terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Continuação do capítulo 13

 Já estava tudo preto e daí em diante, eu não senti absolutamente nada.

NARRAÇÃO GREYSON ON

      Eu não sei se aquilo que acabara de ocorrer foi algo na minha mente, ou se era eu que não podia acreditar. Talvez fosse um pesadelo. Um dos piores, aqueles que você mal sabe como pode sonhar. Ou talvez tenha sido apenas um pensamento ruim, que tomou conta da minha cabeça e dos meus olhos.
     Não. Não era nada disso. Era real, só eu que não queria ver. Quando dizem que você deve proteger quem ama, eu não sabia ao certo que tipo de proteção o dizer se referia. Poderia ser a proteção dos sentimentos, ou seja, fazer de tudo para que a pessoa amada não sofra emocionalmente. Ou o tipo de proteção que eu fazia com a (seunome). Fazer de tudo para que ela não se machuque fisicamente, mas talvez eu tenha me esquecido da maior proteção de todas, que para mim, é o bem estar de todos os sentidos. O que eu quero dizer é que poderia protegê-la fisicamente e emocionalmente, mas será que um simples abraço seria melhor?
     O corpo dela estava lá, no meio da pista, pronto para ser atropelado mais uma vez quando algum carro em alta velocidade fizesse o retorno. Muitos curiosos olhavam espantados, enquanto poucos choravam. E eu? Perplexo, confuso, com o coração estraçalhado vendo o amor da minha vida caído, sangrando, sem reação e sem cor. Talvez fosse menos doloroso eu me matar e morrer junto dela, ao seu lado. Mas acho que ela não iria querer que eu fizesse isso. Se ela arriscou a sua vida para salvar a minha, o máximo que eu poderia fazer para agradecer era viver. Lógico que eu preferia que fosse eu no lugar dela, mas o fato já havia ocorrido, e o que eu poderia fazer agora além de me lamentar, era lutar pela sua sobrevivência.
     Levantei-me na calçada e corri até seu corpo imóvel. As lágrimas caíam sem controle dos meus olhos e eu não sabia o que seria de mim sem aquela garota. O carro que a atropelou fugiu e todos ali presentes acompanhavam meu desespero e cada detalhe dos meus atos, mas será que ninguém agia para me ajudar?
     - ALGUÉM CHAMA UMA AMBULÂNCIA?! – Gritei e parece que muitos ali, em volta, acordaram de um transe.
     - Deixa que eu ligo! – Uma garota que devia ter a mesma idade que a minha, loira, como a maioria ali, pegou o celular e em questão de segundos já havia dado todas as informações necessárias.
     - Obrigado. – Sussurrei quando a mesma se ajoelhou ao meu lado.
     - Não seria melhor tirar o corpo dela do meio da pista? – Ela sugeriu, mas eu neguei.
     - Podemos fazer com que ela perca muito sangue. – Respondi e a garota assentiu deitando a cabeça no meu ombro enquanto mirava o corpo. No momento imaginei o que a (seunome) diria ao ver essa cena. Algo como “bonito né senhor Chance” ou me olharia com uma cara que me faria rir. Não pude esconder um meio sorriso, mas logo ele se apagou quando meu coração respondeu o cérebro com uma pontada. As lágrimas começaram a cair cada vez mais, e parece que a garota percebeu que eu precisava ficar sozinho. Ela se levantou e deu uma batidinha no meu ombro, fazendo com que mais uma enchente de lágrimas caísse sobre o corpo da (seunome). Será que eu devia avisar o pessoal sobre o ocorrido? Não, eles ficariam nervosos, chorariam e ia piorar toda a situação. Mas era necessário que eu ligasse para meus pais, para que avisassem a (nomedasuamãe). Respirei fundo e tentei parar de soluçar. Peguei o telefone e disquei o número da minha mãe.

LIGAÇÃO ON

     - M-mãe? – Disse ao perceber que a pessoa do outro lado da linha havia atendido a ligação.
     - Greyson? O que aconteceu? Que voz é essa? – Ela perguntou preocupada e eu respirei fundo para não tentar passar desespero para ela.
     - Mãe, a (seunome) f-foi atropelada. – Disse e ao dizer a última palavra da frase, as lágrimas começaram a cair novamente, com muito mais força.
     - COMO ASSIM GREYSON? ATROPELADA? – Lisa perguntou desesperada e assenti, como se ela pudesse me ver.
     - ERA PARA EU ESTAR NO LUGAR DELA MÃE, EU! Ela me empurrou para que eu não fosse atropelado, mas ela não conseguiu sair a tempo e... AAAI QUE ÓDIO DE MIM! NÃO ERA PARA SER ELA! ERA PARA SER EU! EU! COMO EU SOU ID...
     - CALMA GREYSON! – Minha mãe gritou do outro lado da linha e eu parei de falar. – Eu vou avisar a mãe dela e se for possível, viajamos hoje para Autrália. Agora fica calmo! Vocês já estão no hospital?
     - Não, mas a ambulância está vindo. –Respondi e ela soltou um “ok, calma!” que parecia ser mais para ela do que para mim. – O pessoal já sabe?
     - Não, ainda não disse nada para eles. – Respondi e ela soltou o ar.
     - Então não diz nada, senão só vai piorar a situação. Quando chegar ao hospital, vê se você consegue dar entrada mesmo sendo menos de idade.
     - Claro né mãe. Mas olha, avisa logo a mãe da (seunome), e vem o mais rápido possível! – Disse e depois desliguei o telefone.

LIGAÇÃO OFF

     Todos olhavam ainda muito apavorados o corpo da (seunome) quando o barulho de uma sirene percorreu toda a orla da praia. A ambulância enfim havia chegado e logo alguns enfermeiros desceram dela com uma maca. Colocaram o corpo da (seunome) sem nem perguntar se ela era mesmo (lógico, ou teria mais alguém atropelado na rua?) e se dirigiram a mim.
     - Você é da família dela? – Um dos enfermeiros perguntou. Eu poderia dizer namorado? Ou apenas um amigo? Ou, pensando melhor, nem amigo eu estava sendo dando as costas para ela durante dias por algo bobo. O que eu diria?
     - Namorado. – Respondi com a maior segurança possível.
     - Tem alguém da família que mora perto? – O outro enfermeiro perguntou e eu neguei.
     - Não. A mãe dela mora em Los Angeles, estávamos passando as férias aqui.
     - E o responsável de vocês? Onde está? – Ele perguntou e meu coração acelerou de tal forma que comecei a gaguejar.
     - São meus pais, mas eles tiveram que voltar para Los Angeles anteontem, mas eu já avisei pra minha mãe e ela vai pegar o primeiro voo para cá. –Respondi e os dois assentiram.
     - Mas você é menor de idade, não pode dar entrada no hospital. – Um deles disse e minha vontade era de soca-lo naquele exato momento. Porr*! A (seunome) estava ali, perdendo sangue, podendo estar morrendo enquanto eles ficavam pedindo informações.
     - Olha, eu já dei entrada uma outra vez. Dinheiro não é problema, mas poderíamos ir logo? Ela pode estar morrendo! – Disse impaciente e eles assentiram. Entrei na ambulância junto com a (seunome) que recebia de um aparelho algum líquido transparente. “Deve ser soro.” Pensei e um dos enfermeiros se sentou ao meu lado, enquanto o outro ia junto com o motorista.
     Durante todo o caminho permaneci em silêncio observando (seunome). Até agora eu ainda não tinha acreditado no que ela fez por mim. Aquilo foi sem dúvida alguma a maior prova de amor que eu poderia receber. Depois disso percebi que fui um idiota e que eu deveria ter acreditado nela, mas o ódio me segou, e eu acabei não enxergando o quanto ela estava sofrendo. Agora? É tarde demais, e eu me sinto culpado por tudo isso. Se eu tivesse a escutado e tentado entender a desculpa, aquilo não teria acontecido. Estaríamos abraçados na praia vendo o sol se por. Mas infelizmente estamos dentro de uma ambulância enquanto peço a Deus para te ajudar a sair dessa.
     - Com licença, precisamos leva-la para a emergência. – O enfermeiro que veio junto do motorista disse ao abrir as duas portas traseiras para retirar a maca. Assenti e desci enquanto olhava tudo em volta.
     Quando retiraram a maca da ambulância, vieram duas enfermeiras para ajudar. Os quatro praticamente correram com a (seunome) e eu fui atrás.
     - Você não pode entrar. Ela vai passar por vários exames e talvez cirurgias. Você deve dar entrada no hospital e esperar o horário de visita. – Uma das enfermeiras disse e a raiva tomou conta do meu corpo. Qual era a desgraça do problema? Talvez fossem os últimos segundos que eu poderia vê-la com vida, e eles queriam tirar isso de mim? “Calma Greyson!” falei pra mim mesmo e fui até a recepção. Dei todas as informações necessárias e depois de insistir muito para a moça, ela aceitou.
     - Tá, tudo bem. Mas e só porque não há nenhum responsável na Austrália e porque a mãe da paciente vai chegar dentro de algumas horas! Agora por favor, aguarde ali. – Ela disse apontando para uma cadeira vazia no meio de tantas cheias. Fui em direção a ela e me sentei. Como todos sabem, sempre há um problema em todo lugar. Então você deve se distanciar dele o mais rápido possível. No meu caso? Três pirralhos que pareciam muito com os do avião que peguei para vir à Austrália.
     - Ei moço! – Um deles disse me cutucando. Olhei e ele virou o rosto, como se ele não soubesse de nada. Respirei fundo.
     - EI! AQUI! – Outro, mas do outro lado me chamou e quando me virei pra ele, o mesmo me deu um beijo. Sabe o que foi pior? Não era uma pirralha, e sim um pirralho. Olhei para ele sério e passei a mão na boca, como se quisesse limpá-la. Senti algo na minha nuca e quando coloquei a mão para tirar, percebi que uma terceira criança havia colado um chiclete. Tirei, e ao invés de coloca-lo na lixeira, colei no rosto do pirralho que começou a chorar. Levantei-me dali antes que algum pai de dois metros e 50 cm de músculo no braço aparecesse.
     Fui andando pelo hospital e achei vários casos. De pessoas com doenças internas como algum problema no fígado ou coração, até pessoas que sofreram acidentes de moto ou carro. Outras estavam com algum membro engessado e poucas com algum hematoma muito feio no rosto. A cada segundo meu coração acelerava ao ver tantos casos horríveis, mas de repente meu celular tocou o que fez uma das enfermeiras, que cuidava que uma moça com as duas pernas enfaixadas, me mandar tirar o toque do celular. Assenti, e fui para fora do hospital, pois aquele ar já estava começando a me fazer mal.

LIGAÇÃO ON

     - Alô? – Atendi.
     - Greyson, é a Alli! Onde você tá? Onde a (seunome) está? Vocês não apareceram em casa até agora e... – Alli dizia atropelando as próprias palavras.
     - Estamos no hospital. – Respondi e como esperado, Alli começou a gritar.
     - O QUE ACONTECEU? – Ela perguntou e minha vontade foi de inventar qualquer coisa para que eles não ficassem preocupados, mas eles tinham o direito de saber a verdade.
     - A (seunome) foi atropelada. Por minha culpa. – Disse e as lágrimas novamente começaram a rolar pelo meu rosto.
     - CARALHO!  – Ela disse depois de um breve silêncio. – COMO ASSIM ATROPELADA? – Ao dizer isso, ouvi muitas pessoas no fundo dizer “como assim?”, “o que houve?”, “ALGUÉM PODE ME EXPLICAR COMO?” ou algo do tipo. – SILENCIO CARALHO! EU QUERO OUVIR O GREYSON!
     - Olha Alli, vem para aquele hospital onde tem duas árvores na frente. Sabe qual é? – Perguntei esperando um “sim”. Eu não fazia ideia do endereço nem do nome do hospital. Eu estava acostumado visitar hospitais em Los Angeles, não na Austrália.
     - MAS TODOS OS HOSPITAIS TÊM DUAS ÁRVORES NA FRENTE! – Ela disse ainda gritando.
     - DARIA PRA PARAR DE GRITAR E FALAR QUE NEM GENTE? – Gritei de volta já irritado.
     - NÃO DÁ PORRA NENHUMA! VOCÊ DIZ QUE A MINHA AMIGA FOI ATROPELADA E QUER QUE EU FIQUE CALMA? VOCÊ NÃO TÁ VENDO COMO EU TO NERVOSA? NÃO ERA PARA EU ESTAR FALANDO NENHUM PALAVRÃO, PORQUE AGORA EU VOU TER QUE PAGAR UM DÓLAR POR CADA PALAVRÃO QUE EU DISSE. PAGAR PRA QUEM? PRO CODY! E VOCÊ NÃO DIZ QUAL É A PORRA DO HOSPITAL QUE A (seunome) ESTÁ! – Ela desabafou e eu bufei.
     - TÁ ALLI! – Disse e olhei em volta procurando algum ponto de referência. – Ah, é o hospital que tem um prédio laranja do lado.
     - VOCÊ ACHA QUE EU VOU GRAVAR A PORRA DA COR DA PORRA DE UM PRÉDIO? ME DIZ O NOME CACETE! – Ela gritou mais alto ainda e eu respirei fundo pra não desligar o telefone na cara dela.
     - Eu não sei o nome. – Falei pausadamente e ela bufou.
     - ENTÃO PERGUNTA A PORRA DO NOME NA PORRA DA RECEPÇÃO CARALHO! MAS ANDA LOGO! – Ela gritou novamente e eu respirei fundo tentando me acalmar.
     - Você não sabe o tamanho que está a fila, e eu estou do lado de fora e até chegar lá dentro é minutos porque esse hospital é gigante e eu quase me perdi nele quando vim pra fora.
     - Ah, por que não falou antes? É o (nomedealgumhospital). Tamoinopraí! – Ela juntou as palavras e depois desligou.

LIGAÇÃO OFF

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     - Então ela te salvou. – Alli concluiu após uma longa conversa na lanchonete do hospital. Assenti secando poucas lágrimas que rolavam pelo meu rosto. Os outros também estavam com os olhos inchados.
     - Cara, eu sabia que ia acontecer algo ruim! Eu disse pra ela que eu estava com um mau pressentimento. – Jane disse secando algumas lágrimas em um guardanapo. Michael aproveitou o momento e a abraçou, tentado confortá-la, e parece que ela nem ligou pra isso.
     - Calma Jane. Ela vai ficar bem! – Jones tentou tranquiliza-la e ela se desvencilhou de Michael para abraçar Jones.
     - É Janezinha. Fica calma, porque não é tão difícil alguém que foi atropelado sair vivo. Quer dizer, não é fácil sair vivo, mas também não é impossível. – Michael disse e todos o encararam.
     - Nossa, Michael! Você nos confortou mesmo. – Brad foi irônico e todos riram. Mentira. Ninguém conseguia rir ali, mas todos conseguiram dar um meio sorriso.
     Durante horas ficamos ali, sentados na mesma mesa calados. Depois entramos para saber notícias da (seunome), mas ela ainda estava passando por exames.
     - Greyson tem certeza que não quer ir pra casa, tomar banho e dormir um pouco? – Jane perguntou quando me viu tombar a cabeça pra trás. Eu havia cochilado.
     - Não, de jeito nenhum. Eu só saio daqui quando vê a (seunome) acordada! – Respondi decidido e ninguém ousou questionar.

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     - Greyson acorda!  - Alguém me sacudiu e eu dei um pulo da cadeira. Dei de cara com meus pais e a mãe da (seunome).
     - Mãe! – Disse a abraçando. Abracei meu pai, e cumprimentei a (nomedasuamãe).
     - Greyson, me conta detalhado, o que aconteceu? – Minha mãe disse se sentando. Sentei-me e o resto do pessoal fez o mesmo. Respirei fundo e comecei a contar tudo, nos mínimos detalhes. Contei sobre a briga que tivemos, mas não quis contar o motivo da briga. Contei que ela me procurou e contei sobre o atropelamento. – Uma heroína. – Minha mãe sussurrou quando acabei de explicar e todos ali presentes concordaram.
     - Filho vai pra casa, toma um banho, come alguma coisa... – Meu pai começou a falar, mas eu o interrompi.
     - Só quando me deixarem falar com a (seunome). – Respondi e a dona (nomedasuamãe) suspirou.
     - Greyson, isso leva tempo. É melhor fazer o que seu pai disse. Qualquer coisa ligamos dando notícias, e você volta pra cá. – Ela disse num tom calmo e eu me surpreendi. Se meu filho tivesse sido atropelado eu não sei o que faria, e a (nomedasuamãe) estava até controlada. Claro que ela já havia tomado vários calmantes, mas ela parecia segura, ao contrário de mim. É o certo. Nessas horas deve-se manter calmo.
     - Ok. Eu vou tomar um banho, comer alguma coisa, mas eu volto. – Disse me levantando. – Vocês vão? – Perguntei aos outros que estavam atirados na cadeira. Cody, Jones e Brad pareciam bem melhor do que Alli, Jane, Michael e Tom. Seus olhos ainda estavam muito inchados e eles estavam com uma cara péssima.
     - É melhor irmos também. – Jane disse se levantando. Os outros fizeram o mesmo e combinamos de todos irem lá pra casa quando se arrumarem para almoçar e depois voltar ao hospital. Dividimo-nos em dois grupos e pegamos dois táxis.

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     - Vocês querem ligar pra algum restaurante ou alguém se habilita a cozinhar? – Perguntei quando todos já haviam chegado.
     - Deixa que eu me viro. – Jane disse indo em direção à cozinha.
     - Eu vou ajuda-la. – Jones disse se levantando e fazendo Michael bufar.
     - E eu vou cuidar do que é meu. – Ele disse fazendo o mesmo caminho que Jones e Jane fizeram.
     - Então ele vai cuidar do Jones. – Brad disse e todos riram.
     Passada meia hora, já estavam todos comendo a macarronada que Jane fez, ou tentou fazer.
     - Nossa Jane, você como cozinheira é uma ótima cantora. – Alli disse fazendo todos rirem.
     - Você nunca me ouviu cantando. – Jane respondeu de boca cheia.
     - E nem vai querer ouvir, porque Alli... – Tom disse e todos riram.
     - Continua a frase Tom! – Jane disse apontando sua faca para Tom, mas antes que algum deles pudesse dizer uma palavra, meu celular tocou, e vi no visor “mãe”.

LIGAÇÃO ON

     - Mãe, o que houve? – Perguntei com medo de sua resposta.
     - Greyson, vocês já comeram? – Ela perguntou com uma voz trêmula, o que fez meu coração acelerar.
     - Estamos acabando de comer. Por que? O que houve com a (seunome)? – Perguntei já desesperado e ela respirou fundo.
     - É melhor conversarmos pessoalmente. Acaba de comer e vem pra cá, mas não fica nervoso! É pra ter calma! – Ela disse e interrompeu a chamada.

LIGAÇÃO OFF

     - O que houve Greyson? – Tom foi o primeiro a perguntar.
     - Gente, minha mãe tem notícias, mas não quis me falar. Ela disse que era melhor dizer quando chegarmos lá, mas também disse para comermos e termos calma. Eu to confuso! – Declarei enquanto todos me encaravam.
     - É melhor irmos logo. – Jones aconselhou e todos concordaram. Fui à frente e por sorte vinha um táxi. Dei sinal e ele parou.
     - Quem vai agora e quem espera o próximo? – Perguntei e todos se entreolharam até chegar a Michael, que estava com a travessa de macarrão na mão e o garfo na boca.
     - Que foi gente? To com fome! – Ele disse de boca cheia quando percebeu que todos o encaravam.
     - Greyson, vai você, Alli, Jane e Tom. Nós vamos no próximo. – Cody sugeriu e eu assenti. Entramos no táxi e eu pedi para que o motorista chegasse o mais rápido possível no hospital (nomedealgumhospital) que Alli havia dito ontem quando a mesma me ligou.
     - Não dá pra ir mais rápido? – Insisti depois de trinta minutos de viagem.
     - Não, está tudo engarrafado! – O taxista disse assim que buzinou.
     - Ai caralho! – Alli soltou baixinho e eu a encarei. – Não diz pro Cody! Já estou devendo demais pra ele. – Ela disse e eu dei um meio sorriso.
     - Ainda tá muito longe? – Perguntei a ela que balançou a cabeça negativamente. – Então vamos a pé mesmo. – Disse pegando cem dólares no bolso na calça. – Aqui, pode ficar com o troco. – Disse entregando ao motorista e em seguida, saí do táxi. Os outros fizeram o mesmo e fomos correndo até o hospital.
     - Eu nunca mais ando com você Greyson! – Jane declarou assim que chegamos ao hospital. Quando eu ia responder, avistei meus pais e a (nomedasuamãe) sentados em uma mesa da lanchonete. Fui até eles e eles me olharam abatidos.
     - O que houve? Como tá a (seunome)? – Perguntei e todos se entreolharam.
     - É melhor você sentar. – Minha mãe aconselhou e eu assenti. – Filho, a (seunome) está em coma. – Ela terminou de falar e foi como se uma bomba explodisse dentro de mim e acabasse com o que restara do meu coração. As lágrimas vieram à tona e todos ali voltaram a chorar, principalmente a (nomedasuamãe).
     - Eu preciso ver ela! – Disse me levantando, mas meu pai me puxou de volta.
     - Não dá Greyson. Já tentamos. – A (nomedasuamãe) disse e eu suspirei.
     - Sempre tem um jeito. – Disse e depois corri para dentro do hospital. Tom e Alli vieram atrás de mim, mas não me importei. Entrei no elevador e eles conseguiram passar pela porta quando ela estava se fechando.
     - Greyson, você pirou? Você pode piorar tudo! É melhor esperarmos o horário de visita! – Tom disse e Alli concordou.
     - Mas eu preciso vê-la agora! – Disse apertando qualquer andar. A porta do elevador se abriu e eu saí na frente. Os dois não disseram mais nada, só me seguiram. Andei por vários corredores procurando o CTI, pois se ela estava em coma, ela estaria lá. Não encontrei e voltei para o elevador. Apostei no segundo andar, e logo quando saí, dei de cara com uma sala que havia um segurança na porta. Olhei pelo vidro e pude ver vários pacientes ligados há vários aparelhos, e no canto, a (seunome). Meu coração disparou e corri até a porta, onde o segurança me barrou.
     - O horário de visita começa daqui a duas horas! – Ele disse e eu bufei.
     - Mas eu preciso entrar agora! – Disse impaciente, mas o segurança me colocou para trás.
     - É melhor você esperar, senão serei obrigado a te tirar de dentro do hospital. – Ele disse eu assenti. Virei-me e fui caminhando lentamente. Tom e Alli estavam parados em frente o elevador e ao me verem voltando, apertaram o botão para chamar o elevador. Olhei pelo canto do olho para o segurança, e sem medo de confrontá-lo, dei meia volta e corri em direção à porta. Não deu certo. O segurança me barrou mais uma vez e eu suspirei. Virei-me e fui em direção ao elevador, onde Alli e Tom me esperavam.
     - É melhor esperarmos. – Alli disse dando um tapinha de leve no meu ombro. Assenti e entrei no elevador. Ela apertou o número 1, e enfim chegamos onde o pessoal estava. Sentei-me sozinho em um banco, e quando Alli veio em minha direção, Tom se pôs na frente.
     - É melhor deixa-lo sozinho. – Ele disse e ela assentiu. Os dois se sentaram onde os outros conversavam nada entusiasmados e fiquei ali, pensando e pensando no que estava por vir.



AVISO: Hey enchancers, eu fiz a continuação correndo, hoje, antes de postar, então não sei se ficou tão bom. O capítulo 14 eu não faço ideia de quando vou postar, mas vou TENTAR encrever amanhã e postar quinta, mas não prometo nada. Peço desculpas pela falta de organização nos dias de postagens, mas eu estou ficando cada vez mais sem tempo. Agradeço a quem está comentando, lendo, virou membro e tudo mais. AAH, viram quantas visitinhas eu tenho? alcancei a meta, e eu devo tudo isso a vocês! Muito obrigado enchancers, é de coração. Comentem! Beijos da Mi. 

7 comentários:

  1. okok Milena Queiroz,eu chorei again kkkk não vou te apressar pra postar o proximo, até quinta. É até quinta kkkk to curiosa please ve se arranja tempo *-* bjss

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  2. Ficou muito emocionante!!! Parabéns por ter alcançado a Meta!!! CONTINUA LOGO POR FAVOR!
    GreyKisses!! ♥♥

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  3. awnnnn amei amei amei amei amei, mto foda s2s2s2

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  4. Amei ,continua

    *leitoranova

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  5. Obrigado seus fofos, e sejam bem-vindos leitores novos =)

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  6. Leitora noova,coooontinuaaa : DD

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