo ele me dar língua.
     Entramos todos em um mesmo táxi, dando, é claro, excesso de passageiros e partimos para o aeroporto.
     Nossos pais se encontravam no táxi atrás do nosso, e assim que chegamos, conseguimos ver lágrima nos olhos deles.
     - Filha, eu já liguei pro seu pai e está tudo certo, mas, por favor, me liga quando chegar – disse minha mãe enquanto me abraçava forte na sala de embarque.
     - Pode deixar mãe – sorri. – Te amo – completei e fui me despedir dos outros.
     Passado vinte minutos de muitas lágrimas, conseguimos entrar finalmente no avião.
     - Eu sento com a (seunome)! – Jane logo avisou dando um pulo em direção a poltrona vazia do meu lado.
     - Ok, nós estamos bem aqui – Michael fez uma cena básica e em seguida sentou entre Greyson e Tom que brigavam por uma revista com palavras cruzadas.
     - PARA VOCÊS DOIS! – Michael gritou e uma senhora de idade, na poltrona a frente de Tom fez o sinal que indica silêncio. – Ah... desculpa.
     - To sem sono – sussurrei para Jane depois de duas horas de voo.
     - Quer conversar?
     - Não, quero plantar milho – fui irônica. – Claro que eu quero conversar.
     - Você, sempre fofa – brincou Jane me fazendo rir.
     - Amiga, você percebeu como a Lauren mudou depois que o Greg saiu da escola?
     - Ah... deveria? – Jane me encarou confusa e eu suspirei.
     - Antes ela chegava toda falsa e meiga pra gente, já agora ela só anda com aquela tal de Victoria.
     - Pelo menos ela parou de armar coisas pra cima de você – Jane disse enquanto folheava uma revista de fofocas.
     - Não acho que ela tenha parado definitivamente. Além do mais, o Greg saiu da nossa escola, não de Los Angeles – disse e ela me encarou com os olhos arregalados.
     - Você acha que eles podem estar se encontrando? – Jane perguntou assustada e eu assenti.
     - Quase certeza – disse e ela encostou a cabeça no meu ombro. – Já volto – sussurrei e me levantei em seguida.
     O corredor entre as poltronas era um pouco estreito, e eu não sei bem se foi ironia do destino ou apenas um acidente, mas eu estava sentada no colo de um garoto que, se me permitem dizer, era realmente lindo.
     - Ah, desculpa – disse sem graça sem ao menos fazer força pra levantar. Parecia que tudo havia parado, congelado ou seja o que fosse, enquanto eu mirava dois grandes olhos verdes que eram familiares. – Cody?
     - (Seunome)! – disse ele com um sorrido imenso no rosto me fazendo dar um pulo. – Você... aqui... Brasil... ã?
     - “Ô digo eu! O que você tá fazendo aqui? – disse abrindo um sorriso gigantesco no meu rosto.
     - Peguei escala – ele disse com os olhos brilhando. – Quem bom te ver outra vez! – sorrindo disse e eu retribui o sorriso.
     - E a Alli? Cadê? – perguntei e ele apontou para a primeira poltrona.
     - Ali – disse e eu caminhei para onde Cody apontara.
     O motivo pelo qual eu não tinha visto os dois eram simples: todos que vieram comigo estavam em uma das últimas cadeiras, e, como o avião era imenso, dificultou reconhecer alguém ali a meio de tantas pessoas andando para lá e pra cá na hora da escala.
     - Parece que você não sentiu minha falta – sussurrei no ouvido de uma menina loira que, ao e encarar, percebi que não era Alli. – Ah, desculpa disse em graça e esbarrei em algo logo atrás.
     - NÃO ACREDITO! – a pessoa gritou e eu reconheci ser Alli. – SUA IDIOTA, COMO ASSIM VOCÊ AQUI? AI BARANGA, QUE SAUDADES! – a mesma me abraçou com tal força que meu fígado poderia ser posto pra fora naquele instante.
     - Também amiga – a abracei novamente. – Mas me conta, estão indo para o Brasil? – perguntei animada e ela me encarou.
     - Não, vamos ser arremessados no mar – ela foi irônica me fazendo rir. – Que estado você tá indo? Ah, e você tá com quem?
     - Michael, Jane, Tom e Greyson. Vamos pro Rio de Janeiro – disse e vi seus olhos brilharem como nunca.
     - CARALHO! – ela berrou e todos a encararam. – Que foi? Nunca viram uma pessoa falar caralho não? – ela disse em alto e claro tom fazendo todos se entreolharem. – Gente doida – ela sussurrou e eu ri.
     - Então você e seu irmão vão para o Rio também?
     - Vamos passar o feriado lá. Disseram que é a melhor festa do mund...
     - ALLI! – Michael gritou e ela pulou em cima dele fazendo Jane a encarar feio assim que se desvencilhou de Michael.
     - JANE! QUE SAUDADES! – Alli a abraçou forte a fazendo soltar um grande sorriso.
     - ALLI! – Cody gritou de braços abertos fazendo todos rirem.
     - Palhaço – ela disse e, no mesmo instante, recebeu um abraço inesperado de alguém que a cutucara. – PORRA TONTOM, QUE SUSTO! – Ela gritou e novamente todos a encararam.
     - Ok, então vou voltar lá pra trás – ele fez cena e ela a abraçou sorrindo.
     - Que saudades que eu tava de vocês! – Alli disse e ouvimos um pigarro.
     - Vocês poderiam se sentar, por favor? Estão tumultuando - uma senhora de cabelos grisalhos disse e a reconhecemos como aeromoça.
     - Dá não tia – Alli foi irônica e todos seguraram a risada enquanto iam em direção as cadeiras onde eu me encontrava a minutos atrás.
     - Liga não, ele só dorme – disse assim que percebi que Alli encarava Greyson praticamente desmaiado na poltrona.
     - GREYSON! – ela gritou, mas nada aconteceu. – ISSO É UM ASSALTO, MÃOS PARA O ALTO! – Tentou novamente e nada. – CARAMBA, É O VOCALISTA DO COLDPLAY? – ela gritou novamente e Greyson deu um pulo.
     - O Q... ALLI SUA... SUA... QUE SAUDADES! – ele a abraçou a fazendo rir.
     - Fala rodapé de formiga – Cody cumprimentou Greyson que deu um tapa um pouco forte demais nas costas do amigo.
     - O que vocês tão fazendo aqui? – Greyson perguntou.
     Sentamo-nos nas poucas poltronas disponíveis que havia ali e com muito entusiasmo explicamos o que era preciso explicar e combinamos planos futuros para enfim nosso carnaval ser incrível.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Capítulo 16

Cap. 16 Together

     Enfim, depois de uma viagem turbulenta de horas havíamos chegado ao nosso destino chamado Los Angeles.
     A viagem em si não fora tão cansativa. Passei o caminho todo ao lado de Greyson e minha mãe, dormindo é claro. Os lugares a nossa frente foram ocupado por Jane, Michael e Tom, enquanto Lisa e Scott se encontravam na primeira fileira. Infelizmente Brad e Jones foram em outro voo, já que o destino deles era Nova York e foi pura coincidência os mesmos terem vindo à Austrália com nós.
     O primeiro passo na terra onde tudo começou, literalmente. Nessa terra começou umas das mais verdadeiras amizades e nela também se iniciou um namoro que é capaz de enfrentar todas as barreiras e pessoas, mais precisamente Lauren e Greg.
     - QUE CALOR! – Foi a primeira frase dita por algum de nós quando saímos do aeroporto.
     - Pior que eu não aguento mais ver praia na minha frente Jane. – Disse a fazendo rir.
     - O que vocês vão fazer hoje? – Michael perguntou e todos o fitaram.
     - Cara, acabamos de voltar de viagem. O que mais queremos é dormir. – Tom disse impaciente e Michael bufou.
     - E você Janezinha? - Michael a abraçou por trás.
     - Sai pra lá que eu não quero papo com você! – Indagou Jane fazendo todos se entreolharem confusos.
     - Ah Janezinha, me desculpa, mas eu estava com fome!
     - Mas eu sou sua namorada! Você devia pensar no meu bem estar.
     - Você quer que um sanduíche agora? Eu compro até trinta pra você! – Michael insistiu indo atrás dela que apressava o passo em direção o ponto de táxi.
     - Hum... não sei. – Ela fez charme e eu segurei o riso.
     - Sanduíche do Joe’s Burguer. – Michael cantarolou e ela deu um gritinho que ultrapassou toda a escala que existe sobre vozes agudas.
     - Ok, mas vamos agora! – Ela o puxou enquanto dava o sinal para o táxi.

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     - PERA PORRA! DEIXA EU SAIR PRIMEIRO! – Jane deu uma de Alli enquanto era arremessada para fora do carro. Sim, caro leitor, você leu certo, é “arremessada” mesmo. O que aconteceu foi o seguinte: Os adultos foram para casa em um táxi e o resto do pessoal ficou esperando outro. Só que, depois de meia hora waiting outside the lines por um táxi, decidimos apertar e ir em um mesmo. O único problema é que já éramos cinco, e ainda inventamos de dividir o táxi com mais um nerd que estava aparentemente sozinho no ponto. Mas para tudo dá-se um jeito, então enfiamos o nerd no banco da frente enquanto Michael estava sentado no colo de Tom, Jane no de Greyson e eu no banco já que meu estado físico não era um dos melhores.
     - AAAAI! OLHA MINHA PERNA! – Gritei.
     - EEEEEI! OLHA A PERNA DA MINHA NAMORADA! – Greyson gritou me fazendo rir.
     - TOM MEU QUERIDO, DARIA PRA TIRAR A MÃO DAS MINHAS PARTES ÍNTIMAS? – Michael gritou fazendo Tom me olhar assustado.
     - SE VOCÊ TIRASSE ESSE TAMBOR QUE VOCÊ CHAMA DE BUNDA DA MINHA CARA ADIANTARIA MUITO! – Tom retrucou e pude perceber o nerd nos olhando admirado.
     - AAAAAAAAA! MICHAEL SAI LOGO DESSE CARRO! – Greyson gritou e Michael foi definitivamente jogado para fora. Conseguimos sair, rachamos o táxi com o nerd que seguiu viagem por mais duas quadras.
     - Eu necessito de comida. – Michael declarou assim que pisamos dentro no Joe’s Burguer, o lugar que parecia mais um açougue e que havia o hambúrguer mais gorduroso da América do Norte, Central e acho que a do Sul também.
     - Quando você não precisa de comida? – Tom retrucou.
     - Quando eu te perguntei isso? – Michael ironizou.
     - Quando você aprendeu a dar fora? – Greyson perguntou e eu ri.
     - Quando vocês vão pedir os sanduíches? – Jane perguntou impaciente nos fazendo dar conta que já havia chegado nossa vez de ser atendidos.
     - Eu quero um cheese burguer, uma batata e um refrigerante de 800 ml. – Jane disse com naturalidade.
     - Ei quero o mesmo que dela, mas acrescenta mais uma batata, três sanduíches e um Sunday. – Michael disse fazendo o rapaz que estava nos atendendo o encarar.
     - Só um Sunday, por favor. – Pediu Tom.
     - Quer o que amor? – Greyson me perguntou.
     - Uma batata pequena e qualquer coisa menos refrigerante.
     - Duas batatas e duas águas. – Greyson pediu e pagou.
     - Eu vi como você olhou pra ele. – Michael implicou e Jane riu irônica.
     - Atá desculpa pai! – Jane disse batendo o pé e Michael bufou indo atrás dela.
     - Esses dois precisam se casar o mais rápido possível! – Sussurrei para Greyson que riu. O pior foi a cena seguinte, pois antes que pudéssemos nos sentar os dois já estavam se beijando.
     - Concordo com você. – Greyson disse enquanto nos sentávamos.
     - O que vocês acham de passar o carnaval no Brasil? – Perguntei animada e todos me olharam confusos. – Aquela comemoração onde as pessoas se fantasiam, sambam, assistem as escolas de samba... – Fui interrompida por vários “aaaaé!”.
     - Adoraria. Sempre quis festejar carnaval! Dizem que é a festa mais animada do mundo! – Jane disse animada.
     - Por mim tudo bem. – Tom declarou.
     - Lá tem muitos caras? – Michael perguntou e uma resposta rápida passou pela minha cabeça.
     - Sim e todos são musculosos, ficam sem camisa e muitas vezes, saem beijando todas as mulheres que ficam nos blocos de carnaval. – Disse e, assim como Michael, Greyson arregalou os olhos. – Calma gente, to brincando! – Disse e eles suspiraram. Fiz a famosa comunicação pelo olhar com Jane que percebeu que aquilo era verdade.
     - Então, sim ou não? – Fiz novamente a pergunta.
     - Sim. – Disseram em coro e eu vibrei.
     - Mas que adulto responsável vai tomar conta de nós? – Michael perguntou e todos se entreolharam confusos.
     - Tá, quem é você e o que fez com o Michael? – Perguntei o fazendo rir.
     - Ué gente. Jamais meus pais me deixariam viajar sem algum adulto por perto.
     - Mas você não disse que seu pai não liga pra família? – Greyson perguntou e eu ri.
     - Sim, mas minha mãe sim.
     - Bom... nesse caso eu vou ser a mãe de todos vocês.
     - Tsc, tsc, tão nova. – Jane brincou e eu ri.
     - Se você é a mãe então esse protozoário branco é nosso pai? – Michael perguntou fazendo todos rirem.
     - Mais respeito com o seu pai moleque! – Greyson engrossou a voz.
     - Então eu sou irmão dessa coisa chamada Michael? – Tom perguntou enquanto mastigava a colher do Sunday. É, não basta comer só o sorvete, tem que mutilar a pobre da colher.
     - Exato. – Respondi e ele suspirou.
     - Mas aonde vamos nos hospedar? – Greyson perguntou.
     - Na casa do meu pai ué.
     - E em que estado do Brasil seu pai mora? – Tom perguntou.
     - Rio de Janeiro. – Disse e Jane abriu um sorriso enorme.
     - Dizem que lá é muito bonito.
     - Se é. Durante o tempo que passarmos lá, levarei vocês para conhecer o Cristo, o Pão-de-açúcar e uma praia de verdade. Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca esperam por nós.
     - Nomes bizarros. – Michael disse e eu ri. – Mas mãe, qual o nosso sobrenome?
     - Como assim? – Li a mente de todos ali.
     - Ué, somos uma família! Qual o nosso sobrenome? – Ele disse fazendo uma careta óbvia e eu encarei Greyson.
     - Seu filho está em crise. – Brinquei e Greyson riu.
     - Que tal Covalski? Sempre quis mudar meu sobrenome pra esse, mas ficaram me chamando de maluca. – Jane disse e todos seguraram o riso.
     - Nem sei o porque. – Tom foi irônico e ela o fitou.
     - Eu gosto de Covalski. – Declarei e outros concordaram comigo.
     - Então vai ser Covalski. – Greyson completou e em seguida beijou minha testa.
     - Jane, bora no banheiro comigo. – Disse me levantando e ela bufou.
     - Por que você se nega a me chamar de filha? Quer me deserdar é? Isso é só porque eu fui pra praia e to preta! – Ela fez cena e todos riram.
     - Tu tá andando muito com o Mimi, cuidado! – Tom disse e ela soltou uma risada escandalosa.
     - BORA FILHA! – Berrei para que ela pegasse fôlego e todos em volta me encararam.
     - Que foi? Tenho mais dois filhos. – Disse e eles continuaram me olhando estranho.
     - XÁELESMÃE! – Jane juntou as palavras me fazendo rir.
     - Que tal se fingirmos que não conhecemos elas? – Ouvi a voz de Tom e me virei.
     - Tom meu filho, tá de castigo! Mô, tira a mesada dele! – Brinquei e Tom fingiu um choro falso.
     - Minha querida, é verdade que eles são seus filhos? – Uma velhinha me cutucou e eu segurei o riso.
     - Sim e aquele é meu marido. – Apontei pra Greyson. – Descobri que estava grávida depois da faculdade. Eles são trigêmeos idênticos, não acha? – Fingi e a velhinha me olhou incrédula.
     - Assim... – Ela disse se afastando de mim enquanto olhava dos meninos da mesa para mim e Jane.
     - Mãe, você não presta! – Jane disse e nós fomos rindo iguais duas jovens que riem até o banheiro de uma lanchonete.
     É caro leitor, não tente intender essa última frase.

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[PÕE PRA CARREGAR:  http://letras.terra.com.br/demi-lovato/1963613/traducao.html ]

     - Ah, já vão? – Fiz uma carinha triste enquanto os outros se levantavam rumo à porta.
     - Amanhã tem aula, matéria atrasada pra pegar... – Jane disse e eu suspirei.
     - Então até amanhã povo. – Despedi-me.
     - Até mais tarde. – Greyson, que fora o último a sair, disse e em seguida fechou a porta.
     - Mais tarde? – Perguntei para mim mesma e subi para o quarto.
     Depois de uma longa viagem e um dia inteiro andando por aí, eu tinha quase obrigação de estar cansado, mas o pior é que eu não estava. Andei para um lado e para outro, o que não durou muito, pois o gesso começou a incomodar depois de minutos. Então olhei minha mala no canto perto da porta e levantei-me ao seu encontro. Abri e a primeira coisa que vi foi o presente que Greyson me dera. “Será isso o que ele encomendara?”, “ mas ele disse que ia buscar a encomenda, e o porta retrato estava na loja...” refleti.
     Toc, toc.
     - Boa noite. – Minha mãe desejou-me e logo entrou no meu quarto enquanto mirava o porta retrato em minhas mãos. – O que é?
     - Greyson me deu de presente. – Disse a entregando.
     - Ele realmente é um homem. Só Deus sabe como esse garoto sofreu enquanto você estava em coma. – Ela disse e eu dei um meio sorriso. – Gosto quando você sorri. Me sinto bem. – A abracei.
     - Obrigado por tudo mãe. – Agradeci e ela sorriu.
     - É bom ter você de volta. – Ela disse e em seguida saiu.
     Continuei a fitar aquela imagem que estava estampada na tela e, depois de pouco tempo comecei a perceber as coisas que apareciam no fundo da foto. Como um pedaço da fonte, um tênis e, lá longe, um menino loiro. Olhei mais de perto e para minha surpresa percebi que era Cody. Peguei o celular e em poucos segundos, uma voz feminina que eu reconhecia bem atendeu.

LIGAÇÃO ON

     - Alô.
     - Alli? – Disse o óbvio.
     - (Seunome)! AAAH, QUE SAUDADES! – O tom de voz aumentou. Eu deveria estar acostumada com isso, mas acabei levando um susto.
     - Também, muitas mesmo! Mas como estão as coisas por aí? – Perguntei esperando por uma reposta positiva.
     - Ah amiga... mais ou menos sabe? Eu estou triste por não ter mais vocês aqui, mas o Cody está muito pior. Ele fica trancado no quarto o dia todo e nem sempre sai pra comer! Não quer receber visitas e a única vez que consegui entrar no quarto foi quando meus pais ligaram e quiseram falar com ele. Nem a Savannah ele quer receber! – Ela disse e eu senti um nó se formar em minha garganta. É claro que aquilo tudo que estava acontecendo era culpa minha, afinal, segundo o próprio Cody, ele me amava e é sempre muito ruim perder alguém que ama, ou até mesmo se distanciar dela.
     - Será que eu posso falar com ele? – Perguntei e Alli suspirou.
     - Vou tentar, mas não prometo nada. – Ela disse e em seguida ouvi passos. Um barulho alto fez eco e percebi que aquilo era uma batida na porta, e pelo que parecia, era bem alta. “CODY! A (seunome) NO TELEFONE!” Ouvi, e em questão de milésimos, a porta se abriu.
     - Alô, (seunome). – Ouvi a voz de qualquer pessoa, menos a do Cody.
     - Cody?  Não pode ser você! Que voz é essa, menino?
     - To meio rouco. – Ele se explicou.
     - A Alli disse que você anda meio triste. O que houve?
     - Você sabe o que é. – Ele disse e uma certeza incontrolável se espalhou pelo meu corpo.
     - Sinto muito.
     - Não precisa. Você não tem culpa de nada disso. O único culpado sou eu.
     - Não Cody, não pensa assim! Você não tem culpa também... – Fui interrompida.
     - (Seunome), eu sei o que eu fiz e também sei o significado a palavra culpa. Eu sou culpado por me apaixonar por você, e eu deveria ter aceitado o fato de você morar tão longe e gostar de outro, mas a culpa é toda minha por ser tão idiota ao ponto de pensar que qualquer dia você apareceria na porta da minha casa dizendo que terminou com o Greyson. – Ele disse com a voz tremula.
     - Ninguém manda no próprio coração Cody. E olha... eu não sei como te ajudar numa hora dessas... Pensei que eu era boa em dar conselhos, mas acho que me antecipei demais dizendo isso. – Disse. – Espero que você vire o antigo Cody que eu conheci dia 29 de dezembro. – O fiz soltar um meio sorriso. – Ah, e lembre-se da Savannah. Ela deve estar bem abatida também. – Disse e não tive resposta. – Manda um beijo pra Alli, outro pra você e até qualquer dia. – Desliguei com lágrimas nos olhos.

LIGAÇÃO OFF

     Andei até a sacada e observei a rua deserta.
     Uma brisa fresca moveu meus cabelos me fazendo lembrar tudo que eu havia passado até ali. Valeu a pena? Sem dúvidas. Mas será que valeria a pena continuar longe de alguns dos meus amigos, enquanto um deles sofre por mim? Não tenho uma resposta exata, mas sei que o controle não estava mais em minhas mãos. Agora ele se encontra em lugar dentro de mim, tal lugar que o protege como uma mãe protegeria seu filho. Ele se encontrava no coração.
     Olhei pela última vez aquela paisagem urbana e encostei a porta, sem trancá-la, como de costume. Deitei-me na cama e abracei o presente que Greyson havia me dado, como se ele fosse o próprio Greyson. O que eu mais precisava ali era aquilo, um abraço de quem amo e que tenho absoluta certeza que estava feliz por me ter por perto. Ou será que meus pensamentos estavam errados? Enigmas, enigmas e enigmas que, pelo menos há essa hora, eu não tinha a menor vontade de desvendar. Afundei a cabeça no travesseiro e o porta retrato continuava em contato com o meu corpo. Adormeci.
     Uma sensação estranha vinha de algum lugar fora dos meus sonhos. Parecia que alguém me observava e já incomodada com isso, abri meus olhos lentamente dando de cara com dois grandes olhos castanhos acompanhados por sardas logo abaixo.
     - Greyson? – Berrei e ele tampou minha boca fazendo o sinal que indica silêncio.
     - Eu quero te dar uma coisa. – Ele sussurrou destampando minha boca e colocando a mesma mão no bolso. Ouvimos alguns barulhos de passos e nos entreolhamos.
     - RÁPIDO! SE ESCONDE! – Sussurrei enquanto ele olhava de um lado para outro. Ouvimos um baque na porta e, em menos de um segundo, Greyson se equilibrava na calha enquanto se segurava na porta da sacada, do lado de fora.
     - Filha aconteceu algo? Ouvi você gritando. – Minha mãe disse acendendo a luz.
     - Eu gritei? – Perguntei sem graça e ela fez uma careta.
     - Aham. Gritou “Greyson”. – Ela disse e meu rosto não pode fazer outra coisa a não ser ficar rosa. – Você anda sonhando com esse garoto? – Ela disse com um sorriso malicioso na boca e eu arregalei os olhos.
     - Você deve tá ouvindo coisas mãe. – Sorri sem graça e ela assentiu.
     - (Seunome), quantas vezes te disse para fechar essa porta? A Califórnia é perigosa, assim como o Brasil. – Ela disse enquanto ia em direção à sacada. Arregalei os olhos e vi Greyson assustado se desiquilibrando a cada milímetro que minha mãe movia a porta de vidro.
     - Ah, mãe, deixa que eu fecho! – Disse saltando para sua frente.
     - Por quê? – Ela perguntou incrédula e eu soltei um sorriso amarelo.
     - Ah... porque está tarde e você tem que dormir. – Disse e ela me olhou torto.
     - Tem algo que eu deveria saber? – Ela perguntou se inclinando para fora enquanto olhava em volta. Engoli a seco e ela me encarou.
     - O que seria? O que viria a ser? – Disse para quebrar o clima e ela me olhou confusa.
     - Não há nada. – Ela disse e em seguida fechou as duas portas de vidro. Fiquei aliviada, até me lembrar de que neste momento Greyson poderia estar espatifado na grama do quintal. – Boa noite querida. – Ela beijou minha testa, apagou as luzes e seguiu para seu quarto. Corri e abri as duas portas enquanto procurava um garoto branco que devia estar sangrando e sem quatro dentes há essa hora.
     - Greyson? Greyson! – Disse alto o suficiente para ele me ouvir e baixo o bastante para minha mãe não voltar preocupada. [DÊ PLAY COISA LINDA]
     - Psiu! – Ouvi vindo de algum lugar acima e me deparei com um sorriso gigante de um garoto nem um pouco lindo assim que olhei para cima. – Vem?
     - Maluco. – Sussurrei sorrindo. Pisei na calha e vi uma mão erguida a minha frente. Segurei-a e fui puxada para cima, me deparando com uma paisagem espetacular de um conjunto de casas, carros e poluição. – Bela vista. – Brinquei o fazendo rir.
     - Temos a lua. – Ele disse e eu encarei o céu que estava coberto por nuvens e nenhuma lua. – Temos um ao outro. – Ele disse assim que percebeu o céu escuro. Sorri.

Why be afraid
(Por que ter medo)
To make an honest mistake
(De cometer um erro honesto?)
If you acknowledge the pain
(Se você reconhece a dor)
And you wanna change
(E você quer mudar)
You can get through anything
(Você pode conseguir de qualquer forma)

     - Então... o que você ia me dar? – Perguntei e ele sorriu.
     - Isso. – Ele abriu uma caixinha azul em veludo que guardava uma aliança prata. Ele pegou minha mão e há essa hora meus olhos já estavam cheios de lágrimas. Senti o toque daquela prata fria e estiquei o braço para ver como ficara. – Essa era a encomenda. – Ele disse e eu deixei algumas lágrimas escapulirem. – Olha dentro dela. – Completou e eu o encarei. Fiz o que o mesmo pediu e me deparei com “para sempre” escrito na parte interna.
     - Qu... – Fui interrompida.
     - Agora olha a minha. – Ele disse tirando uma cópia exata do seu quarto dedo. Peguei-a e li “de sempre” escrita também na parte interna. Ele as juntos colocando perto o bastante para que eu pudesse ler a frase que iria me fazer ficar mais emocionada do que nunca. “De sempre para sempre”, era ela.
     - Que lindo. – Disse secando as lágrimas de felicidade que escorriam rosto abaixo.
     - Igual a você. – Ele disse e eu ri.
     - Você é incrível sabia?
     - Sabia. – Ele respondeu e eu dei um tapinha de leve nele.
     - Palhaço. – Disse o fazendo rir junto comigo.
     - Sabe (seunome), durante todo o tempo que estivemos juntos, o meu maior medo era te perder, mas se eu estou com quem confio, pra que temer?
     - Eu nunca tive medo. Confio demais nas pessoas, por isso acabo me machucando sempre no final. – Mirei uma telha quebrada.
     - Não dessa vez. Vou mudar isso. – Ele disse e o encarei. – Vou te fazer feliz até o último segundo da sua vida, como amigo, namorado, marido, amante e herói. – Disse me fazendo rir.
     - Vai acabar muito rápido. Que tal você continuar me fazendo feliz depois da morte também? – Perguntei e ele sorriu mirando o céu nublado.
     - Se for possível, farei. – Ele segurou minha mão que continha a aliança. – Isso é uma promessa. – Sorri e desviei meu olhar para nossas mãos que permaneciam unidas, como nossos corações.

Do you remember at all
(Você se lembra de tudo?)
People walking hand in hand
(Pessoas andando de mãos dadas)
Can we feel that love again
(Nós podemos sentir esse amor de novo?)
Can you imagine it all
(Você pode imaginar isso tudo?)
If we all could get along
(Se todos nós pudéssemos nos dar bem)
Then we all could sing this song together
(Então todos poderíamos cantar essa música juntos)

     Deitei minha cabeça em seu ombro e senti alguns pingos de chuva no meu rosto. Depois de segundos estávamos encharcados, nos aquecendo um nos braços dos outros enquanto contemplávamos a vista mais bonita de Los Angeles: o nosso amor.
     - Meu gesso está se desfazendo. – Disse rindo de mim mesma.
     - Pelo menos você está comigo. – Greyson brincou.
     - Pouco orgulhoso você. – Disse e ele riu. – Amo quando você rir por minha causa. Eu me sinto... completa.
     - Então você terá uma vida repleta de felicidade, pois o motivo pelo qual eu sorrio é e sempre será você. – Ele disse me envolvendo.

And when they talk about us
(E eles até podem falar de nós)
They gon' never stop us
(Mas eles nunca vão nos parar)

     - E se um dia você ficar sem mim? – Perguntei por impulso e ele me olhou sério.
     - Eu morreria. – Sussurrou e me abraçou forte.
     - Que bom que eu sempre vou estar com você. – Disse e ele riu.
     - Como você sabe? – Ele perguntou e eu encarei a chuva que batia com força nas telhas.
     - É só juntar nossas alianças. – Disse separando nossas mãos que ainda estavam unidas. – E eu prometi que duraria enquanto fossemos felizes. Se eu sou o motivo da sua felicidade e você o da minha, durará para sempre, não acha? – Perguntei e ele sorriu novamente assim que beijou minha testa.
     - Eu te amo. – Ele sussurrou no meu ouvido deitando nas telhas. Confortei-me em seus braços aproveitando todo o seu calor.
     Ele me abraçava forte como se eu fosse seu escudo. Talvez eu fosse assim como ele era o meu. Juntos, éramos como um campo limitado para sentimentos ruins. Dentro dessa força misteriosa, havia apenas dois jovens que sonhavam com um futuro junto enquanto o destino os reservava grandes emoções. Dois jovens que acreditavam primeiramente na felicidade e depois vinham os problemas. Crianças que gostavam de brincar, mas se transformavam em reis e rainhas a cada beijo. Adultos cansados de levar uma vida monótona e ainda esperavam a hora do intervalo, quando poderiam se ver, se tocar. Apenas dois jovens que ainda tinham muito que viver e aprender, mas jamais desistir do amor.



HEY SEDUCTIONS, GOSTARAM? COMENTEM DIZENDO SE MELHOROU, PIOROU OU SE FICOU A MESMA COISA DE SEMPRE. BJ DA MI.

ELE CONTINUA!

     Heeey everyone! 
     Não vou fazer suspense porque o título já diz que o imagine vai continuar, então eu só queria agradecer para vocês que votaram! Recebi 34 votos e eu imaginei que iria ser no máximo 20! Obrigado mesmo, de coração.
     Conto com a paciência de vocês devido o pouco tempo que tenho e espero que a continuação venha melhor do que os capítulos anteriores.

BEIJOS DA MI <3

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

PERSONAGENS E CONTAGEM REGRESSIVA!

   Heeeeeey meu amores, quero lembrar-lhes que os senhores, senhoras, rapazes, moças, cães, gatos, papagaios, golfinhos e bodes têm dois dias e algumas horas para votar aqui do lado! 


     Gente, finalizando ou não esse imagine, vou colocar aqui fotos dos personagens principais e os antagonistas da minha cabeça, lembrando-lhes que vocês podem imaginá-los de outra forma.  


Jane Collin, sua melhor amiga, imaginei como a atriz Bridgit Mendler de Boa Sorte, Charlie.

 Thomas David (Tom), seu melhor amigo há oito anos, imaginei como o meu lindo, perfeito e maravilhoso Daniel Radcliffe, que interpretou o bruxo mais conhecido do mundo, Harry Potter.


 
 Michael Fox, seu amigo e namorado de Jane, na minha cabeça é como o ator Seann Flynn na época de Zoey 101, série que eu nunca gostei e só assistia por ele. 

 Cody Simpson, irmão de Alli, na minha mente é o próprio.

 Allison Simpson (Alli), irmã de Cody, para mim é como a mesma.

Savannah Pocket, sua amiga, na aparência é como a Madison Pettis na minha imaginação.  

Gregory Benson, amigo de Lauren, é ninguém mais, ninguém menos do que o nem um pouco lindo Zayn Malik da One Direction, na aparência, é claro.


Jones Curts, novaiorquino amigo de todos, na minha mente é o maravilhoso Rupert MEU Grint. Brad, irmão mais novo de Jones por alguns meses, é a cópia exata de Rupert, só que seus olhos ao invés de verdes são castanhos.


PS.: Acho falta de respeito colocar aqui a foto da Lauren, pois não sabemos o que realmente houve entre Greyson e ela na vida real, então imaginem ela da forma que quiserem, assim como a Alexa e Tanner (irmãos do Grey), Lisa e Scott (pais do Grey), Jack (apareceu no capítulo 7) e outros que não citei.


Espero que esse post os ajudem a imaginar se forem reler a história ou se ela continuar. Não se esqueçam de votar e um beijo enchancers! =)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

AVISO NEM UM POUCO IMPORTANTE!

Enchancers, Greysonators e companhia,
     estou aqui para dizer que o imagine está ficando bipolar. Eu não estou brincando .-. mentiratôsim!
     Amores, eu, autora, como vocês sabem, não tenho tanto tempo tempo pra escrever os capítulos, mas sempre arranjei um pouco já que estava de férias. É, você leu certo, ESTAVA, não estou mais. Minhas aulas começam agora, dia 13, e além da escola ainda tenho: ballet, jazz, sapateado, street dance, dança livre, teatro, curso de inglês, coral e aulas de piano, ou seja, tempo = zero. Maaas, eu sei que tem gente que lê o que eu escrevo e também sei que, mesmo reclamando todos os dias da minha humilde vida enquanto escrevo o imagine, reclamarei muito mais se não estiver escrevendo, então proponho à vocês votarem na enquete aqui do lado direito (esse é o momento em que você olha pra que lado tem a cicatriz da vacina ou se lembra com que mão você escreve).
     Como a enquete mostra, eu até posso continuar com essa budega aqui, mas postarei poucas vezes na semana, e até quem sabe, um vez por semana, porém, continuarei com essa mesma história, caso contrário ponho um fim nela agorinha. Mas como tudo existe um "mas" ou "porém", você também pode votar na segunda opção que significa que eu só postarei nas férias, mas aí eu coloco a cabeça pra funcionar e faço uma nova história. O que acham? Não me diz, hunf! ~muahaha~ é só votar aqui do lado, e daqui a oito dias vocês, assim como eu, saberão a resposta. O DESTINO DO IMAGINE ESTÁ EM SUAS MÃOS! nemumpoucodramático.

UM IMENSO BEIJO DA AUTORA, CHATA DA MI, BODE DO NILO OU QUALQUER COISA DO GÊNERO. AMO VOCÊS ENCHANCERS =)

Continuação do capítulo 15

Mas diante de toda a tristeza daquela despedida, eu sabia que ela ficaria bem e que um novo começo pra minha vida começaria, ali, assim que eu colocasse um pé pra fora do hospital.

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     - Ai, é tão bom respirar o ar quente da Austrália. – Declarei após chegar em casa.
     - Cody, temos que ir pegar a encomenda. – Greyson disse entre os dentes e Cody assentiu.
     - Que encomenda? – Perguntei e Greyson riu sem graça, assim como Cody, e logo depois saíram batendo a porta forte.
     - Vocês sabem que encomenda é essa? – Perguntei pra Alli e Jane que me olhavam confusa. Elas negaram e eu suspirei.
     - Gente, vamos comemorar a chegada da (seunome)! – Brad vibrou e nós rimos.
     - Vamos comemorar mais tarde, porque agora eu quero conversar em particular com as minhas amigas. – Disse e em seguida saí puxando as duas para o segundo andar.  - Gente, onde tá a Savannah? – Perguntei assim que acabei de contar tudo que acontecera na noite em que Greyson ficou de acompanhante.
     - Não sei, não vi ela desde ontem, mas continua a história menina! – Jane disse ansiosa e eu ri.
     - Foi só isso. – Disse envergonhada e elas riram.
     - Você diz só? Menina, vocês dois se combinam muito cara! – Alli declarou.
     - Concordo, mas você quer que aconteça hoje à noite? – Jane perguntou dando pulinhos na cama e eu ri.
     - Eu não posso. Olha só pra mim! Braço e perna enfaixados. Só houve aquilo porque o Greyson foi tão cuidadoso... e não se prolongou porque a Vilma apareceu. Mas de qualquer forma, não dava pra ir mais longe do que aquilo. – Disse e elas se entreolharam.
     - Talvez não role, mas podemos fazer com que o Greyson fique louco atrás de você. – Alli disse dando um sorrisinho malicioso.
     - Mas acho que não é necessário e... – Jane me interrompeu.
     - Trouxe um vestido lindo que vai fazer com que ele fique louco assim que te ver! – Ela disse se levantando para pegar o tal vestido, mas a puxei de volta.
     - Gente, eu quero que essa noite seja especial pra todos! Não só pra mim. E também é o último dia que vou passar com você, Cody e Savannah, então queria que fosse algo para todos sabe? – Disse e elas assentiram com um meio sorriso. Vi lágrimas se formarem nos olhos de Alli e eu ri. – Ah, amiga, não fica assim não! – Disse a abraçando e fazendo com que a mesma apoiasse a cabeça no meu ombro.
     - Eu vou sentir tanta a sua falta! E a da Jane! E a do Tom! E a do Greyson... – Ela foi dizendo o nome de todos e eu ri.
     - Calma Alli! Nós vamos nos ver outras vezes! Não é um adeus. – Disse e ela sorriu enquanto secava algumas lágrimas. – Mas então, o que vamos fazer agora? – Disse tentando animar as duas que pareciam duas defuntas em seus próprios velórios.

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     - Greyson, você tem certeza que eles não ficaram chateados por sairmos só nós dois? – Perguntei enquanto andava de mãos dadas por uma praça com Greyson.
     - Claro que não meu amor. Eles foram aproveitar a praia, e já que você não pode por causa do gesso, vamos aproveitar a cidade. Vou te levar pra conhecer, na minha opinião, os lugares mais bonitos da Austrália. – Ele disse me dando um beijo na cabeça.
     - Mas hein, que encomenda você foi buscar hoje com o Cody? – Perguntei o fazendo rir.
     - Segredo. – Ele disse no pé do meu ouvido me fazendo rir, junto dele. – Ah, agora olha pra mim! – Greyson ordenou e antes que eu pudesse perguntar “o que?” ele tirou uma foto minha.
     - Eu devo ter saído maravilhosa! – Fui irônica e o mesmo riu. Ele juntos nossas cabeças erguendo o braço que sustentava sua câmera profissional da Cannon, e em seguida o flash disparou. – Deixa eu ver. – Disse erguendo o braço, mas ele distanciou a câmera de mim enquanto exibia um grande sorriso.
     - Primeiro você me espera aqui! – Ele disse e em seguida saiu correndo em direção a uma loja que parecia mais um bazar. – NÃO SAI DAÍ! – Ele virou-se novamente para mim, e em seguida, entrou no bazar. Mirei um banco que enfeitava aquela praça imensa e me sentei ali, até que fui surpreendida por um menino loiro com grandes pérolas verdes.
     - Cody? – Disse o óbvio.
     - Olha (seunome), eu tenho pouco tempo pra falar isso e nem sei se devia dizer, mas eu não aguento mais guardar pra mim. – Ele disse enquanto me mirava nos olhos, e aquilo com certeza não era algo muito bom. – Eu estou completamente apaixonado por você. – Completou e pareceu que uma bomba acabara de estourar dentro do meu estômago.
     - C-como assim? E a Savannah? – Perguntei ainda muito espantada. Na real? Eu tenho quase certeza que ficaria espantada pelo resto da minha vida!
     - Eu também pensei que estava apaixonado por ela, mas depois do que rolou entre a gente, e me vi longe de você por dias enquanto você estava em coma... eu só deduzi que eu sentia algo muito forte por você, e meu coração respondeu com um sim. – Ele disse e seus olhos já estavam levemente vermelhos, assim como os meus.
     - Mas Cody... O Grey... – Fui interrompida.
     - Eu não vim aqui pedir pra você terminar com ele. Muito menos pedir pra você namorar comigo! Eu só quero que você saiba quais são meus reais sentimentos, e não ligo se receber não, só quero que você saiba que estou aqui, sempre. – Ele disse e antes de se levantar, secou uma única lágrima que escapuliu.
     Fitei o chão enquanto as poucas palavras que Cody acabara de me dizer percorriam não só meu cérebro, mas meu coração. Foi uma conversa rápida, mas o impacto que ela causou abalou toda a minha estrutura. Como eu iria voltar a olhá-lo sem me sentir culpada? Como eu beijaria Greyson sem que o mesmo não soubesse? A resposta eu não fazia ideia, mas o que eu teria que fazer naquele segundo era secar as lágrimas e parecer o mais contente possível. O porque? Tinha dois. Primeiro: Não queria deixar Greyson preocupado. Segundo: O mesmo estava saindo da loja e vindo em minha direção.
     - Aqui est... o que houve? – Greyson perguntou se sentando ao meu lado.
     - Nada amor, mas hein, o que você trouxe? – Tentei mudar o assunto.
     - Um presente. Abre. – Ele disse me entregando um embrulho enquanto estampava um sorriso gigante. Abri com delicadeza o embrulho, e depois uma caixa, descobrindo que Greyson acabara de me dar um porta retrato digital, que já exibia a foto que ele tirara a uns minutos atrás de nós dois. – Gostou?
     - Claro que sim. – Respondi e em seguida, o beijei.
     - Então... está pronta pra conhecer a Austrália? – Ele disse animado me fazendo rir.
     - Conhecer a Austrália em duas horas?
     - Ah... um sexto dela. – Ele se corrigiu me fazendo rir mais ainda.
     - Que tal irmos à praia aproveitar o pôr-do-sol e depois voltarmos pra casa? Assim eu vou estar inteira pra aproveitar as últimas horas com meus amigos.
     - Tem certeza?
     - Absoluta. – Respondi e ele me deu um beijo na testa enquanto íamos ao ponto de táxi.      -     Não demorou muito para chegarmos à praia de sempre, em frente a casa de Cody, e lá, encontramos todos que riam absurdamente alto, enquanto Michael e Jones lutavam na areia. – É melhor irmos pra lá. – Apontei para uma parte que, ao invés de areia, havia grama e algumas pedras médias onde turistas normalmente se sentavam. Fomos caminhando de mãos dadas eu me sentei, apoiada nele que acariciava meu rosto, cuidadosamente.
     - Greyson, eu preciso te falar uma coisa, mas eu não acho justo com uma certa pessoa. – Disse por impulso e ele me fitou, obrigando-me a olhar em seus olhos castanhos.
     - Se você achar certo, diz.
     - Não posso. Quer dizer, não sem a permissão da pessoa. – Coloquei o rosto nas mãos, e depois voltei com o olhar para Greyson. – Eu só quero que você saiba que mesmo havendo vários caminhos a seguir, pessoas a escolher e finais para completar, tudo que eu disser pra você é verdade, e eu jamais mentiria sobre o eu realmente sinto por você. – Completei e o mesmo me olhou confuso.
     - Mas... – O interrompi.
     - Promete? – Fui prática e ele assentiu.
     - Prometo. – Ele disse e eu sorri, encostando minha cabeça em seu ombro, para assim, aproveitar o espetáculo que o sol dava ao partir.

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[MÚSICA PRA CARREGAR:
http://letras.terra.com.br/bruno-mars/1968932/#traducao |OBS.: JÁ TÁ ATÉ NA TRADUÇÃO PRA QUEM QUISER VER, RS.]

     - VAMOS JANE! TÁ BOM ASSIM! – Eu e Alli gritamos ao mesmo tempo a mesma frase enquanto esperávamos Jane terminar a maquiagem.
     - MAS VOCÊS NEM SABEM COMO EU ESTOU! – A mesma gritou do quarto enquanto esperávamos na sala.
     - MAS... MAS VOCÊ FICA BEM COM QUALQUER COISA! – Gritei fazendo Jane soltar um gritinho nem um pouco fino. – Mentira! – Sussurrei pra Alli que segurou o riso.
     - Por que mulher demora tanto? – Michael perguntou impaciente enquanto andava de um lado para o outro.
     - Nem reclama, porque você demora mais que ela pra arrumar esse ninho que você chama de cabelo. – Jones foi irônico e Michael foi o mais infantil possível, dando língua para ele.
     - Já posso marcar a data do casamento de vocês doçuras? – Brad foi mais irônico ainda, conseguindo arrancar de todos, gargalhadas.
     - Prontinho. – Jane disse descendo as escadas e interrompendo o provável discurso que Michael daria naquele segundo.
     - Você está linda. –Jones declarou assim que Jane colocou seus pés no primeiro andar.
     - Obrigado. – A mesma respondeu um pouco corada.
     - Ei gata, você vem sempre aqui? – A vez de Michael nos dar motivo para rir.
     - Depende. Você vem? – Jane retrucou.
     - Sim, sempre.
     - Então vou parar de vir. – Completou Jane e todos riram absurdamente alto, assustando Lisa, Scott e minha mãe que ainda jantavam na cozinha.
     - O que foi crianças? – Minha mãe perguntou assustada olhando tudo em volta.
     - Crianças tia? Sério? – Cody perguntou com uma cara sofrida fazendo minha mãe soltar uma risada irônica.
     - Tia Cody? Sério? – Ela retrucou e todos fizeram o clássico “uuuui!”.
     - Vocês tiraram o dia pra dar foras hein? – Greyson disse me abraçando por trás.
     - Juízo vocês dois hein! – Foram as últimas palavras da minha mãe, até a mesma voltar para a cozinha.
     - Ei, então vamos? – Alli disse dando um pulo para ficar ao lado de Tom enquanto Cody abria a porta.
     Depois que todos já haviam chegado à praia (isso quer dizer atravessar a rua), encontramos Savannah sentada na areia com sua prancha de surf. Aquela cena me deu um aperto no coração, pois me fez lembrar o dia em que eu a conheci, e por mais que eu tenha tido ódio dela por andar com o Greyson por alguns dias, eu sentiria falta dela, aquilo estava claro.
     - O que foi amor? – Greyson disse vendo lágrimas nos meus olhos.
     - Nada. Eu acho. – Sequei as mesmas.
     - Saudade? – Ele leu minha mente.
     - Vou sentir falta disso tudo, e de todos. – Respondi e ele me abraçou forte.
     - Não vamos embora definitivamente. Vamos voltar outros verões e invernos. – Ele tentou me confortar e o máximo que fiz foi dar um meio sorriso.
     - Larga ele e vem comigo! Você vai ver essa cara branca todos os dias, mas meus olhos azuis só hoje! – Alli disse me puxando para um abraço. Ri com ela e sequei as lágrimas que percorriam rigorosamente seu rosto.
     - Vou sentir tanta sua falta! – Disse ao meio o abraço.
     - Ei, vamos nos ver outras vezes não é? – Ela perguntou e eu assenti sorrindo.
     - O mais rápido que você imagina amiga.
     - GENTE, VEM! A FOGUEIRA TÁ PRONTA! – Brad gritou e todos caminharam até onde um terço no pessoal estava sentado. Sentamo-nos em roda e ficamos por alguns minutos em silêncio, um olhando para o rosto do outro.
     - Então... – Tom interrompeu o silêncio.
     - Tom, o que você aprendeu durante as férias? – Jane perguntou depois de mais um breve silêncio.
     - Aprendi que... não sei ao certo. – Suspirou. – Acho que muitas vezes é preciso abrir mão de algumas coisas para encontrar a felicidade, ou pessoa.
     - Eu aprendi que se a amizade for verdadeira desde o início, ela se mantem forte mesmo a distância. – Alli disse me olhando. Sorri assim que a mesma acabou.
     - Aprendi que os seus amigos são capazes de tudo para o seu conforto, enquanto você os oferecer uma amizade verdadeira. – Disse.
     - Eu aprendi que nem sempre o que eu acho, é realmente o certo. E que é necessário confiar em quem ama, senão a relação não é saudável. – Greyson completou e eu o respondi com um sorriso.
     - Já eu aprendi que muitas vezes, o futuro da pessoa já está escrito, e não adianta tentar e tentar, pois se o futuro é certo, não cabe ao ser humano muda-lo. – Jones disse com seu olhar fixo em Jane.
     - Eu aprendi que cada pessoa é feita para outra, e temos que aceitar esse fato da melhor maneira possível antes que acabemos com a vida de quem amamos. – Cody disse e um nó se fez em minha garganta.
     - Eu aprendi que perdoar é divino, e renova a alma. – A vez de Savannah.
     - Aprendi que mesmo sendo um pouco invisível em um grupo tão grande, não significa não ser importante. – Brad disse e eu sorri.
     - E eu aprendi que nem sempre o amor da sua vida é perfeito, e você deverá conviver com os defeitos dele. – Jane nos informou.
     - E eu aprendi que é necessário correr atrás do que sonha, pois seu sonho não vai vir atrás de você. – Michael se levantou e foi para o meio da roda, ficando ao lado da fogueira. - Por isso eu estou aqui, ao meio de todos, para chegar ao meu sonho. – Nesse mesmo instante, ele se ajoelhou deixando todos perplexos. – Jane, você quer namorar comigo? – Foi a frase que deixou todos boquiabertos e, no caso de Jane, com lágrimas nos olhos.
     - Eu... eu... – Ela respirou fundo. – Aceito. – E enfim os dois deram o tão esperado beijo, ali mesmo, na frente de todos, com o fogo os aquecendo e os iluminando enquanto a lua nos desejava boa noite. Aplaudimos os pombinhos e Michael prendeu um pingente dourado na pulseira que Jane sempre carregava. Nele havia um M, e abaixo, o desenho de uma mão. O mais estranho é que o pingente não tinha um formato certo. Em uma extremidade era oval, já na outra parecia ser quebrado. O motivo disso apareceu assim que Michael retirou do bolso um chaveiro que, ao se juntar com o pingente, deixou bem claro que as mãos formavam um coração e que no chaveiro de Michael havia um J.
     - Lindos demais. – Alli sussurrou e eu concordei com ela.
     Todos na roda os fitavam encantados enquanto os pombinhos trocavam um abraço fortíssimo, menos é claro, Jones que pareceu meio abalado. Ele se levantou e pude vê-lo sentar-se no mesmo lugar onde eu e Greyson estávamos há algumas horas atrás. Levantei-me e o indiquei com a cabeça para Greyson que me olhava confuso.
     - Chateado, traído ou angustiado? – Perguntei me sentando ao seu lado.
     - Não sei ao certo. – Sua voz falhou.
     - Você não está feliz porque agora Jane realmente está feliz?
     - Deveria, mas não consigo.
     - Deve ser porque você não gosta realmente dela. – Disse e ele me olhou confuso. – Quem ama pensa sempre no melhor para a pessoa amada, não para si mesmo. Espero que você entenda que esse é o melhor pra ela.
     - Vou conviver com isso. – Ele disse e em seguida me abraçou. – Obrigado.
     - Não precisa. – Disse sorrindo.
     - (Seunome) e Jones venham! – Olhei e vi que Brad nos chamava. Levantei-me e me juntei aos outros que agora cantavam animados a música Paradise do Coldplay enquanto Cody os acompanhava com o violão.

          " This could be para-para-paradise
          Para-para-paradise
          Para-para-paradise
          Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh"

     Cantava o coro nem um pouco desafinado.
     Passamos aproximadamente duas horas cantando, relembrando momentos e aproveitando os últimos minutos em grupo. Mas como todo lado bom contém o lado ruim, a despedida infelizmente havia chegado, e nada pior que dizer adeus a grandes pessoas que se tornaram grandes amigos. [DÊ PLAY COISA LINDA]
     - Brad tampinha, não tenho palavras pra descrever como você é incrível. De verdade, espero que você nunca se esqueça de mim, anjo. – Disse ao meio de lágrimas e o abracei bem forte.
     - (Seunome)... – Virei-me.
     - Jones sedução. – Soltei um riso fraco. – Você conquistou em pouco tempo um espaço único dentro do meu coração. E esse espaço sempre será seu! Lembre-se disso! – E mais um abraço apertado. – Savannah... – E agora sim as lágrimas caíram de verdade. – Confesso que fiquei morrendo de ciúmes quando você e Greyson passaram a ficar mais juntos, mas quero que saiba que você é muito importante pra mim. Mesmo com todas as confusões, você será minha surfista preferida, e uma ótima amiga. – Nem terminei de falar e a mesma quase me sufocou ao meio de um abraço apertadíssimo.
     - Cof, cof. – Ouvi e vire-me dando de frente com Alli. Aquela sem dúvida seria a pior despedida da minha vida. Se despedir de uma pessoa tão maravilhosa que se tornou algo tão grande em tampouco tempo seria quase impossível.
     - Amiga... – A abracei. – Espero que você nunca se esqueça de mim.
     - Jamais. – Ela sussurrou. – Passei tantos momentos bons com você...  sinceramente, não sei se consigo ficar longe da minha melhor amiga por tanto tempo.
     - Melhor amiga? – Perguntei a encarando e a mesma assentiu.
     - Quem mais seria? – Ela riu fraco, assim como eu.
     - Eu te amo muito, e vou contar os dias até de ver novamente. – A abracei novamente. – Isso não é um adeus, e sim um até logo.
     - Promete que vai cuidar bem do Greyson? Da Jane? Do Michael e do meu Tontom? – Ela perguntou e eu ri, assentindo.
     - Cuida do cabeça dura do seu irmão também. Mas olha, não acho que seja preciso dizer isso. Nós não vamos nos ver em breve?
     - O mais rápido que você imagina. – Sorri.
     - Eu não sou boa pra essas coisas... olha só pra mim, me desmanchando em lágrimas. – A fiz rir. – Eu nunca vou me esquecer de nada que passamos linda. Nunca. – Fui abaixando o Tom de voz e a abracei pela última vez. – Cody! – Disse me virando assim que Alli foi falar com Tom. – Vou sentir sua falta.
     - Idem. – Ele disse e eu não aguentei. O abracei muito forte enquanto minhas lágrimas encharcavam sua blusa. – Você é um grande amigo.
     - E você é uma grande mulher. – Ele completou e eu não segurei as lágrimas que desabavam brutalmente de meus olhos. – Você não vai se esquecer de mim né? – Sorri.
     - Nem se eu quiser. – Respondi e o abracei mais uma vez. Senti braços me envolverem e quando percebi, estava dentro mar com todos jogando água uns nos outros.
     - AQUI E AGORA, PROMETEMOS DIANTE DESSA NOITE LINDA DA AUSTRÁLIA, QUE JAMAIS NOS ESQUECEREMOS DO QUE PASSAMOS AQUI, E DO QUE CADA UM SIGNIFICA PRO OUTRO! – Alli disse em voz alta e clara fazendo o coro gritar vários “vivas!”.
     - PROMETEMOS AQUI, NESSE MAR AZUL, QUE DURANTE O TEMPO SEPARADADOS FISICAMENTE, JAMAIS ESTAREMOS SEPARADOS AQUI! – Coloquei a mão no peito. – NO CORAÇÃO! – Completei e todos vibraram.
     - E POR ÚLTIMO, PROMETEMOS QUE SEREMOS FIÉS UM AOS OUTROS, COMO GRANDES AMIGOS SÃO! – Greyson disse e novamente vibramos. – LEMBRANDO QUE ISSO NÃO É UM ADEUS, MAS PARA APROVEITARMOS NOSSOS ÚLTIMOS SEGUNDOS JUNTOS... – Ele se atrapalhou com os soluços e Jane completou:
     - UM ABRAÇO EM FAMÍLIA, POIS É ISSO QUE NÓS SOMOS! UMA GRANDE E ANIMADA FAMÍLIA! – E assim a roda se fechou em um grande abraço enquanto as ondas batiam na cintura de cada um.
     Foi assim que os vi pela última vez, encharcados, animados e ao mesmo tempo angustiados por perderem uma parte única que existe em cada pessoa, chamada amigos. Ali, deixaríamos nossos momentos, risos e lágrimas. Ali, deixaríamos todos os contratempos e aventuras. Ali, deixaríamos parte da gente, para que, com o passar do tempo, resgatássemos essas lembranças para enfim, nos encontramos novamente.
     Mas é exatamente isso que acontece com as melhores famílias, inclusive com as formadas pelo amor, não pelo sangue. A família formada pelo sentimento mais lindo existente no mundo. A mesma que é incapaz de haver discórdia, pois grandes amigos, são grandes irmãos, e grandes irmãos serão sempre únicos, pois eles brigam, se divertem, mas acima de tudo, se amam.