Gente bonita do meu core, antes que vocês queiram me matar, vou explicar porque a demora: quando fiz esse blog, como uma das opções escolhi que enviassem um código para um número de celular a cada 30 dias para que a pessoa pudesse entrar, assim ficaria mais seguro. O probleminha é que a outra dona (pra quem não sabe, o fc tem duas donas mesmo só eu entrando u_u) colocou o número do celular dela, então o código foi enviado para ela. Como nossos horários não batem muito, demorei pra pegar e, quando pedi, ela disse que não havia chegado código algum, PORÉM, hoje (amémsenhorfilhodemaria) eu consegui entrar! PALMAS! E aqui está o capítulo. Desculpe se ele tá ruim, e antes de vocês lerem, quero que saibam que eu vou acabar o imagine no capítulo 25 e vou começar uma fanfic da One Direction. QUEM É DIRECTIONER AÍ COMENTA? Só assim saberei se vai ter gente pra ler (: Obrigado por esperarem e espero que gostem. Ah, e prometo não demorar tanto pra postar o próximo, e logo aviso que a classificação do 19 será +18! MENTIRA. Não vai ser tão quente assim haha LEIAM ENCHANCERS!
Cap. 18 Hello
Brazil!
Hora após horas o avião finalmente aterrissou no solo brasileiro fazendo todos os passageiros correrem para fora a fim de respirar o ar quente que invadia o Brasil.
- Que calor! É sempre assim? – Tom reclamou enquanto se abanava.
- É melhor ir se acostumando – brinquei o fazendo soltar uma risada fraca.
- Mas e aí, vocês decidiram onde vão ficar? Na casa do meu pai ou no hotel? – perguntei me direcionando a Alli e Cody que estavam boquiabertos ao ver brasileiros passarem por ali.
- Sua casa! Sem dúvidas! – exclamou Alli me fazendo rir.
- Então vamos – disse tirando o celular do bolso. – Pai? Já cheguei, to aqui na frente do aeroporto, cadê você? Ok, to esperando – desliguei o aparelho.
- Ele já tá vindo? – Greyson perguntou e eu assenti.
- Michael! – exclamou Jane. Já estávamos todos esperando pela primeira briga em solo brasileiro dos dois.
- Que foi?
- Que foi? Nada! – Jane foi irônica. – Só você que fica olhando para as brasileiras aí.
- Eu? Jamais Janezinha – Michael apertou a bochecha de Jane que bufou.
- Desculpa me intrometer na briga do casal, mas se vocês já estão brigando por coisas assim, é melhor nem irem à Sapucaí – disse e eles me olharam sérios. – Que foi?
- Nós vamos! – disseram ao mesmo tempo.
- Psiu! – ouvimos e ao virarmos, consegui ver um homem alto, com cabelos grisalhos e um sorriso largo.
- PAI! – exclamei e sorri enquanto corria em sua direção para um grande abraço.
- Oi minha garotinha, que saudades! – ele disse depois de me dar um beijo na testa.
- Pai, esses são meus amigos – disse enquanto todos se aproximavam de onde eu me encontrava. – Essa é Jane, Alli, Cody, Michael, Tom e Greyson.
- Ah, então você é o famoso Greyson que ganhou o coração da minha menininha – meu pai disse e todos puderam ver Greyson ficar totalmente sem graça. – Sejam bem vindos!
- Tio, não querendo incomodar mas já incomodando, onde você mora tem praia perto? – Alli perguntou sem vergonha alguma e todos nós rimos.
- Tem sim, e vocês vão adorar o clima – meu pai tentou ser simpático fazendo Alli abrir um grande sorriso. – E então, vamos?
Alugamos um táxi para que Michael, Tom, Greyson e Cody fossem enquanto eu e as meninas íamos com meu pai rumo ao nosso novo endereço temporário.
- Que casa linda! É bem diferente das casas da Oceania – Alli exclamou e Cody concordou com ela.
- Aqui é obrigatório ter muro? – Cody se dirigiu a mim e eu neguei com a cabeça.
- O muro é para a segurança mesmo. E para ter mais privacidade também – disse e Cody fez um “atá” sem som.
Quando todas nossas bagagens estavam em seus devidos lugares e já tínhamos almoçado, meu pai veio com um envelope e me entregou.
- Comprei entradas para a trilha que terá para a Pedra da Gávea. Imagino que vocês queiram ir – ele disse e um sorriso enorme se abriu no meu rosto.
- Claro que sim! Obrigado pai! – disse e o abracei bem forte.
- O que é essa tal Peda del Gavean? –Tom pergunto e eu ri da tentativa dele pronunciar alguma palavra em português. Até ali, estávamos nos comunicando em inglês, já que era a única língua falada por todos.
- A Pedra da Gávea é uma pedra ué. A vista lá do alto é linda! – exclamei e percebi os olhos de Jane brilharem.
- E quando nós iremos pra lá? – Jane perguntou animada.
- Deixa eu ver... – disse pegando uma das entradas. – Amanhã às quatro da tarde.
- Ai que máximo! – ela disse ainda sorrindo. Era engraçado ver Jane animada por coisas tão simples, mas já era esperado essa reação dela, pois os gringos sempre foram curiosos para conhecer um pouco do que o Brasil tem a oferecer.
- E hoje tem Sapucaí certo? – Greyson perguntou, e pelo incrível que pareça, ele pronunciou a palavra “Sapucaí” certo, mesmo com o sotaque americano.
- Exato, e acho melhor vocês irem se arrumar, porque já são três da tarde, e se quisermos bons lugares é melhor chegarmos cedo – disse e todos se levantaram.
- E que roupa devemos usar? – Michael perguntou confuso e eu ri.
- As meninas podem usar shorts, vestidos curtos, e se vocês forem fortes, saltos porque é melhor pra sambar, mas eu aconselho sapatilha ou tênis – fui interrompida por Cody.
- Minha irmã não vai usar roupa curta de noite não! Sei nem como são esses brasileiros! – Cody exclamou com os olhos esbugalhados me fazendo rir.
- Mas Cody, é assim que as pessoas se vestem para pular carnaval, e além do mais, o clima do Rio de Janeiro é quente, mesmo a noite – disse e ele bufou se sentando novamente na cadeira. – Vão lá meninas, se vistam confortavelmente. E meninos, bermudas, tênis, blusa regata ou camiseta, tá ótimo – disse e eles saíram em fila me deixando sozinha na cozinha com meu pai que lia o jornal encostado na pia.
- Esse Greyson parece ser um bom rapaz – ele disse ainda com os olhos direcionados ao jornal.
- E é pai. Minha mãe te contou o que ele fez por mim? – perguntei e meu pai desviou seus olhos para a caneca de café em cima da bancada.
Eu sabia que meu pai não gostava que eu ou qualquer pessoa tocasse no nome da minha mãe, mas eu já estava cansada de viver longe de um ou outro, eu queria os dois pertos, se amando, como era antigamente.
- Não, mas eu soube o que você fez por ele – ele disse agora se sentando na cadeira ao meu lado e apoiando o jornal na mesa da cozinha. – Você o ama muito mesmo filha, eu sei disso, mas se atirar na frente de um carro para salvá-lo... você não tem noção de como seria a minha vida e da sua mãe se o pior tivesse acontecido.
- Mas não aconteceu, e hoje eu e eles estamos vivos – disse sorrindo. – Olha pai, talvez, se eu não tivesse feito aquilo pelo Greyson, ele estaria morto. Você acha que eu não sofreria? Eu sofreria, e muito, e assim que vocês me pegassem triste pelos cantos, eu sei que vocês também sofreriam comigo – dei uma pausa para respirar. – Eu sei que você quer o melhor para mim, mas nesse estante, acho que o melhor para mim é viver ao lado do Grey – terminei de falar e pude ver meu pai sorrir.
- Tomara que ele pense o mesmo de você – ele disse e beijou minha testa se levantando.
- Pensa – sussurrei e me levantei indo em direção ao quarto. Subi as escadas e fui puxada por uma mão branca que reconheci ser a de Greyson.
- Que foi? – perguntei vendo sua cara de espanto.
- O seu pai não gostou de mim né – ele disse com uma expressão triste e eu ri.
- Claro que gostou – disse tentando fazer Greyson mostrar o que tinha de mais bonito: seu sorriso.
- Eu ouvi a conversa de vocês. Parece que ele não queria que você me salvasse – ele disse olhando para baixo.
- Não pensa isso Grey. Ele só quer o melhor pra mim, e achou que eu me arrisquei demais, só isso. Ele gostou de você, disse que você é um bom rapaz, e sabe como eu te amo, é isso que importa – levantei sua cabeça e ele sorriu.
- Eu também te amo – o mesmo sorriu e me deu um selinho rápido.
- Agora vamos nos arrumar tá? – disse e ele assentiu. Parti em direção a um quarto, e ele a outro, pois nos dividimos como meninas em um quarto e meninos em outro.
- (Seunome), socorro! – Jane exclamou assim que eu abri a porta que dava para o quarto das meninas. – Qual dessas duas saias? – ela perguntou me fazendo rir.
- A jeans – respondi enquanto Alli saia do banheiro.
Hora após horas o avião finalmente aterrissou no solo brasileiro fazendo todos os passageiros correrem para fora a fim de respirar o ar quente que invadia o Brasil.
- Que calor! É sempre assim? – Tom reclamou enquanto se abanava.
- É melhor ir se acostumando – brinquei o fazendo soltar uma risada fraca.
- Mas e aí, vocês decidiram onde vão ficar? Na casa do meu pai ou no hotel? – perguntei me direcionando a Alli e Cody que estavam boquiabertos ao ver brasileiros passarem por ali.
- Sua casa! Sem dúvidas! – exclamou Alli me fazendo rir.
- Então vamos – disse tirando o celular do bolso. – Pai? Já cheguei, to aqui na frente do aeroporto, cadê você? Ok, to esperando – desliguei o aparelho.
- Ele já tá vindo? – Greyson perguntou e eu assenti.
- Michael! – exclamou Jane. Já estávamos todos esperando pela primeira briga em solo brasileiro dos dois.
- Que foi?
- Que foi? Nada! – Jane foi irônica. – Só você que fica olhando para as brasileiras aí.
- Eu? Jamais Janezinha – Michael apertou a bochecha de Jane que bufou.
- Desculpa me intrometer na briga do casal, mas se vocês já estão brigando por coisas assim, é melhor nem irem à Sapucaí – disse e eles me olharam sérios. – Que foi?
- Nós vamos! – disseram ao mesmo tempo.
- Psiu! – ouvimos e ao virarmos, consegui ver um homem alto, com cabelos grisalhos e um sorriso largo.
- PAI! – exclamei e sorri enquanto corria em sua direção para um grande abraço.
- Oi minha garotinha, que saudades! – ele disse depois de me dar um beijo na testa.
- Pai, esses são meus amigos – disse enquanto todos se aproximavam de onde eu me encontrava. – Essa é Jane, Alli, Cody, Michael, Tom e Greyson.
- Ah, então você é o famoso Greyson que ganhou o coração da minha menininha – meu pai disse e todos puderam ver Greyson ficar totalmente sem graça. – Sejam bem vindos!
- Tio, não querendo incomodar mas já incomodando, onde você mora tem praia perto? – Alli perguntou sem vergonha alguma e todos nós rimos.
- Tem sim, e vocês vão adorar o clima – meu pai tentou ser simpático fazendo Alli abrir um grande sorriso. – E então, vamos?
Alugamos um táxi para que Michael, Tom, Greyson e Cody fossem enquanto eu e as meninas íamos com meu pai rumo ao nosso novo endereço temporário.
- Que casa linda! É bem diferente das casas da Oceania – Alli exclamou e Cody concordou com ela.
- Aqui é obrigatório ter muro? – Cody se dirigiu a mim e eu neguei com a cabeça.
- O muro é para a segurança mesmo. E para ter mais privacidade também – disse e Cody fez um “atá” sem som.
Quando todas nossas bagagens estavam em seus devidos lugares e já tínhamos almoçado, meu pai veio com um envelope e me entregou.
- Comprei entradas para a trilha que terá para a Pedra da Gávea. Imagino que vocês queiram ir – ele disse e um sorriso enorme se abriu no meu rosto.
- Claro que sim! Obrigado pai! – disse e o abracei bem forte.
- O que é essa tal Peda del Gavean? –Tom pergunto e eu ri da tentativa dele pronunciar alguma palavra em português. Até ali, estávamos nos comunicando em inglês, já que era a única língua falada por todos.
- A Pedra da Gávea é uma pedra ué. A vista lá do alto é linda! – exclamei e percebi os olhos de Jane brilharem.
- E quando nós iremos pra lá? – Jane perguntou animada.
- Deixa eu ver... – disse pegando uma das entradas. – Amanhã às quatro da tarde.
- Ai que máximo! – ela disse ainda sorrindo. Era engraçado ver Jane animada por coisas tão simples, mas já era esperado essa reação dela, pois os gringos sempre foram curiosos para conhecer um pouco do que o Brasil tem a oferecer.
- E hoje tem Sapucaí certo? – Greyson perguntou, e pelo incrível que pareça, ele pronunciou a palavra “Sapucaí” certo, mesmo com o sotaque americano.
- Exato, e acho melhor vocês irem se arrumar, porque já são três da tarde, e se quisermos bons lugares é melhor chegarmos cedo – disse e todos se levantaram.
- E que roupa devemos usar? – Michael perguntou confuso e eu ri.
- As meninas podem usar shorts, vestidos curtos, e se vocês forem fortes, saltos porque é melhor pra sambar, mas eu aconselho sapatilha ou tênis – fui interrompida por Cody.
- Minha irmã não vai usar roupa curta de noite não! Sei nem como são esses brasileiros! – Cody exclamou com os olhos esbugalhados me fazendo rir.
- Mas Cody, é assim que as pessoas se vestem para pular carnaval, e além do mais, o clima do Rio de Janeiro é quente, mesmo a noite – disse e ele bufou se sentando novamente na cadeira. – Vão lá meninas, se vistam confortavelmente. E meninos, bermudas, tênis, blusa regata ou camiseta, tá ótimo – disse e eles saíram em fila me deixando sozinha na cozinha com meu pai que lia o jornal encostado na pia.
- Esse Greyson parece ser um bom rapaz – ele disse ainda com os olhos direcionados ao jornal.
- E é pai. Minha mãe te contou o que ele fez por mim? – perguntei e meu pai desviou seus olhos para a caneca de café em cima da bancada.
Eu sabia que meu pai não gostava que eu ou qualquer pessoa tocasse no nome da minha mãe, mas eu já estava cansada de viver longe de um ou outro, eu queria os dois pertos, se amando, como era antigamente.
- Não, mas eu soube o que você fez por ele – ele disse agora se sentando na cadeira ao meu lado e apoiando o jornal na mesa da cozinha. – Você o ama muito mesmo filha, eu sei disso, mas se atirar na frente de um carro para salvá-lo... você não tem noção de como seria a minha vida e da sua mãe se o pior tivesse acontecido.
- Mas não aconteceu, e hoje eu e eles estamos vivos – disse sorrindo. – Olha pai, talvez, se eu não tivesse feito aquilo pelo Greyson, ele estaria morto. Você acha que eu não sofreria? Eu sofreria, e muito, e assim que vocês me pegassem triste pelos cantos, eu sei que vocês também sofreriam comigo – dei uma pausa para respirar. – Eu sei que você quer o melhor para mim, mas nesse estante, acho que o melhor para mim é viver ao lado do Grey – terminei de falar e pude ver meu pai sorrir.
- Tomara que ele pense o mesmo de você – ele disse e beijou minha testa se levantando.
- Pensa – sussurrei e me levantei indo em direção ao quarto. Subi as escadas e fui puxada por uma mão branca que reconheci ser a de Greyson.
- Que foi? – perguntei vendo sua cara de espanto.
- O seu pai não gostou de mim né – ele disse com uma expressão triste e eu ri.
- Claro que gostou – disse tentando fazer Greyson mostrar o que tinha de mais bonito: seu sorriso.
- Eu ouvi a conversa de vocês. Parece que ele não queria que você me salvasse – ele disse olhando para baixo.
- Não pensa isso Grey. Ele só quer o melhor pra mim, e achou que eu me arrisquei demais, só isso. Ele gostou de você, disse que você é um bom rapaz, e sabe como eu te amo, é isso que importa – levantei sua cabeça e ele sorriu.
- Eu também te amo – o mesmo sorriu e me deu um selinho rápido.
- Agora vamos nos arrumar tá? – disse e ele assentiu. Parti em direção a um quarto, e ele a outro, pois nos dividimos como meninas em um quarto e meninos em outro.
- (Seunome), socorro! – Jane exclamou assim que eu abri a porta que dava para o quarto das meninas. – Qual dessas duas saias? – ela perguntou me fazendo rir.
- A jeans – respondi enquanto Alli saia do banheiro.
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Já havia se passado uma hora e estavam todos prontos. Rápidos não?
Alli estava incrivelmente parecida com uma brasileira. Seus cabelos loiros tinham sido presos em uma trança, nada de maquiagem pesada e ela vestia um short jeans, uma blusa simples e rosa e uma rasteira preta. Sem nenhum acessório a não ser seu relógio ela arrancou olhares e mais olhares de alguns garotos que passavam pela orla.
Já Jane parecia mesmo uma gringa. Com uma saia jeans – vestida contra vontade de Michael – e um all-star rosa pink, Jane chamava mais atenção por sua blusa toda brilhante cheia de paetês e seus cabelos longos e loiros até a cintura soltos.
Os meninos estavam todos com bermudas jeans, alguns de tênis, outros de chinelos e camisas simples.
Eu? Como uma brasileira nata vestia um short branco, uma camisa da escola se samba que eu sempre torcia, mesmo morando na Califórnia, Beija-Flor de Nilópolis e uma havaiana também branca para combinar com as cores azul e branco que representavam a minha escola do coração.
Já estávamos sentados em uma das arquibancadas da Sapucaí e eu havia acabado de ligar para meu pai que não quis nos acompanhar.
A segunda escola de samba já enchia os olhos dos meus amigos de brilho e, mesmo sem entenderem o samba que alguns homens cantavam, eles aplaudiam, gritavam e após gravarem algumas palavras como “alegria”, “carnaval” “encher” e “brilho” que sempre se repetem nos sambas, eles sempre as cantavam como se fossem verdadeiros brasileiros.
Passado algum tempo, o desfile já estava no fim e a última escola já estava chegando ao final da avenida. Todos nós nos encontrávamos roucos de tanto gritar, torcer e falar, mas era correto afirmar que até eu fiquei encantada com a beleza das alegorias que sempre nos surpreendiam a cada nova escola.
- E aí, o que acharam? – fiz um esforço para falar.
- PERFEITO! DEMAIS! INCRÍVEL! – Jane gritava chamando a atenção de todos a sua volta por estar falando inglês. Ela era a única dali que ainda tinha voz, não sei como.
- Foi surreal! – Tom disse me arrancando um sorriso.
- Maravilhoso – Alli disse olhando as pessoas em volta sambando.
- Eu gostei muito mesmo! Principalmente das roupas – Michael disse rindo fazendo Jane olhar torto para ele.
- Bem legal – Cody que mirava uma brasileira enchendo a cara disse.
- Como eu esperava – Greyson disse me abraçando por trás.
- Vocês querem beber alguma coisa? – perguntei e todos assentiram.
- Deixa que eu compro – Greyson disse já olhando em volta para ver se achava algum bar ou algo do gênero.
- Vamos com você – Tom disse já seguindo Greyson que era acompanhado por Cody e Michael.
- Mimi, pode voltar já! Você não vai coisíssima nenhuma! Olha quantas mulheres têm soltas por aí, se eu te conheço bem você... – Interrompi Jane.
- Nem é por isso, mas não é legal ficarmos sozinhas aqui, tem muitos bêbados há essa hora – disse olhando em volta e Michael veio em nossa direção batendo o pé.
Os outros meninos já estavam longe quando pude sentir o bafo de álcool bem perto de mim. Olhei para o lado e três caras, altos, fortes, cheios de tatuagens vinham em nossa direção. Rezei para que eles passassem direto por nós, mas como esperado, eles encostaram-se a nós fazendo Michael bufar de raiva.
- Ei, princesas, tão sozinhas é? – o mais alto dos três perguntou trocando as palavras. Como ninguém ali, a não ser eu, sabia falar em português, sobrou para mim tentar afastá-los de nós.
- Não, estamos acompanhadas, então se nos der licença...
- HÁ-HÁ – o que se apoiara em Jane riu alto. – E quem é o acompanhante de vocês? Esse franguinho aí? – ele apontou para Michael que sem nem pensar, deu um soco no tal cara.
Eu devia ter esquecido de contar para eles que é errado arrumar confusão com bêbados, mas o estrago já estava feito e agora não tinha mais chances se sairmos livres dali sem alguém apanhar, e muito.
Os homens que se apoiara em mim e na Alli foram ajudar o outro a se levantar, e logo partiram para cima de Michael. Era impossível Mimi lutar contra eles, mesmo estando bêbados.
- Liga pros meninos! – exclamei e nós três pegamos os celulares enquanto discávamos algum número. Não tinha condição de tentarmos ajudar Michael, os homens eram fortes demais.
- Greyson! Vem rápido pra cá! – disse e desliguei. Não dei nem a oportunidade de Greyson perguntar o motivo, pois assim ele iria demorar mais ainda.
O difícil não era esperar os meninos chegarem, e sim ver Michael apanhando. Eu tinha que fazer alguma coisa!
Jane já se encontrava aos prantos enquanto Alli olhava perplexa, sem reação para aquela cena horrível, então parti para cima de um dos homens, que, ao contrário do que eu esperava, me agarrou e começou a me beijar rigorosamente enquanto passava a mão nas minhas partes mais íntimas. Tentei me livrar daquele nojento mordendo seu lábio inferior, mas o cara já estava tão bêbado que nem isso sentiu. Eu já estava quase desmaiando com aquele cheiro de cerveja misturado com cigarro quando o cara me largou com força no chão. Alli me ajudou a levantar, então percebi que os meninos tinham acabo de chegar.
Enquanto eu e as meninas nos acalmávamos do susto, os meninos botavam os três bêbados idiotas pra correr após ameaçar chamar a polícia. Os caras saíram pisando forte em direção a outro grupo de garotas.
- Vocês estão bem? – Greyson perguntou me abraçando.
- Desculpa – sussurrei em seu ouvido, mas o mesmo colocou o dedo indicador nos meus lábios. - Você não tem culpa – ele disse sorrindo. Sorri de volta.
- Melhor irmos para casa – Michael disse se levantando. Mesmo ele tendo que lutar com três homens gigantescos, ele não se feriu tanto. Deve ter sido pelos homens estarem bêbados demais para acertarem o rosto de Michael.
- Acho melhor mesmo, antes que outros idiotas apareçam aqui – Cody disse ajudando Michael a andar.
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- Aqueles caras acabaram com a graça do carnaval – Alli disse deitada na cama enquanto olhava o teto. - Mas amanhã temos a trilha, não acho que vá aparecer homens bêbados na trilha – Jane brincou fazendo Alli soltar um riso fraco.
- Gente, vou beber água. Vocês querem? – perguntei já com a mão na maçaneta.
- Não, valeu – elas disseram juntas e assim sai do quarto topando com Cody.
- Ah, oi – disse sem graça.
- Você está bem? – ele perguntou olhando em meus olhos. Aquelas pérolas verdes me faziam esquecer o mundo.
- Ah... estou bem sim, o cara não me machucou – disse e ele sorriu aliviado.
- Achei que eu ia te perder – ele disse e eu o encarei, já que até agora eu estava tentando desviar meu olhar para não encontrar o dele e acabar fazendo merda.
- Como você pode perder o que nunca foi seu? – disse sem pensar e notei a expressão em seu rosto. Eu não devia ter dito aquilo, IDIOTA! Agora você magoou o garoto! DEMENTE, FAZ UM FAVOR, SE JOGA DA JANELA! – Desculpa, eu não quis dizer isso é que...
- Você ama o Greyson, eu sei – ele disse com o mesmo tom de voz soltando um riso fraco.
- Eu só não quero que você tenha falsas esperanças. Na verdade, eu quero vez você feliz com alguém que realmente te ame – disse e ele assentiu dando espaço para que eu andasse já que até agora nossos corpos estavam colados.
- Eu entendo – ele disse e eu sorri me virando para seguir meu caminho até a cozinha.
- Oi – a voz que reconheci ser de Tom disse assim que peguei um copo o armário.
- Oi lindo – disse sorrindo.
- Pensei que eu ia te perder hoje – Tom disse e eu o encarei assustada. QUALÉ DESTINO? TÁ ARMANDO PRA MIM NÉ?
- C-como assim? – gaguejei tentando assimilar as palavras que ele acabara de dizer.
- Pensei que ia perder minha melhor amiga – ele disse percebendo a besteira que acabara de falar e eu respirei aliviada.
- Obrigado – agradeci o abraçando.
- Pelo que? – ele perguntou confuso.
- Por se importar comigo – disse sorrindo.
- Sou seu irmão de alma, não sou? – ele sorriu de volta e me deu um beijo na testa, saindo em direção ao segundo andar.
Depois disso tudo que ocorrera eu havia até esquecido do que vim pegar, então subi as escadas com cuidado para não fazer muito barulho e assim que cheguei ao quarto onde Jane e Alli dormiam, me deitei na cama vazia, pensando em tudo que ocorrera nas poucas horas que estávamos em solo brasileiro. Será que estar ali valeria a pena? Me perguntei para em seguida cair no sono.
EAÍ, GOSTARAM? COMENTEEEEEM!